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Início » Últimas Notícias » Computação quântica pode gerar US$ 2,7 trilhões: veja as ações expostas ao setor
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Computação quântica pode gerar US$ 2,7 trilhões: veja as ações expostas ao setor

Nvidia, Microsoft, IBM, IonQ, Rigetti e D-Wave disputam espaço em um mercado promissor, mas investidores precisam considerar riscos tecnológicos, prejuízos e forte volatilidade.
Mariana DuartePor Mariana Duarte27 de junho de 20264 minutos lidos
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A computação quântica está deixando de ser apenas um projeto experimental para ocupar espaço nas estratégias de empresas, governos e investidores. A expectativa é que a tecnologia ajude a resolver cálculos complexos relacionados à descoberta de medicamentos, desenvolvimento de materiais, logística, segurança digital e modelagem financeira.

Estimativas divulgadas pela McKinsey indicam que a computação quântica poderá gerar até US$ 2,7 trilhões em valor econômico mundial até 2035. Isso não significa, porém, que as empresas do setor receberão todo esse dinheiro como receita.

A consultoria estima que as tecnologias quânticas poderão movimentar cerca de US$ 97 bilhões em receitas globais até 2035. Existe, portanto, um potencial expressivo, mas distante das projeções que tratam o setor como um mercado garantido de trilhões de dólares.

Nvidia, Microsoft e IBM oferecem exposição mais diversificada

As empresas de infraestrutura aparecem como uma alternativa menos concentrada para quem deseja acompanhar o avanço da computação quântica.

A Nvidia desenvolve o CUDA-Q, plataforma que permite combinar processadores tradicionais, GPUs e unidades de processamento quântico. Essa integração é importante porque os computadores quânticos não devem substituir imediatamente os sistemas clássicos. A tendência é que as duas tecnologias trabalhem juntas.

A Microsoft oferece o Azure Quantum, serviço de nuvem que permite executar programas em diferentes hardwares quânticos, realizar simulações e estimar os recursos necessários para aplicações futuras.

A IBM também mantém uma posição relevante. A companhia planeja demonstrar exemplos de vantagem quântica ainda em 2026 e trabalha para desenvolver um computador tolerante a falhas em larga escala até 2029. Em junho de 2026, anunciou um investimento superior a US$ 10 bilhões na área durante os próximos cinco anos.

Essas empresas possuem negócios consolidados em inteligência artificial, computação em nuvem e serviços corporativos. Por isso, não dependem exclusivamente do sucesso comercial da computação quântica.

IonQ, Rigetti e D-Wave carregam maior potencial e risco

Entre as companhias especializadas, IonQ, Rigetti Computing e D-Wave Quantum estão entre os nomes mais acompanhados pelo mercado.

A IonQ utiliza a tecnologia de íons aprisionados e registrou receita de US$ 64,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 755% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa também elevou sua projeção de receita anual para uma faixa entre US$ 260 milhões e US$ 270 milhões.

A Rigetti aposta em processadores quânticos supercondutores e em uma arquitetura modular. A companhia recebeu encomendas de aproximadamente US$ 5,7 milhões para dois sistemas Novera e participa de projetos financiados pelo governo dos Estados Unidos.

Já a D-Wave segue uma estratégia diferente. Sua tecnologia de recozimento quântico é voltada principalmente para problemas de otimização, como planejamento de rotas, produção industrial, alocação de recursos e gestão de portfólios.

Apesar dos avanços, essas companhias ainda enfrentam custos elevados, necessidade frequente de capital e incertezas sobre quando alcançarão lucros consistentes.

ETF permite diversificação, mas não elimina perdas

O Defiance Quantum ETF, negociado pelo código QTUM nos Estados Unidos, oferece exposição a dezenas de empresas ligadas à computação quântica, inteligência artificial, semicondutores e aprendizado de máquina.

A diversificação reduz a dependência do desempenho de uma única companhia. Entretanto, o fundo também dilui possíveis ganhos das ações que mais valorizarem e continua sujeito a quedas do setor de tecnologia.

Computação quântica pode transformar US$ 100 em milhares?

Não existe uma projeção confiável capaz de garantir que US$ 100 se transformarão em US$ 1 mil, US$ 2,6 mil ou qualquer outro valor. Resultados dessa magnitude dependeriam da valorização das ações, do prazo, da evolução tecnológica e da capacidade de cada empresa transformar pesquisas em receitas e lucros.

A computação quântica apresenta potencial relevante, mas continua sendo uma tese de longo prazo e alto risco. Empresas diversificadas oferecem maior proteção, enquanto companhias especializadas podem apresentar valorização superior, acompanhada de uma possibilidade igualmente maior de perdas.

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Mariana Duarte
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Mariana Duarte é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com mais de 10 anos de experiência em redações de portais nacionais e especialização em jornalismo digital. Na A Revista, acompanha economia, empresas, mercados e tecnologia ligada a negócios. Trabalha com linguagem acessível, atribuição de fontes e verificação de dados e documentos.

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