Uma scooter elétrica DX5 chamou atenção pelo desempenho alcançado após receber uma preparação profunda em seu sistema de alimentação e gerenciamento eletrônico. O modelo, que utiliza um motor original de 1.500 W, foi submetido a uma configuração de maior tensão e apresentou aceleração suficiente para ultrapassar a marca dos 70 km/h durante uma medição preliminar.
O resultado chama ainda mais atenção porque o motor permaneceu original. A principal mudança ocorreu no conjunto elétrico, com a adoção de uma bateria de 72 V associada a um controlador FarDriver, substituindo a configuração original do veículo.

Antes das alterações, o controlador de fábrica da scooter era identificado como uma unidade de 48 V e 30 A, uma configuração consideravelmente mais conservadora do que aquela utilizada posteriormente.
O próprio responsável pela experiência, entretanto, deixa claro que a preparação não deve ser interpretada como recomendação de uso. Logo no início do material, há um alerta de que modificar uma scooter elétrica para obter maior velocidade ou potência pode ser ilegal, pode cancelar a garantia e pode resultar em danos materiais ou ferimentos.
Bateria de 72 V muda completamente o comportamento da DX5
A bateria utilizada na preparação trabalha com 72 V e células EVE 50PL. Segundo as especificações apresentadas no material, o conjunto possui capacidade para entregar até 200 A de descarga contínua, além de pico de 240 A.
Apesar disso, o controlador utilizado no projeto foi limitado a 100 A, número já bastante superior ao sistema original de 48 V e 30 A da scooter.
Na prática, isso significa que o motor de 1.500 W passou a receber uma alimentação elétrica muito mais agressiva do que aquela prevista na configuração original.
O resultado apareceu principalmente nas arrancadas.
Durante as primeiras acelerações, foi relatado que a dianteira da scooter demonstrava tendência a aliviar ou levantar devido à entrega imediata de torque. O comportamento evidencia o quanto uma alteração desse nível pode mudar a dinâmica de um veículo inicialmente projetado para trabalhar em condições muito mais moderadas.
Principais números apresentados
| Item | Informação apresentada |
| Motor | 1.500 W |
| Controlador original | 48 V / 30 A |
| Sistema preparado | 72 V |
| Controlador utilizado | FarDriver |
| Limite configurado no controlador | 100 A |
| Descarga contínua declarada da bateria | 200 A |
| Pico declarado da bateria | 240 A |
| Velocidade registrada | 43,8 mph |
| Equivalência aproximada | 70,5 km/h |
DX5 registra 43,8 mph antes do teste definitivo
Um dos números mais importantes apareceu durante uma aceleração ainda considerada preliminar.
A velocidade máxima registrada foi de 43,8 mph, equivalente a aproximadamente 70,5 km/h.
O detalhe relevante é que, de acordo com o relato, o controlador ainda não estava completamente ajustado para uma tentativa de velocidade máxima. O resultado foi obtido antes da configuração final dos parâmetros utilizados para explorar todo o potencial do conjunto.
Em uma aceleração anterior, o velocímetro já havia indicado aproximadamente 39 mph, algo perto de 63 km/h, com destaque principalmente para a rapidez com que a scooter atingiu essa velocidade.
A expectativa apresentada era de que o veículo pudesse alcançar aproximadamente 50 mph, ou pouco mais de 80 km/h, embora esse número ainda fosse apenas uma projeção e não tivesse sido confirmado por uma medição definitiva no conteúdo analisado.
Portanto, o dado comprovado apresentado até aquele momento continua sendo 43,8 mph.
Motor original de 1.500 W é um dos destaques
Talvez o ponto mais curioso da preparação esteja justamente no motor.
Em vez de substituir a unidade original por um propulsor elétrico de potência nominal muito superior, o projeto manteve o motor de fábrica de 1.500 W.
Mesmo assim, a percepção durante as acelerações foi de torque extremamente elevado em baixa velocidade. O responsável pela experiência chegou a comparar a resposta desse motor com outros conjuntos elétricos de 5.000 W utilizados anteriormente, afirmando que a DX5 apresentava uma sensação particularmente forte nas saídas.
Isso não significa, entretanto, que um motor nominalmente classificado para 1.500 W possa trabalhar indefinidamente em níveis muito superiores sem consequências.
