O mercado já projeta que a Selic encerre 2026 entre 12% e 12,5%, o que abre espaço para uma recuperação consistente dos fundos imobiliários (FIIs). Como os investidores costumam se antecipar, muitos FIIs já começaram a apresentar valorização nas últimas semanas. Ainda assim, vários seguem negociados abaixo do valor patrimonial (P/VP), o que representa oportunidade de compra para quem busca potencial de ganhos.
A seguir, destacamos três fundos imobiliários de segmentos distintos — shoppings, logística e lajes corporativas — que estão descontados e podem entregar valorização relevante no próximo ciclo.
VISC11 – Shoppings com diversificação nacional
O Vinci Shopping Centers (VISC11) negocia hoje em torno de R$ 108,40, com P/VP de 0,87, ou seja, um deságio de aproximadamente 13% em relação ao preço justo estimado de R$ 123,41.
O fundo paga dividend yield próximo de 9% ao ano e conta com alta liquidez, além de patrimônio superior a R$ 3,5 bilhões.
Destaques:
Presença em 30 shoppings distribuídos em 15 estados e no Distrito Federal.
Taxa de ocupação em alta: 94,4% em julho de 2025, contra 93,8% um ano antes.
Vendas por metro quadrado cresceram 6% no acumulado de 2025.
Forte exposição em São Paulo e Rio de Janeiro, principais polos de consumo do país.
Essa combinação de desconto no preço e melhora operacional reforça o potencial de valorização em 2026.
RBRL11 – Logística sólida e contratos robustos
O RBR Log (RBRL11) está cotado a R$ 83,86, com dividend yield próximo de 11% ao ano e P/VP de 0,79 — um desconto expressivo de 21% em relação ao preço justo de R$ 105,88.
Diferenciais:
Portfólio de 6 galpões logísticos com 208 mil m² de ABL.
Taxa de vacância zero (física e financeira).
Inquilinos de peso como Mercado Livre, DHL, FedEx, IBM e Vulcabras.
Patrimônio de R$ 708 milhões e mais de 13 mil cotistas.
Com contratos sólidos e exposição a empresas de e-commerce e logística, o fundo se mostra resiliente e pode acelerar com a queda dos juros.
FATN11 – Diversificação em lajes corporativas
O FATN11 é negociado a R$ 84,91, com dividend yield de 11,54% e P/VP de 0,86, indicando desconto de 14% frente ao preço justo de R$ 98,41.
Pontos fortes:
Estrutura única: investe em 118 lajes corporativas distribuídas em 52 edifícios.
Mais de 100 inquilinos, garantindo diversificação de receita.
Ativos localizados em regiões premium de São Paulo, como Faria Lima, Vila Olímpia e Berrini.
Taxa de ocupação de 100%, com contratos indexados ao IPCA e IGP-M.
Esse modelo pulverizado reduz riscos de vacância e torna o fundo menos vulnerável a crises pontuais.
Por que 2026 pode ser decisivo para os FIIs?
A possível queda da Selic em 2026 tende a gerar dois efeitos principais:
Aumento da atratividade dos FIIs frente à renda fixa, já que os rendimentos dos fundos passam a competir melhor com títulos públicos.
Reprecificação dos ativos imobiliários, que tendem a se valorizar quando os juros recuam.
Como o mercado se antecipa, o momento atual — com FIIs ainda descontados — pode representar uma janela estratégica de entrada para investidores de longo prazo.
Os fundos imobiliários VISC11, RBRL11 e FATN11 combinam descontos atrativos, solidez operacional e perspectivas positivas para 2026.
Ainda assim, cada investidor deve analisar relatórios gerenciais, perfil de risco e adequação à sua estratégia antes de tomar decisões.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






