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Início » Últimas Notícias » RCB Tech D7 chega a 45 km/h, mas teste revela limitações
Ações

RCB Tech D7 chega a 45 km/h, mas teste revela limitações

Scooter elétrica aposta em motor com pico de 1.600 W, autonomia anunciada de até 90 km e estrutura robusta, porém peso elevado, freios mecânicos e instabilidade exigem atenção.
André CarvalhoPor André Carvalho16 de julho de 20268 minutos lidos
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RCB Tech D7 chega a 45 km/h, mas teste revela limitações
RCB Tech D7 chega a 45 km/h, mas teste revela limitações

A RCB Tech D7 é uma scooter elétrica de porte elevado desenvolvida para usuários que buscam mais potência, autonomia e capacidade para circular tanto no asfalto quanto em estradas de terra. O modelo chama atenção pela construção robusta, pelos pneus largos de 10 polegadas e pelo motor traseiro capaz de entregar até 1.600 watts de potência máxima.

No mercado europeu, o preço regular apresentado para o modelo é de aproximadamente 650 euros. Com descontos promocionais mencionados durante a avaliação, o valor pode cair para cerca de 585 euros, sem considerar possíveis variações de impostos, disponibilidade, frete ou condições específicas de cada país.

RCB D7 Pro Electric Scooter – Powerful and Practical Transportation

Apesar das especificações atraentes, o teste prático mostra que a D7 não é uma scooter indicada para todos os perfis. O peso de 28 kg, os freios mecânicos acionados por cabo e o comportamento da direção acima dos 25 km/h estão entre os principais pontos que precisam ser considerados antes da compra.

Ficha técnica da RCB Tech D7

CaracterísticaDados informados
Potência máxima1.600 W de pico
Potência nominal estimadaAproximadamente 500 W
Velocidade máximaAté 45 km/h
Limite padrão ao ligar25 km/h
Bateria48 V e cerca de 21 Ah
Autonomia anunciadaAté 90 km
Autonomia estimada em uso realAproximadamente 50 km
Tempo de recargaEntre 6 e 7 horas
Pneus10 x 2,4 polegadas
Peso28 kg
Capacidade máxima de carga150 kg
Proteção contra águaIPX4
FreiosMecânicos, acionados por cabo
SuspensãoDianteira e traseira
Preço promocional citadoCerca de 585 euros

Motor de 1.600 W ajuda em subidas

A potência de 1.600 W anunciada pela fabricante corresponde ao pico de entrega do motor. Na utilização contínua, a potência nominal fica mais próxima dos 500 W. Ainda assim, a reserva de força permite enfrentar aclives e arrancadas com maior facilidade do que scooters urbanas básicas.

A velocidade máxima pode chegar a aproximadamente 45 km/h após o desbloqueio eletrônico. Sempre que a scooter é ligada, porém, o sistema retorna ao limite de 25 km/h. Para liberar novamente a velocidade máxima, o condutor precisa realizar manualmente uma combinação entre o botão do painel e a manete do freio.

Essa configuração pode funcionar como uma camada adicional de segurança, mas também se torna pouco prática para quem pretende utilizar frequentemente o desempenho máximo.

Autonomia real deve ficar abaixo dos 90 km anunciados

A RCB Tech D7 utiliza uma bateria de 48 V com capacidade próxima de 21 Ah. De acordo com a fabricante, essa configuração permitiria percorrer até 90 km com uma única carga.

Na prática, entretanto, a estimativa apresentada durante o teste ficou mais próxima de 50 km. A autonomia depende diretamente do peso do condutor, da velocidade, do relevo, da temperatura, da pressão dos pneus e da quantidade de subidas no percurso.

O carregador possui potência de aproximadamente 164 W e consegue completar a carga em cerca de seis a sete horas. O tempo não é especialmente rápido para os padrões atuais, mas permanece aceitável diante da capacidade elevada da bateria.

Estrutura robusta aumenta segurança, mas também o peso

Um dos principais destaques da D7 está na construção. A parte dianteira utiliza uma grande peça metálica fundida, integrada à plataforma e ao conjunto da coluna de direção. O modelo também conta com braços de suspensão reforçados e molas helicoidais na dianteira e na traseira.

