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Início » Últimas Notícias » Yamaha R7 fica mais confortável sem abandonar a pegada de pista
Consumo

Yamaha R7 fica mais confortável sem abandonar a pegada de pista

Nova geração muda ergonomia, recebe rodas mais leves e amplia pacote eletrônico para equilibrar uso nas ruas e pilotagem esportiva
André JúniorPor André Júnior4 de setembro de 20266 minutos lidos
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A nova Yamaha R7 não passou por uma revolução no motor, mas mudou justamente em pontos capazes de alterar bastante a experiência de quem está sobre a moto.

O conhecido bicilíndrico CP2 continua no centro do projeto, porém a Yamaha trabalhou em ergonomia, eletrônica, rodas, ciclística e comandos para tornar a esportiva menos exigente no uso cotidiano sem transformá-la em uma sport-touring disfarçada.

No Brasil, a fabricante apresenta a nova R7 como modelo 2027. O motor CP2 de 690 cm³ entrega 73,4 cv a 8.750 rpm, mantendo uma característica que ajudou a consolidar essa família mecânica: entrega progressiva de força e bastante torque disponível para retomadas.

A grande mudança, portanto, está em tudo aquilo que acontece ao redor do motor.

Yamaha mexeu na posição de pilotagem da R7

Uma das características mais marcantes da geração anterior era a postura bastante agressiva.

Yamaha R7 chega ao Brasil: veja preço, motor, potência e equipamentos

Enquanto algumas esportivas de média cilindrada adotam guidões mais elevados e uma posição relativamente próxima à encontrada em motos naked, a R7 sempre esteve mais perto de uma verdadeira supersport.

Para a nova geração, a Yamaha buscou um pouco mais de equilíbrio.

O guidão foi reposicionado mais para trás e ligeiramente mais alto, reduzindo o alcance necessário do piloto. Ele também ficou mais largo, mudança que aumenta a alavancagem durante manobras e mudanças de direção.

O banco também passou por alterações. Ficou cerca de 5 mm mais baixo, além de mais longo e plano, oferecendo maior liberdade para o motociclista movimentar o corpo.

Essa característica pode fazer diferença tanto durante uma pilotagem esportiva quanto no trânsito urbano, onde a posição extrema de uma supersport tradicional costuma cobrar seu preço depois de algum tempo.

Apesar dessas alterações, a R7 continua com uma posição claramente esportiva.

A proposta não foi transformar a moto em uma opção confortável para longas viagens, mas reduzir alguns dos compromissos exigidos no uso cotidiano.

Rodas mais leves ajudam a R7 nas mudanças de direção

Outra alteração importante está nas rodas.

Tudo Sobre Nova Yamaha R7 2022, Preço, Fotos E Vídeo | Motorede

A nova geração utiliza rodas Yamaha SpinForged, desenvolvidas para reduzir massa sem comprometer a resistência estrutural.

Na prática, a diminuição da massa não suspensa e do efeito giroscópico pode favorecer respostas mais rápidas quando o piloto muda a motocicleta de direção.

A própria Yamaha destaca que o refinamento da ciclística foi pensado para ampliar agilidade e precisão em curvas. A suspensão dianteira permanece invertida, com tubos de 41 mm e curso de 120 mm, enquanto o sistema traseiro Monocross possui 121 mm de curso.

O resultado é uma moto que mantém comportamento firme, como esperado em uma esportiva, mas tenta entregar maior equilíbrio nas estradas.

Freios ganham conjunto voltado à pilotagem esportiva

A ciclística também é acompanhada por um conjunto de frenagem de proposta mais esportiva.

Entre os destaques estão cilindro mestre Brembo e pinças radiais dianteiras, combinação que busca melhorar a sensibilidade no acionamento e o controle durante frenagens mais fortes.

Outro detalhe importante está nas manetes ajustáveis.

São mudanças que podem parecer pequenas quando analisadas isoladamente, mas que contribuem para a sensação de controle em uma moto destinada tanto ao uso rodoviário quanto a eventuais dias de pista.

Eletrônica deixa de ser ponto fraco da Yamaha R7

Se havia uma área em que a antiga R7 começava a mostrar sua idade diante das rivais, era a eletrônica.

Isso mudou significativamente.

