A JHSF Participações (JHSF3), empresa reconhecida por seu portfólio voltado ao público de alta renda, divulgou a prévia operacional do terceiro trimestre de 2025, e o mercado reagiu com otimismo. O BTG Pactual destacou que a companhia apresenta fundamentos sólidos e pode ter uma valorização de até 44% em relação à cotação atual, que gira em torno de R$ 6,20, elevando o preço-alvo para R$ 8,79 — valor considerado próximo ao seu valor patrimonial justo.
Mesmo com a Selic ainda em patamar elevado, o banco vê espaço para destravar valor conforme os juros recuem, impulsionando o segmento imobiliário premium, onde a JHSF é referência.
Desempenho operacional: crescimento sólido em múltiplas frentes
A prévia mostrou avanços expressivos nas principais áreas da companhia, reforçando a diversificação e resiliência de seu modelo de negócios. No segmento de hospitalidade e gastronomia, a empresa registrou alta no ticket médio e crescimento da receita por quarto, impulsionado pela ocupação dos hotéis e clubes de luxo.
A expansão internacional também segue acelerada, com novos investimentos na Itália (Sardenha), Portugal, Uruguai e Miami, fortalecendo a presença global da marca. A estratégia foca em destinos premium e no público de altíssimo padrão, menos sensível a crises econômicas.
No setor aeroportuário, o Aeroporto Executivo Catarina, em São Paulo, teve crescimento de 65% nos movimentos de voo e 45% no volume de litros abastecidos, reforçando sua relevância como ativo estratégico e fonte recorrente de receita.
Expansão para o mercado náutico e avanço em incorporações
Outro destaque foi a entrada da JHSF no segmento de embarcações de luxo, com aquisição de participação majoritária em uma empresa voltada ao aluguel e manutenção de iates — um mercado estimado em US$ 22 bilhões até 2034. O movimento amplia o alcance da marca e diversifica as fontes de receita no segmento ultraluxo.
Na área de incorporação imobiliária, as vendas contratadas cresceram 6%, totalizando R$ 400 milhões, impulsionadas principalmente pelos lotes, que registraram alta de 83%. Apesar da queda de 26% nas vendas de imóveis prontos, o desempenho geral foi considerado positivo.
Receita recorrente e resultados consistentes
O segmento de shopping centers continua sendo uma das principais fontes de receita recorrente, com crescimento de 10% nas vendas consolidadas, totalizando R$ 1,127 bilhão. Empreendimentos como o Boa Vista Village e o Shopping Cidade Jardim consolidam o posicionamento premium da JHSF, oferecendo experiências exclusivas ao público de alta renda.
Além disso, a empresa mantém boa rentabilidade e solidez financeira:
PL (Preço/Lucro): 3x — abaixo da média do setor (5x)
P/VPA: 0,7 — ainda com desconto frente ao valor patrimonial
Margem líquida: 62%
Dividend yield: próximo de 6% ao ano, com pagamentos mensais
O resultado completo do 3T25 será divulgado em 13 de novembro, após o fechamento do mercado.
Desempenho das ações e perspectivas para 2026
Nos últimos 12 meses, as ações da JHSF subiram cerca de 50%, acumulando 46% de rentabilidade em um ano e 57% em dois anos, considerando dividendos. Mesmo com essa valorização, os múltiplos continuam atrativos — reflexo de um potencial de alta relevante, especialmente se o ciclo de cortes na Selic se confirmar em 2026.
Em 10 anos, a empresa acumula rentabilidade real superior a 200%, reforçando sua capacidade de geração de valor e resiliência.
Com forte presença nos segmentos de hospitalidade, gastronomia, aeroportos, shoppings e luxo internacional, a JHSF se consolida como uma das empresas mais sofisticadas e rentáveis do setor imobiliário brasileiro.
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