O BYD Song Pro 2027 está próximo de estrear no mercado brasileiro com mudanças importantes no visual, no interior e na motorização. O SUV híbrido plug-in já começou a ser distribuído para concessionárias e deverá ser apresentado oficialmente durante a primeira semana de agosto.
A principal novidade será a adaptação do motor a combustão para funcionar com gasolina ou etanol. O modelo também receberá uma dianteira completamente redesenhada, novo painel, teto solar panorâmico e rodas atualizadas.

Apesar das alterações, a expectativa é de que o conjunto híbrido mantenha características próximas às versões atuais, incluindo o motor 1.5 aspirado, o sistema elétrico DM-i e a bateria Blade de até 18,3 kWh. Preços, versões e dados definitivos de consumo ainda dependem da apresentação oficial da BYD.
Song Pro 2027 ganha motor híbrido flex
A adoção da tecnologia flex é uma das mudanças mais relevantes do novo Song Pro. O motor 1.5 aspirado passará a aceitar tanto gasolina quanto etanol, mantendo o funcionamento combinado com o propulsor elétrico.
A adaptação aproxima o modelo da realidade brasileira, onde o etanol possui ampla rede de distribuição e participação importante no abastecimento de veículos. A tecnologia também faz parte da estratégia da BYD de desenvolver configurações específicas para o país.
Ainda não foram divulgados os números definitivos de potência e consumo com etanol. A linha atualmente comercializada possui versões com potência combinada declarada entre 223 cv e 235 cv, dependendo da configuração e da capacidade da bateria.
A versão GL utiliza uma bateria menor, enquanto a GS, mais completa, trabalha com uma bateria Blade de 18,3 kWh. No modelo atual, a configuração de maior capacidade pode entregar até 68 km de autonomia elétrica pelo padrão do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular.
Novo visual deixa SUV mais próximo dos lançamentos da BYD
A maior transformação estética está concentrada na parte dianteira. O Song Pro 2027 abandona a grade mais alta e chamativa para adotar uma peça mais estreita, conectada aos faróis por um acabamento metálico.
Os faróis ficaram mais finos, enquanto o para-choque recebeu entradas de ar verticais nas laterais. O conjunto segue a linguagem visual conhecida como Dragon Face, utilizada em lançamentos recentes da fabricante chinesa.
As modificações deixam o SUV visualmente mais largo e sofisticado, embora a carroceria mantenha as proporções gerais do modelo conhecido pelos brasileiros.
Nas laterais, as mudanças são mais discretas e incluem novos desenhos para as rodas de liga leve. Na traseira, a reestilização deverá preservar boa parte do formato atual, com alterações pontuais nos acabamentos.
Outra novidade esperada é o teto solar panorâmico, equipamento solicitado por consumidores e que deverá ser oferecido principalmente na versão mais completa.
Interior será completamente redesenhado
Enquanto a traseira muda pouco, a cabine deverá passar por uma atualização mais profunda. O painel adotará linhas horizontais e desenho mais limpo, seguindo o padrão dos veículos mais recentes da BYD vendidos na China.
A central multimídia continuará ocupando posição de destaque, mas será integrada a uma nova estrutura de painel. O console central, as saídas de ventilação, o acabamento interno e os comandos físicos também deverão ser atualizados.
O volante receberá novo desenho e passará a exibir o nome Song. A mudança reforça a intenção da fabricante de criar uma identidade própria para cada família de produtos.
Informações preliminares apontam para uma central multimídia de até 15,6 polegadas nas configurações superiores, além de novos bancos e pacote atualizado de equipamentos de segurança e assistência ao motorista. A lista brasileira, entretanto, ainda precisa ser confirmada pela montadora.
Bateria maior ficou fora da atualização?
Embora o motor flex represente um avanço importante, o Song Pro 2027 aparentemente não receberá aumento significativo na capacidade da bateria.
A configuração atual mais completa utiliza uma bateria Blade de 18,3 kWh. No lançamento brasileiro de 2024, essa versão apresentava autonomia elétrica de até 68 km pelo padrão do Inmetro e autonomia total declarada de até 780 km.