A nova geração recebe acelerador eletrônico YCC-T e uma IMU de seis eixos derivada da R1, responsável por acompanhar os movimentos da motocicleta e alimentar diferentes sistemas de assistência.

O pacote inclui recursos como controle de tração, controle de deslizamento, gerenciamento da elevação da roda dianteira, gerenciamento de freio-motor e controle de frenagem.

Há ainda controle de largada e possibilidade de desligar o ABS traseiro para utilização em circuito.

Essa evolução aproxima a R7 de esportivas mais sofisticadas e elimina uma das maiores diferenças entre ela e concorrentes mais recentes.

Quickshifter agora trabalha nas duas direções

O sistema de troca rápida de marchas também evoluiu.

A R7 passa a utilizar uma geração mais moderna do quickshifter da Yamaha, permitindo subir e reduzir marchas sem acionar a embreagem nas condições previstas pelo sistema.

A geração anterior oferecia uma solução mais limitada.

Em uma motocicleta esportiva, a mudança ganha importância principalmente durante acelerações fortes e entradas de curva, quando reduzir o tempo entre as trocas ajuda a manter maior estabilidade do conjunto.

Painel TFT de 5 polegadas moderniza a cabine

O antigo painel também deu lugar a uma tela TFT colorida de 5 polegadas.

Yamaha YZF-R7, a nova esportiva... | Motociclismo Online

O sistema possui diferentes layouts e funcionamento automático entre os modos claro e escuro.

A conectividade pelo Yamaha Y-Connect permite integração com o smartphone, enquanto o Garmin StreetCross oferece navegação.

Para quem pretende levar a motocicleta ao circuito, a fabricante também disponibiliza funções específicas de pista e integração com o aplicativo Y-TRAC, que pode registrar informações da pilotagem para posterior análise.

Motor CP2 continua sendo a essência da R7

Apesar de toda a evolução tecnológica, a Yamaha decidiu preservar aquilo que já funcionava.

O bicilíndrico CP2 não disputa o título de motor mais potente entre as esportivas médias. Existem concorrentes capazes de superar com folga a casa dos 90 cv.

A proposta da R7 é diferente.

O conjunto privilegia entrega de torque, respostas previsíveis e facilidade para explorar a potência disponível em velocidades mais compatíveis com o uso rodoviário.

Segundo a Yamaha do Brasil, são 73,4 cv a 8.750 rpm, combinados à embreagem assistida e deslizante e ao novo acelerador eletrônico.

Nova R7 ficou menos radical, mas continua esportiva

A mudança mais interessante da nova R7 talvez não esteja em um número da ficha técnica.

A Yamaha parece ter procurado ampliar a faixa de utilização da motocicleta.

O guidão menos distante, o banco redesenhado e a maior facilidade para movimentar o corpo tornam a esportiva um pouco mais amigável nas ruas. Ao mesmo tempo, rodas mais leves, posição ainda inclinada para frente, suspensões esportivas e eletrônica baseada em IMU preservam sua vocação para curvas e circuitos.

A R7 continua não sendo a escolha para quem procura simplesmente a maior potência possível entre as médias cilindradas.

Seu argumento está no equilíbrio entre desempenho utilizável, ciclística esportiva e uma experiência mais próxima das supersport tradicionais.

E foi exatamente nesse equilíbrio que a Yamaha concentrou as principais mudanças.

Principais novidades da nova Yamaha R7

ItemO que mudou
MotorCP2 bicilíndrico de 690 cm³ e 73,4 cv
AceleradorNovo sistema eletrônico YCC-T
EletrônicaIMU de seis eixos e assistências derivadas da R1
QuickshifterTrocas para cima e para baixo
PainelTFT colorido de 5 polegadas
RodasYamaha SpinForged mais leves
ErgonomiaGuidão mais próximo e alto
BancoMais baixo, longo e plano
ConectividadeY-Connect, Garmin StreetCross e Y-TRAC
Suspensão dianteiraInvertida de 41 mm

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André Júnior
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André Júnior é economista e especialista em Finanças e Mercado de Capitais. Na A Revista, acompanha ações, empresas, juros, economia e mercados. Contextualiza indicadores e resultados corporativos, distingue fatos de projeções e explica seus possíveis efeitos para investidores, sem recomendações individuais.

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