O fundo imobiliário GARE11 continua entre os ativos mais acompanhados do mercado de FIIs. Em junho de 2026, o fundo pagou R$ 0,083 por cota, mantendo o mesmo patamar observado nos meses anteriores.
Considerando a cotação próxima de R$ 8,15, o rendimento mensal corresponde a aproximadamente 1,02%. Em 12 meses, o dividend yield acumulado está em torno de 12,22%, embora esse retorno passado não garanta distribuições futuras.
O fundo também ultrapassou 522 mil cotistas e apresenta liquidez média diária próxima de R$ 10,5 milhões. Essa negociação elevada facilita a compra e a venda das cotas, mas não elimina o risco de oscilações no preço.
| Indicador | Dado atualizado |
|---|---|
| Cotação de mercado | R$ 8,15 |
| Valor patrimonial por cota | R$ 9,27 |
| Relação P/VP | 0,88 |
| Último rendimento | R$ 0,083 |
| Dividend yield em 12 meses | 12,22% |
| Número de cotistas | 522.157 |
| Liquidez média diária | R$ 10,5 milhões |
| Patrimônio líquido | R$ 2,7 bilhões |
Fundo negocia abaixo do valor patrimonial
Com a cota perto de R$ 8,15 e o valor patrimonial em R$ 9,27, o GARE11 apresenta relação P/VP de aproximadamente 0,88. Isso significa que o mercado negocia o fundo cerca de 12% abaixo de seu patrimônio contábil.
O desconto, isoladamente, não representa uma oportunidade automática. O valor patrimonial depende das avaliações dos imóveis e pode não refletir imediatamente mudanças nas condições do mercado, nos juros ou na qualidade dos contratos.
No entanto, o preço abaixo do patrimônio, combinado com vacância zero e rendimento mensal próximo de 1%, ajuda a explicar o interesse dos investidores.

Venda de imóveis reduziu riscos financeiros
Uma das principais mudanças do GARE11 foi a venda de dez imóveis anteriormente locados aos grupos Pão de Açúcar e Mateus. A operação foi concluída em outubro de 2025 e gerou lucro estimado de R$ 145 milhões.
Parte dos recursos foi direcionada ao pagamento de dívidas, fortalecendo o processo de desalavancagem. A operação também elevou o valor patrimonial do fundo e permitiu que a gestão reorganizasse a estrutura de capital.
A venda não representou apenas uma saída definitiva dos imóveis. O GARE11 manteve exposição indireta à operação por meio de uma estrutura que poderá permitir a captura de ganhos adicionais, dependendo do desempenho futuro dos ativos.
Portfólio tem vacância zero e 33 imóveis
O GARE11 encerrou o período mais recente com 33 imóveis distribuídos por 15 estados e aproximadamente 463,6 mil metros quadrados de área bruta locável.
A vacância física e financeira permanece zerada. Isso significa que todos os espaços disponíveis estão ocupados e gerando receita contratada.
A carteira combina imóveis logísticos, unidades de renda urbana e lajes corporativas. Entre os locatários estão empresas de grande porte dos setores de supermercados, atacarejo, logística, mineração e construção.
A estratégia híbrida amplia a diversificação, mas exige atenção à concentração de receitas em determinados inquilinos e setores.

Novas aquisições ampliaram a diversificação
Depois da venda dos dez imóveis, o fundo concluiu novas compras. Entre elas estão duas lojas da rede Desco no Rio Grande do Sul, com contratos atípicos de 15 anos e retorno estimado de 10,20% ao ano.
No fim de 2025, o GARE11 também adquiriu o Parque Logístico de Confins, em Minas Gerais, ocupado por empresas como Mercado Livre, Vale e Três Corações. Outra aquisição envolveu uma laje corporativa locada para companhias como MRV, Log Commercial Properties e Urba.
Essas operações ampliaram a exposição do fundo a imóveis logísticos e corporativos, reduzindo parcialmente a dependência do segmento de supermercados.
Quanto o GARE11 pode pagar em 2026?
A gestão trabalha com uma projeção de rendimentos entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por cota ao mês em 2026.
| Cenário mensal | Rendimento anual por cota |
| R$ 0,083 | R$ 1,00 |
| R$ 0,086 | R$ 1,03 |
| R$ 0,090 | R$ 1,08 |
Quem possui 1.000 cotas pode receber entre R$ 83 e R$ 90 por mês, considerando a manutenção da projeção. Os valores não são garantidos e podem variar conforme receitas, despesas, vendas de ativos e decisões da gestão.
GARE11 ainda vale a pena?
O GARE11 reúne pontos positivos importantes: vacância zero, contratos de longo prazo, desconto patrimonial, alta liquidez e dividendos próximos de 1% ao mês.
Por outro lado, o investidor deve acompanhar a concentração entre inquilinos, o nível de endividamento, a execução das novas aquisições e a eventual presença de resultados não recorrentes nas distribuições.
A cota abaixo do valor patrimonial pode ser atrativa para quem busca renda mensal e aceita os riscos de uma gestão ativa. Ainda assim, a decisão não deve considerar apenas o dividendo atual. A qualidade dos imóveis, a sustentabilidade dos rendimentos e a evolução da dívida são determinantes para avaliar o fundo no longo prazo.
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