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Início » Últimas Notícias » ETFs de renda fixa ganham espaço com Selic a 14,25% e imposto menor
Renda Fixa

ETFs de renda fixa ganham espaço com Selic a 14,25% e imposto menor

Fundos negociados na Bolsa permitem investir em títulos públicos, ações brasileiras e mercados internacionais com diversificação, reinvestimento automático e custos reduzidos.
Rafael CostaPor Rafael Costa21 de julho de 20264 minutos lidos
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Os ETFs vêm ganhando espaço entre investidores que procuram diversificação, facilidade operacional e custos mais baixos. Negociados na Bolsa como se fossem ações, esses fundos acompanham índices compostos por títulos públicos, ações, moedas, criptoativos ou investimentos internacionais.

Na prática, o investidor compra uma única cota e passa a ter exposição a uma carteira completa. A Itaú Asset, por exemplo, oferece ETFs ligados à renda fixa, ao Ibovespa, a ações de dividendos, ao mercado norte-americano e a outros segmentos.

Durante entrevista sobre gestão indexada, o gestor Renato Wade explicou que os ETFs funcionam como fundos listados no ambiente de Bolsa. Entre as principais vantagens estão a diversificação, a transparência da metodologia do índice e a possibilidade de negociar as cotas por meio de uma corretora.

B5P211 investe em títulos atrelados à inflação

Um dos produtos mencionados foi o B5P211, ETF que replica o índice IMA-B5 P2. A carteira reúne títulos públicos ligados à inflação, conhecidos como Tesouro IPCA+ ou NTN-B, com vencimentos mais curtos.

Por ter menor duração, o fundo tende a apresentar menos oscilações do que ETFs formados por títulos de prazo mais longo. Isso pode torná-lo mais adequado para investidores conservadores que procuram proteção contra a inflação, mas não desejam enfrentar grandes variações no valor das cotas.

O B5P211 também reinveste automaticamente os cupons recebidos pelos títulos da carteira. Com isso, o dinheiro permanece aplicado e pode potencializar o efeito dos juros compostos no médio e no longo prazo.

Tributação pode favorecer os ETFs de renda fixa

Nos ETFs de renda fixa, a alíquota do Imposto de Renda depende do prazo médio dos títulos da carteira, e não do período em que o investidor permanece com as cotas.

Fundos cuja carteira tenha prazo médio superior a dois anos são tributados em 15% sobre o rendimento. Nas carteiras de prazo intermediário, a alíquota é de 20%, enquanto fundos de curto prazo podem pagar 25%. O imposto é retido na fonte no momento da venda com lucro.

Outra diferença importante é a ausência do chamado come-cotas, antecipação semestral de imposto que reduz a quantidade de cotas de determinados fundos tradicionais. Os ETFs de renda fixa também não têm cobrança de IOF, mesmo em operações com menos de 30 dias.

Títulos longos podem subir mais, mas oscilam bastante

Investidores dispostos a aceitar maior volatilidade podem recorrer a ETFs como o IB5M11, ligado a títulos IPCA+ com vencimentos superiores a cinco anos, ou ao IMAB11, que acompanha uma carteira mais ampla de títulos indexados à inflação.

Esses fundos podem se beneficiar quando as taxas de juros futuras caem, pois os títulos mais longos tendem a apresentar maior valorização pela marcação a mercado. O movimento contrário, entretanto, também ocorre: uma alta das taxas pode provocar perdas temporárias relevantes.

Por isso, renda fixa não significa preço fixo. Embora a remuneração contratada dos títulos seja conhecida, o valor de mercado pode variar diariamente.

Selic permanece elevada, mas já passou por cortes

A taxa Selic está em 14,25% ao ano desde a reunião do Comitê de Política Monetária realizada em 17 de junho de 2026. Antes disso, estava em 14,50% e chegou a atingir 15% ao ano entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Mesmo com o retorno elevado das aplicações pós-fixadas, investidores de médio e longo prazo precisam considerar que a Selic atual não será necessariamente mantida durante todo o período do investimento.

Ao comprar títulos prefixados ou indexados à inflação com vencimentos mais longos, o investidor pode garantir taxas reais elevadas. Em contrapartida, precisa suportar oscilações maiores e manter uma estratégia compatível com seu prazo e perfil de risco.

ETFs também oferecem exposição ao exterior

Além da renda fixa, a Itaú Asset mantém ETFs como SPXI11 e SPXR11, ligados ao mercado acionário dos Estados Unidos. A prateleira inclui ainda BOVV11, que acompanha o Ibovespa, DIVO11, voltado a ações pagadoras de dividendos, e outros fundos indexados.

A principal recomendação antes da aplicação é verificar qual índice o ETF acompanha. Fundos diferentes podem investir na mesma classe de ativos, mas apresentar prazos, volatilidade, tributação e estratégias completamente distintas.

Os ETFs, portanto, não devem ser escolhidos apenas pela rentabilidade passada. A decisão precisa considerar o objetivo financeiro, o horizonte de investimento, os custos e a capacidade do investidor de suportar oscilações.

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Rafael Costa
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Rafael Costa é editor de Tecnologia e Inovação, especialista em Blockchain e Web3, com pós-graduação em Finanças. Na A Revista, acompanha criptomoedas, tecnologia financeira, inovação e os efeitos dessas mudanças sobre empresas e mercados. Distingue uso efetivo, anúncios, projeções e riscos dos ativos digitais.

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