A Volkswagen Amarok Extreme segue como uma das versões mais caras da linha da picape média no Brasil. O preço de referência chega a R$ 399.890, colocando o modelo praticamente na faixa dos R$ 400 mil.
O principal argumento da Amarok continua debaixo do capô. O motor 3.0 V6 TDI turbodiesel entrega 258 cv e 59,1 kgfm de torque, trabalhando com câmbio automático de oito marchas e sistema de tração integral permanente 4Motion.
A proposta é diferente da de picapes que concentram seus argumentos principalmente em telas, assistentes eletrônicos ou acabamento sofisticado. A Amarok aposta principalmente em desempenho, torque e comportamento ao volante.
Overboost eleva potência para 272 cv
Um dos diferenciais mecânicos é a função Overboost. Em determinadas situações de aceleração máxima, a potência pode subir temporariamente dos 258 cv para 272 cv durante aproximadamente 10 segundos, recurso pensado principalmente para situações como ultrapassagens.
Segundo os dados técnicos da Volkswagen, a Amarok alcança 190 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos.
São números expressivos para uma picape média turbodiesel, sobretudo considerando o peso e a proposta de utilização do veículo.
A ficha de referência indica ainda consumo de aproximadamente 8,1 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada.
Tração 4Motion funciona permanentemente
A Amarok utiliza o sistema 4Motion de tração integral permanente. Diferentemente de algumas concorrentes em que o motorista seleciona manualmente diferentes configurações de tração, o sistema distribui automaticamente a força entre as rodas de acordo com as condições de aderência.
Para uso fora do asfalto, a picape também oferece bloqueio do diferencial traseiro e assistente de descida, ampliando a capacidade em pisos de baixa aderência.
Na linha atual, a Volkswagen informa capacidade útil de carga de até 1.104 kg, enquanto a caçamba oferece 1.280 litros.
Equipamentos mostram idade do projeto
A Extreme tenta compensar a idade estrutural do projeto com equipamentos como rodas de liga leve de 20 polegadas, estribos laterais, santo-antônio esportivo, ar-condicionado digital de duas zonas e central multimídia Composition Touch II de 9 polegadas com integração para smartphones.

Há também seis airbags e o chamado Safer Tag, sistema de assistência passiva que emite alertas para situações como risco de colisão e saída involuntária da faixa. A tecnologia, porém, funciona principalmente emitindo avisos ao motorista.
Na avaliação que serviu como base para esta análise, também são citadas ausências que chamam atenção pelo preço, como chave presencial, painel de instrumentos totalmente digital, carregador de celular por indução e piloto automático adaptativo.
Vale quase R$ 400 mil?
A resposta depende da prioridade do comprador.
Quem procura principalmente motor forte, torque elevado, aceleração rápida e comportamento dinâmico encontra na Amarok Extreme atributos difíceis de ignorar. O V6 continua sendo o maior diferencial do modelo.
Por outro lado, o preço de R$ 399.890 aumenta a cobrança por tecnologia, conectividade e assistentes avançados de condução. Nesse aspecto, algumas soluções da Amarok evidenciam um projeto que já não é dos mais recentes.
Há ainda uma questão importante dentro da própria linha: a Amarok Highline aparece por R$ 376.890, diferença de aproximadamente R$ 23 mil para a Extreme.
Por isso, quem estiver interessado na Amarok deve comparar cuidadosamente o conteúdo das duas versões. A Extreme continua sendo a opção de imagem mais esportiva e sofisticada da gama regular, mas o verdadeiro protagonista continua sendo o mesmo: o V6 turbodiesel de 258 cv.
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