Fechar Menu
A Revista | Inteligência em Investimentos
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
  • Quem Somos
  • Equipe
  • Política Editorial
  • Expediente
  • Política de privacidade
  • Contato
  • Termos de Uso
Login
Facebook X (Twitter) Instagram YouTube WhatsApp
A Revista | Inteligência em Investimentos
terça-feira, 29 setembro / 2026
  • Ações
  • Dividendos
  • Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • Quanto Rende
  • Bolsa Hoje
  • Petróleo
  • Criptomoedas
A Revista | Inteligência em Investimentos
Início » Últimas Notícias » O Fim do Banco Master: como a liquidação afeta seu bolso e o que fazer com os CDBs
Renda Fixa

O Fim do Banco Master: como a liquidação afeta seu bolso e o que fazer com os CDBs

A liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após a prisão de Daniel Vorcaro coloca milhares de investidores em alerta; entenda quando e como o FGC fará os pagamentos.
Luciana RibeiroPor Luciana Ribeiro20 de novembro de 20255 minutos lidos
WhatsApp Facebook Twitter Pinterest E-mail Telegrama
O Fim do Banco Master: como a liquidação afeta seu bolso e o que fazer com os CDBs

A noite de 17 de novembro de 2025 entrou para a história do sistema financeiro brasileiro. Às 22h30, no Aeroporto de Guarulhos, 15 agentes da Polícia Federal aguardavam a chegada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele caminhava em direção ao seu jato Falcon 7X, prestes a decolar para Malta, quando foi preso sob suspeita de tentativa de fuga em meio às negociações para a venda do banco.

Menos de 12 horas depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e bloqueou os bens dos controladores. O banco, que possuía cerca de R$ 62 bilhões em depósitos, simplesmente deixou de existir. A decisão transfere imediatamente o controle das operações para um interventor indicado pela autoridade monetária, dando início ao processo de desmontagem dos ativos e pagamento de credores.

Explosão de crescimento e o modelo arriscado que levou ao colapso

Até 2019, o então Banco Máxima era uma instituição pequena e conservadora, voltada para crédito consignado. Seu patrimônio líquido girava em torno de R$ 200 milhões e o risco de inadimplência era baixo, graças ao modelo de desconto direto em folha de pagamentos.

Entre 2019 e 2023, tudo mudou. O banco passou a crescer de forma agressiva, saltando para um patrimônio de R$ 2,3 bilhões. O motor dessa expansão foi a oferta de CDBs com rentabilidades acima do mercado, chegando a 140% do CDI em um cenário de juros elevados. Enquanto bancos tradicionais pagavam entre 100% e 110% do CDI, o Master captava recursos a um custo próximo de 20% ao ano, exigindo investimentos igualmente rentáveis para sustentar o fluxo de pagamentos.

O dinheiro captado era direcionado a investimentos de longo prazo e baixa liquidez, como precatórios e participações acionárias em empresas que ainda não geravam caixa. Isso criou um descasamento crítico: dívidas com vencimento curto e retorno incerto no longo prazo.

Tentativas de resgate, veto do Banco Central e colapso final

A partir de março de 2024, analistas passaram a questionar o modelo adotado pelo Master. Mesmo assim, o banco continuou comprando instituições, como o Banco Voiter e o Will Bank, somando milhões de clientes. Em janeiro de 2025, um aumento de capital de R$ 2 bilhões tentou amenizar a crise.

Em março, o Banco de Brasília (BRB) anunciou a compra de 58% do Master por R$ 2 bilhões, mas a operação foi vetada pelo Banco Central sob suspeita de risco ao dinheiro público. Sem liquidez, o banco iniciou a venda de ativos e renegociou dívidas com empresas credoras, evidenciando dificuldades de caixa.

No dia 17 de novembro, investidores árabes anunciaram uma oferta de R$ 3 bilhões para comprar o banco. Horas depois, veio a prisão de Vorcaro e, no dia seguinte, a ordem de liquidação extrajudicial. O anúncio de venda foi descartado.

CDBs do Banco Master: como ficam os investidores

A liquidação aciona o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores que possuem aplicações elegíveis, como CDBs, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Nesse caso saiba o que acontece com quem tem CDB e como recuperar o dinheiro:

Quem tem até R$ 250 mil recebe pelo FGC

  • O valor é congelado no dia da liquidação e para de render imediatamente.

  • O pagamento não é automático: o FGC poderá levar semanas ou meses para liberar os recursos.

  • O processo depende da entrega de dados pelo interventor e da validação dos cadastros.

  • O investidor precisará baixar o aplicativo do FGC, cadastrar-se e indicar a conta para recebimento.

Quem tem acima de R$ 250 mil entra em fila de credores

  • O excedente só poderá ser recuperado após a venda de ativos do banco.

