A Samsung reformulou sua linha de celulares dobráveis com o lançamento do Galaxy Z Fold8, modelo apresentado oficialmente em 22 de julho de 2026. Diferentemente das gerações anteriores, o aparelho adota um corpo mais curto e largo, pensado para facilitar o uso da tela externa e melhorar a leitura, a digitação e a execução de diferentes aplicativos.
O modelo possui tela externa de 5,5 polegadas no formato aproximado de 10:16. Quando aberto, oferece um painel principal de 7,6 polegadas com proporção 4:3, semelhante à encontrada em pequenos tablets. A proposta é permitir que o usuário utilize o aparelho fechado como um smartphone convencional e aberto para produtividade, jogos, vídeos e multitarefa.
O novo formato também foi um dos pontos mais destacados nas primeiras impressões de uso reunidas no material analisado. A tela externa mais larga facilita a digitação, enquanto o painel interno amplia o espaço disponível para livros digitais, redes sociais, páginas da internet e aplicativos lado a lado.
Peso de 201 gramas chama atenção
Um dos principais diferenciais do Galaxy Z Fold8 é o peso de apenas 201 gramas. Segundo a Samsung, o aparelho possui 4,5 milímetros de espessura quando aberto e menos de 10 milímetros quando fechado.
Na prática, essas medidas aproximam o dobrável dos celulares tradicionais e reduzem uma das principais limitações históricas da categoria: o corpo pesado e volumoso. O modelo também utiliza a tecnologia Flex Titanium na estrutura da tela, desenvolvida para diminuir a aparência do vinco central sem comprometer a resistência do painel.
A Samsung oferece o aparelho nas cores lavanda, preto e branco. A versão verde-pistache será exclusiva da loja virtual da fabricante, embora a disponibilidade possa variar conforme o mercado.

Tela favorece leitura e multitarefa
A proporção 4:3 da tela interna oferece mais espaço vertical e horizontal para documentos, páginas da internet, histórias em quadrinhos e aplicativos de produtividade. A interface One UI 9 permite executar até três aplicativos simultaneamente, além de ajustar o tamanho das janelas e transferir conteúdos entre os programas.
Apesar da tela maior, vídeos gravados em formatos como 16:9 ou 21:9 podem apresentar faixas pretas nas extremidades. Por isso, o principal ganho do novo painel está menos na ampliação da imagem dos filmes e mais no espaço destinado à leitura, navegação e multitarefa.
A Samsung também integrou recursos do Galaxy AI, incluindo ferramentas para edição de imagens, organização de tarefas e sugestões contextuais. O Now Nudge, por exemplo, pode recomendar uma próxima ação e abrir aplicativos em tela dividida.
Câmeras de 50 MP dispensam lente teleobjetiva
O Galaxy Z Fold8 possui duas câmeras traseiras de 50 MP, sendo uma principal e outra ultragrande-angular. A Samsung não incluiu uma lente teleobjetiva dedicada no modelo convencional, deixando esse recurso para o Galaxy Z Fold8 Ultra.
O zoom é realizado digitalmente, com ampliação de até dez vezes. O aparelho também possui duas câmeras frontais de 10 MP, instaladas nas telas externa e interna.
Embora o conjunto seja suficiente para fotos cotidianas, a ausência de uma lente teleobjetiva pode pesar na decisão de consumidores que procuram um celular premium voltado à fotografia.
Bateria chega a 4.800 mAh
A bateria possui capacidade de 4.800 mAh. Segundo estimativa da fabricante, o aparelho pode alcançar até 26 horas de reprodução de vídeo, dependendo das configurações, da conexão utilizada e do padrão de uso.
O Galaxy Z Fold8 também traz processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, versões com até 16 GB de memória RAM e opções de armazenamento de 256 GB, 512 GB e 1 TB. Nos Estados Unidos, o preço inicial anunciado foi de US$ 1.899. A disponibilidade comercial está prevista para 7 de agosto de 2026.

Vale a pena comprar o Galaxy Z Fold8?
O modelo representa uma mudança importante na estratégia da Samsung. Em vez de apenas aumentar a tela, a empresa priorizou ergonomia, leveza e facilidade de uso com uma mão.
Entre os pontos positivos estão o peso reduzido, a tela externa mais funcional, o painel interno amplo e os recursos de inteligência artificial. Por outro lado, o preço elevado, a ausência de suporte à S Pen e a falta de câmera teleobjetiva dedicada podem limitar o interesse de parte do público.
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