A CSN Mineração (CMIN3) confirmou que divulgará seus resultados do terceiro trimestre de 2025 no dia 4 de novembro, após o fechamento do mercado. A teleconferência de resultados está marcada para o dia seguinte, 5 de novembro, às 10h, quando a companhia deve detalhar números que o mercado espera serem expressivos — impulsionados pela alta do minério de ferro e pela posição financeira sólida.
Projeções indicam salto de até 37% no Ebitda
Segundo projeções da XP Investimentos, o Ebitda da mineradora deve atingir R$ 1,7 bilhão, um crescimento de 37% em relação ao 2T25, com margem de 44,3%. Já o BTG Pactual projeta um Ebitda de R$ 1,6 bilhão, alta de 31% sobre o trimestre anterior e 46% acima do mesmo período de 2024.
Essas estimativas refletem o movimento recente do minério de ferro, que saiu da faixa de US$ 93 por tonelada em junho para níveis entre US$ 105 e US$ 122 no fim de outubro, o que tende a elevar a receita e os lucros da companhia.
Empresa superdesalavancada e com caixa líquido
Outro ponto de destaque é a situação financeira da empresa. O BTG estima que a alavancagem líquida da CSN Mineração esteja em -0,8 vez Ebitda, o que significa que a companhia tem mais caixa do que dívida — cenário raro no setor. Essa estrutura permite à empresa manter política de dividendos agressiva, beneficiando tanto o controlador quanto os acionistas minoritários.
Potencial de dividendos de até 10,7%
Com base nas projeções de lucro de R$ 0,64 por ação e payout estimado de 90%, o dividend yield projetado é de 9,65%. Caso o payout atinja 100%, o rendimento sobre o preço atual pode alcançar 10,7%, consolidando a CSN Mineração entre as ações de maior retorno em proventos do setor.
Historicamente, a empresa costuma anunciar proventos entre outubro e dezembro, o que reforça a expectativa de um novo dividendo vinculado ao resultado do 3T25. Em 2024, por exemplo, a companhia distribuiu dividendos e juros sobre capital próprio no quarto trimestre, seguindo padrão semelhante aos anos anteriores.
Valuation aponta potencial de valorização de até 65%
Utilizando o método de Fluxo de Caixa Descontado (FCD), a avaliação fundamentalista indica preço-alvo médio de R$ 7,86, frente à cotação atual de R$ 5,93, representando potencial de valorização de 35%.
No cenário otimista, o valor justo pode chegar a R$ 9,59 (upside de 65%), enquanto no pessimista recuaria para R$ 5,72. O preço teto calculado para um retorno-alvo de 8% ficou em R$ 7,18, confirmando que o ativo ainda negocia abaixo de seu valor intrínseco.
Comparativo com a Vale e perspectiva setorial
A trajetória recente das ações da CSN Mineração tem acompanhado a da Vale (VALE3), ambas favorecidas pela recuperação das commodities metálicas. Desde agosto, os papéis da CMIN3 acumulam alta próxima de 25%, movimento similar ao observado na Vale, que também avançou cerca de 24% no período.
O desempenho reforça a natureza cíclica do setor, altamente sensível à variação dos preços internacionais do minério e à demanda global, especialmente da China.
Expectativas para o 3T25
O mercado aguarda um balanço positivo, sustentado por preços mais altos do minério, controle de custos e geração de caixa consistente. Com dívida líquida negativa e lucro crescente, a CSN Mineração deve seguir como uma das empresas mais rentáveis da bolsa no segmento de commodities metálicas.
Contudo, analistas alertam que o papel continua dependente do ciclo das commodities e da política de distribuição do controlador, o que pode gerar volatilidade de curto prazo.
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