O Itaú Unibanco segue como um dos bancos mais consistentes da Bolsa. No segundo trimestre de 2025, o banco registrou lucro líquido superior a R$ 11 bilhões, crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior. O resultado reflete o aumento da carteira de crédito, expansão da margem financeira com clientes e controle eficiente de despesas.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) ultrapassa 23%, mostrando que o banco continua entre os mais lucrativos do país. A eficiência operacional também melhorou, com redução de custos e inadimplência controlada, o que reforça a robustez dos resultados.
Avaliação: Itaú continua barato para o padrão do setor
Mesmo após forte alta nas ações ao longo do ano, o Itaú ainda negocia com múltiplos atrativos. O P/L atual gira em torno de 8 vezes, número inferior à média histórica do banco. Esse nível indica que, mesmo valorizado, o papel não está caro quando comparado ao seu potencial de lucro.
O dividend yield projetado para 2025 gira entre 6% e 8%, o que mantém o Itaú entre as opções mais interessantes de renda passiva na Bolsa. A política de distribuição segue estável, com pagamentos frequentes de dividendos e juros sobre capital próprio.
ITUB3 ou ITUB4: qual ação vale mais a pena?
As ações preferenciais (ITUB4) continuam com maior liquidez no mercado, mas as ordinárias (ITUB3) podem ser uma alternativa vantajosa para quem busca desconto e potencial de valorização maior.
Ambas oferecem o mesmo nível de governança e tag along, mas a ITUB3 tende a apresentar leve desconto em relação à ITUB4 — o que pode representar uma oportunidade adicional para investidores de longo prazo.
Por que o Itaú segue sendo destaque entre os bancos
O Itaú atravessou diferentes ciclos econômicos sem comprometer seus lucros e dividendos. O banco possui:
Carteira de crédito diversificada, com crescimento em linhas voltadas para pessoas físicas e pequenas empresas;
Rentabilidade consistente, superior a 20% de ROE;
Eficiência operacional elevada, resultado de digitalização e controle de custos;
Índice de inadimplência estável, mesmo em ambiente de juros altos;
Força de marca e liderança de mercado, sendo o banco mais valioso da América do Sul.
Essa combinação de fatores torna o Itaú um ativo defensivo, capaz de proteger o investidor em períodos de instabilidade econômica e oferecer previsibilidade de resultados no longo prazo.
Perspectivas e riscos
Para os próximos trimestres, o Itaú deve manter crescimento moderado nos lucros e rentabilidade elevada. A solidez de capital e a boa gestão permitem que o banco continue distribuindo dividendos generosos.
Ainda assim, é importante acompanhar possíveis riscos:
Desaceleração da economia e aumento da inadimplência;
Concorrência mais acirrada com fintechs e bancos digitais;
Eventual pressão nas margens de crédito caso o ciclo de juros mude abruptamente.
Mesmo com esses desafios, o Itaú segue em posição confortável e com fundamentos que sustentam o preço atual das ações.
Itaú ainda é uma boa oportunidade
O Itaú (ITUB3) não está caro para o padrão de qualidade que entrega. Com lucros crescentes, alta rentabilidade e dividendos consistentes, o banco segue entre as melhores opções para quem busca previsibilidade, solidez e retorno no longo prazo.
Para investidores com perfil previdenciário — que priorizam segurança, estabilidade e dividendos regulares — o Itaú continua sendo uma das ações mais confiáveis da Bolsa brasileira.
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