O SNAG11, fiagro da Suno voltado ao agronegócio, anunciou pagamento de R$ 0,20 por cota em fevereiro, equivalente a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,80%, considerando a cota próxima de R$ 11,12. Annualizado, o retorno se aproxima de 23,9% ao ano, patamar que chama atenção até mesmo em um cenário de Selic elevada.
Mas o que está por trás desse pagamento robusto? E ainda dá tempo de garantir os dividendos?
Quanto o SNAG11 está pagando de dividendos?
O novo provento de R$ 0,20 por cota representa um salto relevante frente aos pagamentos anteriores, que vinham na faixa de R$ 0,11 a R$ 0,13 por cota.
Nos últimos 12 meses, o fundo acumulava um dividend yield próximo de 12,67%, já considerado elevado e isento de Imposto de Renda para pessoa física. Com o novo patamar, o yield projetado sobe de forma significativa.
Datas importantes:
Data-com: 13 de fevereiro
Pagamento: 25 de fevereiro
Ou seja, quem estiver posicionado até o fechamento do dia 13 garante o recebimento do dividendo no dia 25.
O que é o SNAG11 e como ele gera retorno?
O SNAG11 é um Fiagro de crédito, estruturado para financiar empresas do agronegócio por meio principalmente de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
Na prática:
O investidor compra cotas do fundo.
O fundo empresta recursos ao setor agro.
As empresas devolvem o capital com juros, majoritariamente atrelados ao CDI.
O fundo distribui o resultado aos cotistas.
Com a Selic em torno de 15% ao ano, os ativos indexados ao CDI vêm entregando receitas robustas, o que impulsiona os dividendos.
Números atualizados do SNAG11
Cota: ~R$ 11,12
Patrimônio líquido: cerca de R$ 626 milhões
Cotistas: mais de 118 mil investidores
P/VP: aproximadamente 1,07
Inadimplência: 0%
Reserva acumulada: cerca de R$ 0,16 por cota
Mesmo negociando levemente acima do valor patrimonial, o mercado parece precificar a consistência da carteira e a qualidade do crédito.Carteira pulverizada reduz riscos
Um dos principais diferenciais do SNAG11 é a pulverização da carteira.
Embora existam poucos CRAs principais listados, há operações estruturadas com mais de 260 devedores pulverizados, o que reduz significativamente o risco de concentração.
Além disso:
Rating médio elevado (faixa A ou superior)
Exposição a diversas cadeias produtivas: soja, café, laticínios, insumos
Parte do portfólio inclui imóveis e participação em outro fiagro da casa
Essa diversificação ajuda a sustentar a inadimplência zerada e a previsibilidade dos pagamentos.
Crescimento da cota e desempenho histórico
Desde seu lançamento em 2022, o SNAG11 acumula valorização expressiva, superando 75% no período. Apenas no último ano, a alta gira em torno de 20%.
Nos meses mais recentes, entre novembro e janeiro, a valorização ultrapassou 15%, impulsionada:
Pela melhora do cenário do agro
Pela recuperação dos fiagros após um período de maior cautela
Pelo aumento gradual dos dividendos
O fundo também já superou o CDI e o IFIX em períodos comparáveis, reforçando sua atratividade.
Por que o dividendo subiu para R$ 0,20?
O aumento reflete:
Resultado operacional consistente
Receita financeira elevada com CDI alto
Reavaliação positiva de ativos imobiliários
Uso parcial de reserva acumulada
O fundo possui “gordura” suficiente para sustentar distribuições robustas, sem comprometer a saúde financeira.
E quando a Selic cair?
A queda da Selic pode reduzir gradualmente os rendimentos futuros, já que boa parte da carteira é atrelada ao CDI.
Porém:
O movimento tende a ser lento
A taxa ainda deve permanecer elevada por um período
O fundo pode ajustar a carteira para preservar rentabilidade
Mesmo com cortes graduais, o patamar atual ainda permite dividendos relevantes para 2026 e 2027.
SNAG11 é o melhor fiagro da Bolsa?
Com:
Dividendos elevados e isentos
Carteira pulverizada
Inadimplência zerada
Gestão consolidada
Patrimônio robusto
O SNAG11 figura entre os fiagros mais consistentes da Bolsa brasileira.
O dividendo de fevereiro elevou o interesse do mercado e pode impulsionar ainda mais a base de cotistas. Para quem busca renda passiva atrelada ao agronegócio, o fundo se consolida como uma das principais alternativas do segmento.
A decisão de investir, porém, deve considerar perfil de risco, cenário macroeconômico e horizonte de longo prazo.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






