Enquanto muitos investidores permanecem fiéis às ações do Banco do Brasil (BBAS3), a análise quantitativa de valor revela que existem alternativas ainda mais descontadas no mercado. O Banrisul (BRSR6) e o Banco ABC (ABCB4), além de duas petroleiras, aparecem à frente do BBAS3 no ranking das ações mais baratas da Bolsa em dezembro de 2025, levantando o questionamento: vale a pena substituir Banco do Brasil por outras oportunidades?
Metodologia: lucro operacional sobre valor de mercado
O levantamento utiliza uma abordagem quantitativa baseada em lucro operacional — métrica semelhante ao EBIT — dividido pelo valor da empresa, método que historicamente supera indicadores tradicionais como o P/L (preço/lucro).
A estratégia tem como premissa a diversificação: selecionar 20 empresas com base em critérios objetivos e não apenas apostar em uma ou duas ações isoladas. A ideia é identificar empresas que estão sendo penalizadas no curto prazo, mas que apresentam fundamentos sólidos de longo prazo.
BBAS3 cai, mas não é a mais barata
Apesar da forte correção em 2025, BBAS3 ocupa apenas a quarta posição no ranking. O recuo nas ações foi acompanhado de uma queda nos lucros, o que limitou sua atratividade sob a ótica da estratégia de ações baratas.
Acima do Banco do Brasil estão três empresas que, segundo os dados, oferecem maior desconto em relação ao lucro operacional: Brava Energia (BRAV3), PetroRecôncavo (RECV3) e o próprio Banco ABC (ABCB4).
Destaque absoluto: Banrisul (BRSR6)
A liderança do ranking ficou com o Banrisul, banco regional com forte atuação no crédito consignado e no agronegócio, especialmente no Rio Grande do Sul. Mesmo após valorização superior a 40% nos últimos 12 meses, o banco ainda apresenta o maior desconto entre as ações analisadas.
Seu modelo de negócios se assemelha ao do Banco do Brasil, o que pode atrair investidores que buscam previsibilidade e resiliência em cenários desafiadores, com juros altos e inflação pressionada.
Top 5: bancos e petroleiras lideram
Entre as cinco ações mais baratas da Bolsa neste momento, três são bancos e duas são petroleiras — setores que têm sido duramente penalizados por investidores, o que gera distorções de preço:
| Posição | Ação | Setor | Destaque |
| 1º | Banrisul (BRSR6) | Bancário | Foco em consignado e agro no RS |
| 2º | Brava Energia | Energia | Forte queda, mas com geração de caixa alta |
| 3º | PetroRecôncavo | Petróleo | Queda acentuada e alto yield operacional |
| 4º | BBAS3 | Bancário | Lucro em queda limita atratividade |
| 5º | Banco ABC (ABCB4) | Bancário | Foco em empresas médias com alta eficiência |
Substituir BBAS3 por Banrisul?
A resposta depende da estratégia do investidor. A metodologia sugere não apostar em uma única ação, mas sim montar uma carteira diversificada com 20 papéis. No entanto, os dados quantitativos apontam que Banrisul e Banco ABC são opções com melhor relação preço-lucro operacional do que BBAS3 neste momento.
Para quem busca ações baratas com potencial de valorização a médio e longo prazo, considerar esses ativos pode ser uma forma de capturar anomalias de mercado e aumentar a rentabilidade da carteira.
Apesar do prestígio de BBAS3 entre os investidores de dividendos, o atual cenário de mercado favorece ações de empresas que sofreram quedas acentuadas, mas que mantêm bons fundamentos. Banrisul e Banco ABC são os destaques atuais entre os bancos, enquanto Brava Energia e PetroRecôncavo lideram entre as petroleiras. A diversificação e o uso de critérios objetivos seguem sendo fundamentais para quem deseja se beneficiar da valorização de ações subavaliadas
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