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Início » Últimas Notícias » CVCB3 é lucrativa em 2026? Recuperação avança, mas prejuízo acumulado ainda pesa nas ações
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CVCB3 é lucrativa em 2026? Recuperação avança, mas prejuízo acumulado ainda pesa nas ações

Mesmo com Ebitda recorde e redução da dívida, CVC ainda carrega prejuízos bilionários e enfrenta volatilidade elevada na Bolsa.
Rafael CostaPor Rafael Costa20 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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CVCB3 é lucrativa em 2026? Recuperação avança, mas prejuízo acumulado ainda pesa nas ações

A CVC Brasil (CVCB3), uma das maiores companhias do setor de turismo da América Latina, atravessa 2026 em um cenário de recuperação operacional, mas ainda cercada por dúvidas estruturais. Após anos impactada pela pandemia e reestruturações internas, a empresa apresenta melhora consistente em receita, Ebitda e geração de caixa. No entanto, o lucro líquido efetivo ainda não se consolidou de forma recorrente.

Com valor de mercado na casa de aproximadamente R$ 300 milhões e listada no Novo Mercado da B3, a companhia tenta provar que o processo de turnaround é sustentável.

Receita supera R$ 1 bilhão e reservas crescem

Os dados mais recentes mostram avanço operacional relevante:

  • Reservas confirmadas cresceram cerca de 20% no acumulado.

  • Reservas consumidas acompanharam a expansão.

  • Receita líquida acumulada já ultrapassa R$ 1 bilhão.

  • Receita no Brasil cresceu aproximadamente 9%, alcançando R$ 880 milhões.

  • Receita na Argentina avançou 20%.

Em volume financeiro, o Brasil continua sendo o principal mercado, com cerca de R$ 9 bilhões em reservas confirmadas, enquanto a Argentina registra aproximadamente R$ 900 milhões.

O crescimento internacional chama atenção, mas a concentração no mercado brasileiro ainda é determinante para o desempenho da companhia.

Ebitda recorde e margem acima de 30%

O grande destaque da recuperação é o desempenho operacional.

No 3T25, a companhia registrou:

  • Ebitda ajustado de R$ 130,5 milhões

  • Margem Ebitda de 34,6%, o maior nível desde 2019

  • Crescimento de aproximadamente 28% no Ebitda anualizado

Esse avanço demonstra maior eficiência operacional e controle de custos, refletindo um ambiente mais favorável para o turismo e melhora na execução estratégica.

Lucro ajustado sobe, mas prejuízo contábil permanece

Um ponto central da análise está na diferença entre lucro ajustado e lucro líquido efetivo.

A empresa divulgou:

  • Lucro líquido ajustado de R$ 62,5 milhões no 3T25

  • Alta de 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior

Contudo, ao considerar o lucro líquido contábil, a companhia ainda apresenta prejuízo no acumulado recente, embora em ritmo menor:

  • Prejuízo de aproximadamente R$ 13 milhões, contra R$ 42 milhões no ano anterior

  • Prejuízo acumulado histórico superior a R$ 2,3 bilhões

Esse volume de prejuízos acumulados ainda pesa no patrimônio e mantém o indicador P/L negativo.

Endividamento sob controle, mas risco ainda existe

Um dos pontos positivos da nova fase da CVC é a redução da alavancagem.

  • Dívida líquida/Ebitda ajustado: cerca de 0,5 vez

  • Considerando antecipação de recebíveis: aproximadamente 2 vezes

O nível atual é considerado administrável e muito inferior ao período mais crítico da companhia.

Além disso, a empresa registrou geração de caixa operacional próxima de R$ 70 milhões, indicando melhora na estrutura financeira.

Indicadores de mercado e percepção dos analistas

A saída do Ibovespa no início de 2026 impactou a liquidez das ações, aumentando a volatilidade. O mercado segue dividido:

  • Apenas uma recomendação de compra

  • Três recomendações de manutenção

  • Preço-alvo médio próximo de R$ 3

Em termos de valuation:

  • P/L: negativo

  • P/VP: aproximadamente 2,5

Para uma empresa ainda deficitária no lucro líquido, o múltiplo patrimonial elevado aumenta a percepção de risco.

Resumo financeiro da CVCB3

IndicadorSituação Atual
Receita líquida acumulada> R$ 1 bilhão
Ebitda ajustado (3T25)R$ 130,5 mi
Margem Ebitda34,6%
Lucro líquido ajustado (3T25)R$ 62,5 mi
Lucro líquido contábilPrejuízo
Prejuízo acumulado histórico~ R$ 2,3 bi
Dívida líquida / Ebitda0,5x
P/LNegativo
P/VP2,5

Afinal, CVCB3 é lucrativa?

A resposta exige cautela.

Operacionalmente, a companhia demonstra recuperação clara: crescimento de reservas, receita em expansão, Ebitda robusto e endividamento controlado. No entanto, o lucro líquido recorrente ainda não se consolidou plenamente, e o histórico de prejuízos acumulados permanece elevado.

CVCB3 não pode ser classificada como uma empresa estruturalmente lucrativa em 2026, mas sim como uma empresa em processo de recuperação. O principal ponto de debate é a sustentabilidade da lucratividade ajustada e a capacidade de transformar eficiência operacional em lucro contábil consistente.

Diante desse cenário, trata-se de um ativo com potencial de recuperação, mas com risco elevado e forte volatilidade — perfil típico de empresas em turnaround.

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ações da CVC análise fundamentalista CVCB3 setor de turismo turnaround
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Rafael Costa
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Rafael Costa é editor de Tecnologia e Inovação, especialista em Blockchain e Web3, com pós-graduação em Finanças. Na A Revista, acompanha criptomoedas, tecnologia financeira, inovação e os efeitos dessas mudanças sobre empresas e mercados. Distingue uso efetivo, anúncios, projeções e riscos dos ativos digitais.

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