O KNSC11 divulgou seu relatório mais recente com novidades relevantes para investidores que acompanham o desempenho do fundo. Com patrimônio líquido de R$ 1,77 bilhão, o FII segue como um dos mais fortes da Kinea na categoria de papel misto, combinando estabilidade, diversificação e previsibilidade de renda.
Cota segue estável e reforça oportunidade para quem busca segurança
A cota patrimonial encerrou outubro em R$ 8,76, enquanto a cota de mercado marcava R$ 8,79. Após pequenas oscilações, o valor atual ronda R$ 8,62, dentro da faixa que se mantém praticamente inalterada desde março.
O histórico mostra exatamente isso:
Mês atual: -0,58%
6 meses: -0,46%
Acumulado do ano: -1,49%
12 meses: -0,58%
Mesmo com momentos pontuais abaixo de R$ 8, como em janeiro, o fundo rapidamente retornou para o intervalo tradicional de R$ 8,60 a R$ 8,80, reforçando o perfil estável. A queda momentânea abriu oportunidades, considerando o atual desconto de 1% sobre o valor patrimonial, o que aumenta o interesse de investidores atentos ao longo prazo.
Dividendos: estabilidade agora e possibilidade de alta no próximo mês
Em outubro, o rendimento foi de R$ 0,09 por cota, valor alinhado ao resultado do próprio mês. A reserva acumulada também está em R$ 0,09, garantindo tranquilidade para a continuidade das distribuições.
A leitura do cenário inflacionário mostra que:
O IPCA negativo de agosto e setembro reduziu o impacto nos últimos meses
Para os próximos ciclos, o IPCA deve voltar ao campo positivo
Projeções indicam cerca de 0,15%, reduzindo o efeito da deflação
Com isso, há grande expectativa de que os próximos rendimentos possam subir para R$ 0,10 por cota, impulsionados tanto pelo retorno do IPCA quanto pelos ativos que acompanham o CDI.
Novas alocações reforçam carteira e aumentam o potencial de renda
Depois de semanas sem movimentações relevantes, o fundo fez novas alocações que chamaram atenção do mercado. No total, foram investidos R$ 28,9 milhões em operações de CRI, com taxa média de IPCA + 9,84%, acima da média de fundos semelhantes.
Destaques das novas posições:
• CRI Galeria
Volume: R$ 18,8 milhões
Taxa: IPCA + 9,75%
Estrutura com proteção (subordinação sênior, mezzanine e júnior)
Garantia de alienação fiduciária
• CRI Creditas
Volume: R$ 10,1 milhões
Taxa: IPCA + 10%
Garantias robustas e proteção da estrutura do crédito
As operações reforçam a estratégia da gestora, que privilegia CRIs híbridos e com segurança reforçada.
Carteira continua ampla, diversificada e com baixo risco de concentração
A estrutura interna do KNSC11 segue uma das mais equilibradas da categoria:
42% indexado ao CDI + 3,09%
63,4% indexado ao IPCA + 10,6%
1% em cotas de FIIs
2,4% em LCI e caixa
No total, o fundo soma 95 CRIs diferentes, o que reduz riscos e evita concentração excessiva em um único emissor. A alavancagem também é controlada, ficando em 10,3% do patrimônio líquido.
Distribuição por segmento:
Escritórios: 24,7%
Residencial: 20%
Residencial pulverizado: 19,7%
Logístico: 19,5%
A maior posição da carteira é VISC, com 3,4%, o que também demonstra diversificação vigorosa, diferente de outros FIIs que possuem concentração elevada em um único ativo.
Por que o KNSC11 mantém desempenho consistente mesmo em fases de IPCA baixo
O grande diferencial do fundo está justamente no modelo misto: metade indexada ao IPCA, metade ao CDI. Esse equilíbrio garante estabilidade mesmo em períodos de inflação magra ou Selic elevada.
Quando o IPCA cai, o CDI protege o rendimento.
Quando a Selic cair, a parte IPCA tende a compensar.
Esse formato híbrido explica por que o KNSC11 raramente apresenta fortes quedas, entregando resiliência mesmo em cenários econômicos desafiadores.
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