  • O pagamento segue uma ordem de prioridade: trabalhadores, credores com garantia real e, por último, aplicadores sem garantia acima do limite.

  • Pode ocorrer pagamento parcial, total ou nenhum, dependendo da liquidação dos ativos.

O impacto para o FGC e o sistema financeiro

O Master carregava cerca de R$ 62 bilhões em depósitos. Estimativas de mercado indicam que entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões podem estar cobertos pelo FGC. O fundo possui R$ 148 bilhões em patrimônio, mas se a maior parte desses valores for acionada, esta será a maior intervenção com garantia paga da história do país.

O episódio reacende debates sobre educação financeira e a avaliação de risco de emissores. A oferta de rentabilidade acima do mercado atraiu investidores desatentos ao fundamento básico de renda fixa: não existe retorno elevado sem risco proporcional.

A liquidação do Banco Master expõe as consequências de combinações perigosas: expansão agressiva, investimentos de baixa liquidez e dependência de altos custos de captação. Para milhares de brasileiros, o impacto será imediato, com atrasos no ressarcimento via FGC e incerteza para quem ultrapassou o limite de proteção.

Mais do que um acontecimento econômico, o caso se tornou um alerta nacional: rendimento elevado sem análise de risco pode custar caro.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO

Banco Central Banco Master CDB Destaque FGC liquidação extrajudicial
Siga-nos: Google Notícias Siga-nos: Instagram Siga-nos: WhatsApp
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Artigo anteriorEmpresas correm para antecipar dividendos e driblar novo imposto de 10% que começa em 2026
Próximo artigo As 3 ações que podem surpreender com dividendos acima de 11% em 2026
Luciana Ribeiro
  • Site

Luciana Ribeiro é contadora e consultora tributária, com mais de 12 anos de experiência no setor fiscal. Na A Revista, explica Imposto de Renda, tributação de investimentos, regras aplicáveis a pessoas e empresas e mudanças na legislação. Identifica o período de vigência das normas e ressalta quando casos individuais exigem orientação específica.

Leia Também

Banco BV tem CDBs de até 130% do CDI; veja as condições

Banco BV tem CDBs de até 130% do CDI; veja as condições

28 de setembro de 2026 Renda Fixa
Bitcoin recua para US$ 83 mil e juros dos EUA pressionam criptomoedas

Bitcoin recua para US$ 83 mil e juros dos EUA pressionam criptomoedas

28 de setembro de 2026 Criptomoedas
Duas LCIs do BRB aparecem com taxas de até 14,49% ao ano; veja quanto R$ 10 mil podem render

Duas LCIs do BRB aparecem com taxas de até 14,49% ao ano; veja quanto R$ 10 mil podem render

28 de setembro de 2026 Renda Fixa
Tesouro Direto: queda dos juros abre chance de ganhos em 2032

Tesouro Direto: queda dos juros abre chance de ganhos em 2032

28 de setembro de 2026 Renda Fixa
MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

MXRF11 tem resultado abaixo dos dividendos após emissão bilionária

28 de setembro de 2026 Dividendos
Vale (VALE3) compra 30% de mineradora por US$ 190 milhões em Carajás

Vale (VALE3) compra 30% de mineradora por US$ 190 milhões em Carajás

28 de setembro de 2026 Ações
Últimas Notícias
Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Nissan Rogue 2027 ganha nova geração híbrida e telas de 14,3 polegadas

Por Thailane Oliveira28 de setembro de 20264 minutos lidos
NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

NDIV11 e QQQI11 pagam renda mensal, mas têm riscos diferentes

28 de setembro de 2026
Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

Leapmotor B10 híbrido chega por R$ 179.990, roda até 900 km e coloca BYD e Jaecoo sob pressão

28 de setembro de 2026
Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

Quanto rendem R$ 50 mil no Tesouro Selic com os juros atuais?

28 de setembro de 2026
INSTITUCIONAL
  • Expediente
  • Política de Cookies
  • Política Editorial
  • Quem Somos
  • Termos de Uso | A Revista
TRANSPARÊNCIA
  • Depoimentos sobre A Revista
  • Fontes Oficiais
  • Histórico
  • Aviso Legal
  • Política de Correções
EQUIPE E CREDIBILIDADE
  • Especialistas
  • Nossa linha editorial
  • Todas as editorias
  • Metodologia de Conteúdo
  • Equipe
© 2026 A Revista | Inteligência em Investimentos. Notícias e análises sobre ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo e mercados. Todos os direitos reservados. A Revista pertence à SEO Prime Soluções Web Ltda., CNPJ nº 39.501.110/0001-72. Conteúdo jornalístico e informativo. Publicidade não representa recomendação editorial.

Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.

Entrar ou Registrar

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo.

Esqueceu a senha?