Em um momento em que se busca renda mensal e previsibilidade, três fundos imobiliários chamam a atenção pela combinação de altos rendimentos, cotas descontadas e isenção de IR: MCCE11 (Mauá Capital RE), MANA11 (Manatí Capital) e VGIR11 (Valora CRI). Todos estão sendo negociados abaixo de R$ 10 por cota, entregando rentabilidade acima de 14% ao ano.
MCCE11: multiestratégia com foco em estabilidade e diversificação
O MCCE11 (Mauá Capital RE) é um fundo multiestratégia que combina créditos imobiliários (CRIs), imóvel físico, cotas de outros FIIs e projetos estruturados. Essa diversificação torna o portfólio mais resiliente a oscilações de mercado.
O fundo tem mantido rendimentos mensais de R$ 0,11 por cota, equivalentes a ~15% ao ano, isentos de IR. A gestão destaca o objetivo de preservar renda estável e previsível. Além da exposição a CRIs e FIIs, o portfólio inclui um galpão logístico no Rio de Janeiro e reserva financeira para sustentar pagamentos em cenários adversos.
Nos últimos 12 meses, o MCCE11 distribuiu 14,81%, com P/VPA de 0,90 (cerca de 10% de desconto). A liquidez média diária gira em torno de R$ 5,2 milhões, facilitando a entrada e a saída. Em cinco anos, a média de dividendos foi de ~17,6% a.a., com histórico de pagamentos regulares.
MANA11: crédito imobiliário com 15,7% ao ano e cotas descontadas
Entre os fundos de papel, o MANA11 vem entregando rendimento anualizado de ~15,7%, com regularidade mensal entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota. As cotas negociam a ~R$ 8,81, abaixo do valor patrimonial (P/VPA ~0,95).
A Manatí Capital prioriza operações próprias em CRIs e participações em projetos imobiliários — exemplo: Grand Puls Jundiaí, com vendas avançadas. O fundo integra o IFIX, soma mais de 30 mil cotistas e apresenta liquidez diária superior a R$ 1,1 milhão. Em cinco anos, a média de yield ficou em ~15,2% a.a., com baixa volatilidade nos proventos.
VGIR11: carteira atrelada ao CDI e retorno de 15,13% ao ano
O VGIR11 investe majoritariamente em CRIs indexados ao CDI, combinação que se beneficia de juros elevados. Com cotas a ~R$ 9,41, o fundo paga R$ 0,13 por cota (cerca de 15,13% a.a.), opera com P/VPA ~0,97 (leve desconto) e liquidez em torno de R$ 6,1 milhões/dia. A gestão da Valora Investimentos mantém carteira diversificada por setores e emissores. Em cinco anos, o yield médio foi de ~16,5% a.a.; em 12 meses, as cotas avançaram ~14,15%.
Isenção de IR e renda mensal previsível
Os três FIIs compartilham o diferencial da isenção de IR sobre dividendos, o que eleva a rentabilidade líquida e melhora o fluxo de caixa mensal. Somam-se a isso boa liquidez, cotas descontadas e gestões reconhecidas — atributos que reforçam o apelo para composição de renda passiva com disciplina de risco.
Cenário de juros e implicações
Com Selic elevada, FIIs de papel tendem a apresentar proventos mais robustos, especialmente quando indexados a CDI/IPCA — caso de MANA11 e VGIR11. Já o MCCE11, por ser multiestratégia, equilibra renda de crédito com potenciais ganhos de capital em imóvel físico e cotas de FIIs, oferecendo amortecedor de volatilidade.
Com cotas abaixo de R$ 10, descontos no P/VPA e yields entre 14% e 15% a.a., MCCE11, MANA11 e VGIR11 surgem como opções competitivas para quem busca renda mensal isenta com gestão ativa e liquidez na B3.
Resumo dos destaques
| Fundo | Tipo | Rentabilidade (12m) | Preço da cota | P/VPA | Isenção de IR | Liquidez |
|---|---|---|---|---|---|---|
| MCCE11 | Multiestratégia | ~14,8% a.a. | R$ 8,72 | 0,90 | Sim | R$ 5,2 mi/dia |
| MANA11 | Papel (CRIs) | ~15,7% a.a. | R$ 8,81 | 0,95 | Sim | R$ 1,1 mi/dia |
| VGIR11 | Papel (CRIs CDI) | ~15,1% a.a. | R$ 9,41 | 0,97 | Sim | R$ 6,1 mi/dia |
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