Em ciclos internacionais menos rigorosos, a fabricante chegou a divulgar até 110 km em modo elétrico e aproximadamente 1.100 km de autonomia combinada. Os números do modelo flex podem mudar por causa das diferenças energéticas entre gasolina e etanol.
A manutenção da bateria contrasta com a atualização realizada no Song Plus 2027. O SUV maior recebeu uma bateria de 26,6 kWh, elevando sua autonomia elétrica oficial de 63 km para 99 km no ciclo brasileiro.
Para quem utiliza o carro principalmente na cidade e possui carregador em casa, uma bateria maior poderia reduzir ainda mais a necessidade de acionar o motor a combustão. Por outro lado, manter componentes já conhecidos pode ajudar a controlar custos e evitar um aumento expressivo no preço.
Dimensões e espaço interno devem ser preservados
O Song Pro atual mede aproximadamente 4,74 metros de comprimento, 1,86 metro de largura e possui 2,71 metros de distância entre os eixos. O tamanho o posiciona entre os SUVs médios e garante espaço interno para cinco ocupantes.
O porta-malas oferece 520 litros, podendo chegar a 1.339 litros com os bancos traseiros rebatidos. O tanque comporta 52 litros de combustível.
Como a reestilização está concentrada nos para-choques, faróis e componentes internos, não são esperadas mudanças relevantes no espaço para passageiros ou na capacidade do compartimento de bagagens.
Produção continuará em Camaçari
O novo Song Pro será montado no complexo industrial da BYD em Camaçari, na Bahia. A fábrica atualmente trabalha com veículos parcialmente desmontados enviados da China, processo conhecido como SKD.
Nesse sistema, parte considerável dos componentes chega importada e a montagem final é realizada no Brasil. A empresa afirma que o regime é temporário e trabalha para ampliar gradualmente o conteúdo nacional.
A meta anunciada pela fabricante é alcançar 50% de componentes produzidos ou fornecidos localmente até janeiro de 2027. As estruturas de estamparia, soldagem e pintura estavam em fase de implantação, enquanto o complexo se preparava para ampliar sua capacidade produtiva.
A nacionalização poderá trazer benefícios como redução da dependência de importações, aumento da disponibilidade de peças e maior flexibilidade para ajustar a produção à demanda brasileira.
Vale comprar o Song Pro atual ou esperar o modelo 2027?
A proximidade do lançamento coloca o consumidor diante de duas possibilidades. As unidades atuais estão sendo oferecidas com descontos expressivos, justamente durante a transição para o modelo atualizado.
Em julho, algumas ofertas reduziram o preço do Song Pro GL de R$ 189.990 para R$ 161.490, diferença de R$ 28.500. A versão GS tinha preço de tabela de R$ 199.990. As condições eram promocionais, limitadas e poderiam variar entre concessionárias.
O modelo atual pode ser interessante para quem prioriza preço e não considera essenciais o motor flex, o teto panorâmico e o novo interior. Já quem valoriza equipamentos, aparência atualizada e possível maior facilidade de revenda poderá considerar mais prudente aguardar a linha 2027.

A decisão também dependerá dos preços. Caso a BYD mantenha valores próximos aos atuais, o Song Pro 2027 poderá fortalecer sua posição entre os híbridos plug-in. Um aumento elevado, porém, poderá tornar as unidades remanescentes da linha anterior mais atraentes.
O que ainda falta confirmar
A BYD ainda precisa divulgar oficialmente os preços, a lista completa de equipamentos, o consumo com etanol, as potências definitivas e a autonomia homologada pelo Inmetro.
O novo visual e o motor flex tornam o Song Pro mais adaptado ao mercado brasileiro, mas não representam uma revolução no conjunto mecânico. A proposta continua baseada na combinação de espaço, conforto, desempenho elétrico no uso urbano e autonomia para viagens longas.
A atualização deverá manter o SUV entre os principais produtos da BYD no país. A dúvida é se as novidades serão suficientes para justificar a troca para quem já possui o modelo atual — e quanto o consumidor precisará pagar por elas.
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