Após analisar dezenas de empresas, especialistas destacaram três nomes com forte potencial para o próximo ano. Cada uma delas possui fundamentos próprios, riscos específicos e características diferentes, mas todas convergem para projeções de dividend yields acima de 11%.
1. Alos (ALOS3): dividendos mensais e projeção de até 12,5%
A Alos, gigante do setor de shoppings, acendeu o radar do mercado após anunciar ao mercado que pretende aumentar de forma significativa os dividendos em 2026, com pagamentos mensais.
Projeção divulgada pela empresa:
- R$ 0,28 a R$ 0,30 por ação por mês
- Em 2025, o valor médio foi de apenas R$ 0,10 por mês
ou seja: quase triplicando os proventos
Com a ação cotada a R$ 28,81, isso representa:
- 11,7% ao ano (cenário de R$ 0,28)
- 12,5% ao ano (cenário de R$ 0,30)
O alerta
Parte desses dividendos virá de eventos extraordinários, como venda de ativos.
Isso significa que o pagamento não deve se repetir em 2027.
É um dividendo atrativo, mas com asterisco.
2. BB Seguridade (BBSE3): a “máquina de dividendos” com histórico impecável
Se existe uma empresa associada à palavra consistência, é a BB Seguridade. Desde 2014, seu lucro recorrente deslanchou de R$ 2,2 bilhões para quase R$ 9 bilhões nos últimos 12 meses.
Retorno histórico:
- 410% de retorno total desde o IPO
- Ibovespa no mesmo período: 166%
Desde seu lançamento na bolsa, a companhia já distribuiu R$ 26,6 bilhões em dividendos 1,7 vez o valor de mercado original da empresa.
Geração de caixa atual:
- R$ 6,6 bilhões entre janeiro e setembro
- Anualizando: mais de 13% do valor de mercado
Projeção para 2026:
- R$ 4 por ação em dividendos
- Yield estimado: 11,8%
Risco no radar
O segmento de seguro rural, que representa até 40% do lucro, caiu 50% nas emissões no 3º trimestre.
Mesmo assim, as projeções seguem robustas: lucro estimado acima de R$ 8 bilhões em 2026
A empresa ainda opera com preço-teto e margem de segurança de 22%, protegendo o investidor em cenários adversos.
3. Banco BMG (BMGB4): Potencial de 11% com melhora operacional consistente
O BMG atua num nicho altamente previsível: 70% da carteira é composta por crédito consignado, com pagamentos descontados da folha, reduzindo risco de inadimplência.
Indicadores recentes:
- Inadimplência caiu de 4,7% para 3,9%
- Índice de cobertura subiu para quase 200%
- Margem financeira líquida crescendo acima das despesas
- Lucro de R$ 208 milhões no 3º trimestre
- ROI de 16,6%, nível alto para o setor financeiro
Com a ação a R$ 4,16, o P/L projetado é de 4,5 vezes, indicando forte desconto.
Projeção de dividendos para 2026:
- Yield estimado de 11%
- Pagamentos trimestrais (abril, julho, novembro e dezembro)
O próximo anúncio é esperado agora em dezembro.
Os estudos reforçam a importância de olhar além da cotação e focar em empresas que geram caixa consistentemente e conseguem remunerar seus acionistas.
Para 2026, três destaques se formam:
- Alos: dividendos possivelmente explosivos, mas não recorrentes
- BB Seguridade: regularidade e caixa forte, mesmo com desafios no seguro rural
- Banco BMG: operação mais eficiente e yield atrativo
Mas os analistas fazem um alerta: a taxa de juros em 2026 será determinante. Mudanças na remuneração da renda fixa podem impactar a atratividade dessas ações e o comportamento do investidor.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






