A disputa entre GWM Tank 300 2027 e Jetour T2 XWD 4×4 2027 ficou mais acirrada no Brasil. Os dois SUVs chineses combinam visual robusto, sistema híbrido plug-in, tração integral e amplo pacote tecnológico, mas seguem estratégias bastante diferentes.
O Tank 300 PHEV Flex custa atualmente R$ 342 mil, enquanto o preço oficial do Jetour T2 XWD 4×4 é de R$ 349.900. No lançamento, entretanto, a Jetour ofereceu as primeiras 599 unidades por R$ 339.900.
Jetour T2 4×4 tem números de potência maiores
O Jetour T2 XWD utiliza motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv associado a três motores elétricos. Há dois propulsores elétricos dianteiros, de 102 cv e 122 cv, além de outro traseiro de 238 cv.
A fabricante anuncia 597 cv e 91,7 kgfm de potência e torque totais instalados. É importante, porém, fazer uma ressalva: esses valores representam a soma das capacidades individuais dos motores. Segundo a própria Jetour, toda essa potência não está disponível simultaneamente durante a condução.
Mesmo assim, o desempenho é expressivo. O T2 acelera de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos. A tração integral inteligente XWD trabalha com oito modos de condução, bloqueio do diferencial traseiro, modo de rastejamento e recurso Tank Turn.

Tank 300 entrega 394 cv e tem 4×4 com reduzida
O GWM Tank 300 segue uma fórmula diferente. Seu conjunto reúne motor 2.0 turbo flex e propulsor elétrico ligados a uma transmissão híbrida automática de nove marchas.
São 394 cv e 750 Nm, equivalentes a aproximadamente 76,5 kgfm, de torque combinado. O SUV acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos.
Sua principal vantagem para quem realmente pretende sair do asfalto está na arquitetura. O Tank 300 utiliza carroceria sobre chassi, tração 4×4 com 2H, 4H e 4L e bloqueios eletrônicos dos diferenciais dianteiro, traseiro e central. São nove modos de condução.
Por isso, apesar de o Jetour apresentar desempenho superior na aceleração, o Tank tem características mais próximas de um utilitário voltado ao fora de estrada severo.
Jetour leva vantagem na autonomia elétrica
Outra diferença importante aparece na bateria. O Jetour T2 4×4 possui conjunto de 43,2 kWh e autonomia homologada de até 106 km no modo elétrico, além de alcance combinado divulgado de até 1.300 km.
O Tank 300 utiliza bateria de 37,1 kWh e percorre até 74 km exclusivamente com eletricidade pelo padrão Inmetro. A GWM informa ainda 106 km pelo ciclo WLTP.
No modo híbrido e com gasolina, o Jetour registra 10,5 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada, segundo números homologados divulgados para o modelo.
No Tank 300, a comparação precisa considerar o funcionamento conjunto do sistema híbrido. A GWM informa até 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada com gasolina, ou 13,1 km/l e 14,1 km/l, respectivamente, utilizando etanol.
T2 é maior e oferece entre-eixos mais longo
Os dois SUVs possuem dimensões semelhantes. O Jetour mede 4,785 metros de comprimento, 2,006 metros de largura, 1,875 metro de altura e 2,80 metros de entre-eixos. Seu porta-malas tem capacidade declarada de 580 litros.
Já o GWM possui 4,760 metros de comprimento, 1,930 metro de largura, 1,903 metro de altura e 2,750 metros de entre-eixos. Portanto, o Jetour é ligeiramente mais comprido e largo e possui 5 centímetros adicionais entre os eixos.

Qual vale mais a pena?
A escolha depende principalmente do perfil do motorista.
O Jetour T2 XWD 4×4 tende a ser mais atraente para quem prioriza aceleração, autonomia elétrica, espaço e tecnologia. Além disso, oferece garantia de sete anos ou 150 mil km para o veículo e oito anos ou 160 mil km para bateria e motores elétricos.
O Tank 300, por outro lado, se destaca pela arquitetura mais preparada para situações fora de estrada, câmbio de nove marchas, reduzida, três bloqueios de diferencial e pela possibilidade de utilizar gasolina ou etanol no motor a combustão. A GWM anuncia cinco anos de garantia sem limite de quilometragem e oito anos, limitados a 200 mil km, para o sistema híbrido.
Com preços próximos, o Jetour T2 4×4 oferece argumentos mais fortes para utilização predominantemente urbana e rodoviária, enquanto o Tank 300 mantém vantagem conceitual para quem pretende explorar com maior frequência trilhas e terrenos difíceis.
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