A PRIO (PRIO3), maior produtora independente de petróleo do Brasil, apresentou um crescimento impressionante nos últimos cinco anos, consolidando-se como uma das empresas de maior expansão do setor energético nacional. Entre 2020 e 2025, o lucro líquido da companhia saltou de R$ 452 milhões para R$ 10,6 bilhões, um avanço de mais de 2.200% — resultado de gestão eficiente, expansão operacional e reinvestimento contínuo.
Apesar desse desempenho extraordinário, o mercado ainda não refletiu totalmente esse crescimento na cotação das ações. Atualmente negociada a cerca de R$ 38, a PRIO teria um preço justo estimado entre R$ 150 e R$ 160, considerando a valorização dos lucros e a forte geração de caixa.
Crescimento histórico em números
A evolução da PRIO é uma das mais expressivas da Bolsa brasileira. Abaixo, a tabela mostra o crescimento do lucro líquido da companhia ao longo dos últimos cinco anos:
| Ano | Lucro Líquido (R$ milhões) | Crescimento Anual (%) | Crescimento Acumulado (%) |
|---|---|---|---|
| 2020 | 452 | — | — |
| 2021 | 1.230 | +172% | +172% |
| 2022 | 3.850 | +213% | +751% |
| 2023 | 7.100 | +84% | +1.470% |
| 2024 | 9.450 | +33% | +1.991% |
| 2025 | 10.590 | +12% | +2.243% |
Fonte: dados financeiros públicos e estimativas de mercado.
O crescimento foi sustentado por aumento da produção, redução de custos, ganhos de eficiência e uma política agressiva de reinvestimento dos lucros — sem distribuição de dividendos, priorizando expansão de longo prazo.
Margens robustas e reinvestimento total dos lucros
A PRIO opera com margem líquida superior a 70%, uma das mais altas da Bolsa. Essa performance é sustentada por um modelo de negócios voltado à revitalização de campos maduros, que exige investimentos estratégicos, mas garante alto retorno operacional.
Diferente de muitas companhias do setor, a PRIO não distribui dividendos (payout de 0%), preferindo reinvestir seus lucros em novos projetos e na ampliação da produção. Isso explica o fortalecimento do caixa e a redução gradual da dependência de capital externo.
Mesmo com o barril de petróleo atualmente cotado em torno de US$ 64, metade do valor observado nos picos pós-pandemia, a empresa manteve crescimento de receita e margens consistentes, mostrando resiliência frente à volatilidade das commodities.
Campo Wahoo pode dobrar a produção até 2026
O principal catalisador de crescimento da PRIO para os próximos anos é o campo de Wahoo, cuja expansão foi aprovada pelo Ibama. O projeto prevê a conexão submarina de 11 novos poços, sendo quatro produtores, dois injetores e cinco contingentes, todos integrados às plataformas existentes — o que reduz custos e impacto ambiental.
Com isso, a produção pode aumentar em até 40 mil barris por dia, praticamente dobrando a capacidade atual. O navio responsável pela instalação das linhas submarinas já foi contratado e deve chegar ao Brasil em outubro de 2025. O primeiro óleo está previsto para março ou abril de 2026, consolidando o campo de Wahoo como o novo motor de crescimento da empresa.
Resultados impactados por ganhos não recorrentes
Embora o lucro líquido tenha crescido de forma expressiva, parte dos resultados recentes foi impulsionada por ganhos não recorrentes, especialmente créditos tributários de exercícios anteriores, que somaram cerca de R$ 697 bilhões em 2024.
Ainda assim, mesmo após ajustes, a PRIO segue com indicadores muito atraentes:
Rentabilidade (ROE): cerca de 40%;
EV/EBITDA: abaixo da média do setor;
P/L ajustado: entre 3x e 4x, muito abaixo de pares globais;
Preço sobre Valor Patrimonial (P/VPA): abaixo de 2x, indicando forte desconto.
Esses números reforçam que o preço justo das ações PRIO3 poderia estar na faixa de R$ 80 a R$ 160, dependendo do método de avaliação — um potencial de valorização expressivo frente à cotação atual.
Estrutura financeira sólida e dívida controlada
A PRIO mantém uma dívida líquida equivalente a 2x o EBITDA, um nível considerado confortável. O caixa robusto, mesmo com leve redução recente, permite financiar projetos sem comprometer o balanço. As maiores amortizações estão previstas para 2026 e 2027, período em que a empresa espera aumento significativo da geração de caixa com a entrada em operação de Wahoo.
A alavancagem permanece sob controle, e o custo médio da dívida é considerado competitivo frente às demais petroleiras brasileiras. Isso reforça a capacidade da PRIO de atravessar ciclos de baixa do petróleo sem perda de rentabilidade.
PRIO3: destaque absoluto entre as petroleiras privadas
Com atuação focada em eficiência e expansão sustentável, a PRIO consolidou-se como a maior produtora independente de petróleo do país, atrás apenas da Petrobras em escala de operação. Seu modelo de revitalização de campos maduros tem se mostrado altamente rentável, garantindo geração contínua de valor e previsibilidade de fluxo de caixa.
Mesmo com eventos não recorrentes em 2024, o desempenho operacional permanece sólido, sustentando o potencial de valorização das ações. Com margens elevadas, caixa forte e o projeto Wahoo prestes a iniciar produção, a PRIO desponta como uma das ações mais promissoras da B3 para investidores de longo prazo que buscam crescimento com fundamentos sólidos.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






