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Início » Últimas Notícias » Vale a pena investir em Cemig (CMIG4)? Projeções indicam cautela para 2026
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Vale a pena investir em Cemig (CMIG4)? Projeções indicam cautela para 2026

Empresa mantém resultados robustos, mas projeções de dividendos e preços-alvo indicam menor margem de segurança para investidores
André CarvalhoPor André Carvalho17 de setembro de 20253 minutos lidos
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Cemig
Cemig

A Cemig (CMIG4) voltou ao radar dos investidores com resultados sólidos, mas o cenário projetado até 2026 levanta dúvidas sobre a atratividade do papel. Atualmente, a ação está cotada próxima de R$ 11,10, dentro da faixa das últimas 52 semanas (mínima de R$ 9,24 e máxima de R$ 11,21).

Apesar da boa performance, análises indicam que o preço teto projetado gira em torno de R$ 11,01 — praticamente sem margem de segurança. Além disso, o dividend yield projetado para os próximos anos cai para 5,95%, uma redução expressiva diante dos mais de 11% atuais.

Política de dividendos mais moderada

A companhia anunciou recentemente que deve manter uma distribuição de até 50% do lucro líquido na forma de dividendos, sem perspectiva de aumento significativo no curto prazo.

No calendário de proventos, há pagamentos relevantes previstos para maio e dezembro de 2025, incluindo JCP e dividendos que, somados, ultrapassam 12% no acumulado de 12 meses. O desafio, porém, está em 2026, quando os analistas projetam uma queda acentuada nos rendimentos.

Valuation e indicadores financeiros

Do ponto de vista fundamentalista, a Cemig apresenta números consistentes:

  • ROI: 22,8%

  • Margem líquida: 15,5%

  • Crescimento de lucros (últimos 5 anos): acima de 10% ao ano

  • Endividamento (dívida líquida/EBITDA): 3,8x, próximo do limite considerado saudável

Apesar da robustez operacional, o valuation traz sinais de cautela. O preço/lucro (P/L) segue baixo, o que sugere atratividade, mas o crescimento projetado e a política de dividendos limitam o upside.

Ações alugadas e comportamento dos controladores

Outro ponto relevante é o alto volume de ações alugadas, ultrapassando 83 milhões de papéis — o que representa cerca de R$ 1 bilhão retirados da negociação direta no mercado. Esse movimento pode indicar estratégias de venda a descoberto por grandes fundos.

Nos últimos dois anos, os controladores adotaram uma postura de venda, especialmente entre janeiro e setembro de 2024, retomando compras apenas em momentos pontuais, como quando o papel recuou para abaixo de R$ 10.

Comparativo e potenciais oportunidades

No ranking das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa, a Cemig aparece atualmente na 20ª posição, com yield acima de 12%.

Segundo análises baseadas nos modelos de Graham e Greenblatt, tanto CMIG3 quanto CMIG4 estariam baratas — com potencial de valorização de 52% e 100%, respectivamente. O preço-alvo médio indicado por casas de análise é de R$ 22,54, mas especialistas recomendam aplicar margem de segurança antes de considerar compras.

Investidores mais focados em dividendos podem preferir CMIG4, enquanto aqueles que buscam crescimento podem olhar para CMIG3.

O grande ponto de atenção está na queda prevista dos dividendos em 2026. A combinação de investimentos robustos em melhorias de rede e uma política de distribuição mais conservadora tende a reduzir o fluxo de caixa destinado aos acionistas.

Por outro lado, a companhia segue com forte geração de receita, crescimento consistente e controle de custos, o que pode sustentar o valor de mercado e atrair investidores de longo prazo.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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