Quanto maior a corrente elétrica enviada ao conjunto, maiores podem ser as exigências térmicas sobre motor, controlador, bateria e conexões.
A capacidade de suportar picos de potência durante uma aceleração também é diferente da capacidade de manter esse esforço por longos períodos.
Freios ganham importância com o aumento de velocidade
Outro ponto destacado foi o conjunto de freios da scooter.
Com o aumento expressivo de potência e velocidade, a capacidade de desaceleração passa a assumir importância ainda maior. No material analisado, há menção tanto aos freios originais quanto à utilização de frenagem regenerativa em uma das manetes.
O responsável pela preparação também destacou que considerava positivo o fato de a DX5 já possuir um conjunto de freios que julgava adequado para velocidades maiores.
Ainda assim, aumentar a velocidade máxima de uma scooter altera completamente as exigências sobre pneus, suspensão, quadro, rolamentos e freios.
A energia que precisa ser dissipada durante uma frenagem cresce rapidamente conforme a velocidade aumenta. Por isso, uma scooter capaz de superar 70 km/h exige cuidados significativamente maiores do que um veículo operando dentro das especificações originais.
Estrutura e suspensão ajudam a explicar interesse pela DX5
A DX5 também foi elogiada pela construção.
O material destaca a presença de suspensão, freios considerados robustos e uma área interna de armazenamento que também desempenhou papel importante na instalação da bateria utilizada na preparação.
Esse espaço disponível no quadro aparece como uma das características mais interessantes do modelo.
Mesmo após receber a bateria de maior capacidade, a intenção foi preservar parte da utilidade da scooter, principalmente o compartimento usado para transportar objetos. O responsável pela preparação afirma que seria possível instalar uma bateria ainda maior, mas isso eliminaria justamente uma das características práticas que considerava especiais no modelo.
Preparação muda a scooter, mas também aumenta os riscos
Embora os números de aceleração e velocidade chamem atenção, alterações de tensão e corrente em veículos elétricos não são equivalentes a uma simples atualização de software.
O sistema elétrico de uma scooter é dimensionado como um conjunto.
Bateria, controlador, motor, conectores, cabos, fusíveis, freios, pneus e estrutura precisam trabalhar dentro de limites compatíveis entre si.
Elevar significativamente a potência pode aumentar a geração de calor e o esforço sobre componentes que originalmente não foram projetados para essas condições.
Além disso, mudanças que elevem velocidade ou potência podem afetar a garantia e a conformidade do veículo com as regras aplicáveis à circulação em vias públicas.
O próprio conteúdo que serviu de base para a experiência faz esse alerta antes de apresentar qualquer modificação.
Resultado mostra o potencial do motor, não uma nova especificação oficial
É importante separar o desempenho obtido no projeto das especificações oficiais da DX5.
Os 70,5 km/h registrados não representam a velocidade original anunciada para uma unidade de fábrica.
O número apareceu depois de alterações substanciais no sistema elétrico.
Da mesma forma, a expectativa de atingir aproximadamente 50 mph cerca de 80 km/h permaneceu apenas como projeção naquele momento. Um teste definitivo de velocidade máxima ainda seria realizado posteriormente.
Mesmo assim, o resultado de 43,8 mph já demonstra que o motor original de 1.500 W possui uma margem de desempenho considerável quando submetido a condições muito diferentes da configuração de fábrica.
O que mais chama atenção na DX5?
O destaque não está somente na velocidade máxima.
A combinação entre motor original, forte resposta em baixa velocidade e estrutura com espaço interno suficiente para acomodar uma bateria maior transformou a DX5 em uma plataforma capaz de entregar desempenho bastante superior ao esperado para uma scooter originalmente apresentada como um produto relativamente acessível.
O próprio relato mostra surpresa com o desempenho do motor, especialmente considerando que se trata de uma unidade nominal de apenas 1.500 W.
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Para o mercado de mobilidade elétrica, o caso também serve como exemplo de quanto bateria e controlador influenciam o comportamento de um veículo elétrico.
Mas há uma diferença fundamental entre demonstrar capacidade técnica e recomendar uma alteração.
Nesse caso, os números mostram o potencial escondido no conjunto da DX5, enquanto os riscos técnicos, legais e de segurança ajudam a explicar por que modificações desse nível não devem ser tratadas como atualização convencional.
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