O fundo imobiliário Mana 11 acaba de divulgar seu relatório gerencial referente a outubro de 2025, trazendo novos dados sobre dividendos, alocações, geração de caixa, avanços em incorporações e crescimento da base de investidores.
O FII frequentemente comparado ao VGHF11, porém com desempenho mais consistente segue se destacando como uma alternativa atraente entre os fundos high grade base-10, buscando estabilidade, diversificação e rendimentos acima da média.
Desempenho de mercado: desconto, DY alto e forte liquidez
Segundo dados do Investidor10:
- Cotação: R$ 8,67
- P/VP: 0,94 → desconto de 6%
- Dividend yield anualizado: próximo de 15%
- Liquidez média diária: acima de R$ 1 milhão
- Base de investidores: superou 30 mil cotistas
- Preço justo estimado: R$ 9,31
- Último dividendo: R$ 0,11 por cota
- Patrimônio líquido: R$ 350 milhões
O histórico recente mostra estabilidade no patamar de rendimentos, variando entre R$ 0,10 e R$ 0,11, reforçando previsibilidade e aderência às projeções da própria gestão.
Dividendos: 114% do CDI e projeção mantida até dezembro
O relatório informa que o pagamento de R$ 0,11 por cota equivalente a 114% do CDI permanece dentro da faixa projetada pela gestão para o 3º e 4º trimestres de 2025:
- Mínimo: R$ 0,10
- Máximo: R$ 0,12
- Patamar atual: R$ 0,11
O fundo utiliza parte do resultado acumulado de meses anteriores, como setembro (que gerou R$ 0,13 por cota), para manter a constância dos rendimentos.
Demonstrativo financeiro de outubro
Receita bruta total: R$ 4.173.000
Composição:
- CRIs (juros + correção): R$ 3,5 milhões
- FIIs investidos: R$ 539 mil
- Ações: R$ 11.473
- Remuneração de caixa: R$ 112 mil
Despesas: R$ 355 mil
Resultado líquido: R$ 3.837.000 → equivalem a R$ 0,10 por cota
Dividendo distribuído: R$ 0,11 (via uso de resultado acumulado)
O fundo não possui operações de alavancagem, o que reforça segurança e previsibilidade.
Rentabilidade acumulada supera o CDI
Desde seu início, em maio de 2022, até setembro de 2025, o Mana 11 possui:
- Rentabilidade ajustada: 45,5%
- CDI no período: inferior ao retorno do fundo
Mesmo negociado abaixo do valor patrimonial, o desempenho combinado entre valorização + rendimentos coloca o FII acima do benchmark de renda fixa.
Avanços na incorporação: destaque para Jundiaí
A gestão informou:
- Novo projeto de incorporação em Jundiaí, com 85% das unidades vendidas no lançamento
- Forte performance confirma
- capacidade de originação,
- seleção de parceiros,
- e identificação de oportunidades de alto retorno no segmento.
A incorporação já é o 3º principal pilar do fundo.
Onde o Mana 11 investe hoje?
O fundo encerrou outubro com 97,8% do patrimônio alocado, seguindo sua estratégia multiestratégia:
| Segmento | Participação |
| CRIs | 71% |
| FIIs | 13,7% |
| Incorporação | 11,1% |
| Ações | 2% |
| Caixa | 2,7% |
CRIs o coração da estratégia
- Diversificação elevada, mesmo sendo um fundo de R$ 350 milhões
- Maior devedor concentra apenas 5% da carteira
- Indexadores:
- IPCA: 51%
- CDI: 49%
- Exposição setorial pulverizada (incorporação, shoppings, hotelaria, saneamento, financeiro)
Somente em CRIs, o fundo tem quase R$ 200 milhões alocados.
FIIs no portfólio: 23 fundos e forte presença em papel
Os principais fundos investidos hoje incluem:
- MCCR11
- GSIT11 (shoppings)
- GARE11
- VGHF11
Com 13,7% do patrimônio em FIIs, o Mana 11 mistura:
- fundos para carrego (70,5%)
- fundos para ganho de capital (29,5%)
Incorporação: quatro projetos ativos
O fundo possui quatro empreendimentos em andamento, sendo o de Jundiaí o mais recente. A estratégia compõe:
- Investimentos iniciais menores
- Retorno potencial elevado
- Diversificação por regionalização e tipo de projeto
- Parcerias com incorporadoras selecionadas pela equipe técnica
Ações: pequena exposição, mas presente
O FII possui aproximadamente R$ 6,8 milhões em ações, distribuídas entre quatro ativos que complementam a estratégia de retorno total.
Gestão é elogiada pela diversificação e controle de risco
Mesmo sendo um fundo ainda jovem e de porte reduzido, o Mana 11 se destaca por:
- baixa concentração em devedores
- originação própria de operações
- ausência de alavancagem
- multiestratégia equilibrada
- transparência nos relatórios
- capacidade de entregar renda acima do CDI
Para muitos investidores, aparece como uma alternativa mais consistente que o VGHF11, apesar de ter patrimônio inferior.
O relatório de outubro reforça que o Mana 11 vive seu melhor momento:
cresce base de investidores, entrega dividendos estáveis, avança em novos projetos imobiliários e mantém desempenho superior ao CDI.
Se continuar dentro da projeção de R$ 0,10 a R$ 0,12 por cota, o fundo tende a fechar 2025 como um dos destaques do segmento.
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