O deck é comprido, largo e revestido com material emborrachado, oferecendo bom espaço para os pés e maior aderência durante a condução.

Essa robustez, contudo, cobra seu preço. Com 28 kg, a scooter é pesada para carregar em escadas, colocar no porta-malas ou movimentar sem o auxílio do motor. Mesmo com o sistema dobrável, o transporte pode ser difícil para parte dos usuários.

O guidão possui três posições de altura e também permite dobrar as extremidades. Essa solução reduz a largura do conjunto e facilita o armazenamento em espaços mais apertados.

Pneus largos funcionam melhor em terra firme

Os pneus de 10 polegadas possuem 2,4 polegadas de largura e desenho mais agressivo, voltado para superfícies irregulares. Eles transmitem boa sensação de estabilidade em estradas de terra compactada, caminhos com pequenas pedras e trechos com irregularidades moderadas.

No asfalto, porém, os pneus produzem mais ruído de rodagem e tornam a scooter menos ágil. A D7 não entrega a mesma leveza de direção encontrada em modelos urbanos menores.

Também é importante evitar terrenos muito arenosos, cascalho solto ou lama. Apesar da aparência de scooter todo-terreno, as rodas de 10 polegadas ainda são pequenas para enfrentar superfícies profundas ou muito instáveis.

Direção perde estabilidade em velocidades mais altas

Até aproximadamente 25 km/h, o comportamento da RCB Tech D7 é descrito como estável, previsível e seguro. O problema aparece quando o limitador é desativado e a velocidade aumenta.

Em vias lisas, a scooter consegue manter bom desempenho. Entretanto, ao passar por buracos, lombadas ou ondulações, o guidão pode apresentar movimentos mais intensos do que o esperado. A direção leve e a largura limitada do guidão reduzem a sensação de controle acima dos 25 km/h.

A suspensão dianteira, embora pareça extremamente reforçada, não oferece toda a estabilidade sugerida pelo conjunto visual. O ajuste de fábrica também é rígido, o que pode diminuir o conforto em determinados pisos.

Por esse motivo, atingir os 45 km/h deve ser reservado para locais seguros, controlados e com superfície regular, sempre respeitando a legislação aplicável.

Freios mecânicos são o principal ponto negativo

A RCB Tech D7 utiliza freios acionados por cabo, e não um sistema hidráulico. Para uma scooter de 28 kg, capaz de transportar até 150 kg e alcançar 45 km/h, essa escolha limita a confiança durante frenagens mais intensas.

Os freios também podem exigir regulagens frequentes para manter o funcionamento adequado. Durante a avaliação, foi observado que o conjunto não chegou perfeitamente ajustado de fábrica.

Em um modelo pesado e relativamente rápido, freios hidráulicos ofereceriam melhor controle, menor esforço nas manetes e resposta mais consistente.

Iluminação, setas e NFC ampliam a lista de equipamentos

A scooter conta com iluminação dianteira, lanterna traseira vermelha, logotipos iluminados na coluna e nas laterais da plataforma, além de indicadores de direção posicionados nas extremidades do guidão.

As setas permanecem ativadas até que o condutor pressione novamente o comando. O sistema inclui sinal sonoro, que ajuda a lembrar que o indicador ainda está ligado, embora possa se tornar incômodo durante o uso.

O acionamento da scooter pode ser feito por senha ou por uma pequena chave NFC. O painel permite selecionar os níveis de velocidade, controlar as luzes e acompanhar informações básicas do percurso.

Aplicativo oferece bloqueio e diagnóstico, mas navegação falha

A RCB Tech D7 pode ser conectada ao celular por Bluetooth por meio do aplicativo da fabricante. A plataforma permite consultar estatísticas de utilização, ligar ou desligar as luzes e bloquear ou desbloquear eletronicamente a scooter.

O aplicativo também possui uma função de diagnóstico, capaz de verificar parâmetros como temperatura, bateria e possíveis falhas no sistema.

Uma ferramenta de navegação com instruções de direção aparece entre os recursos disponíveis, mas não funcionou durante a avaliação. O aplicativo solicitava uma assinatura, embora não apresentasse uma opção clara para realizar a contratação.

Portanto, apesar de oferecer recursos interessantes, o software ainda parece precisar de melhorias.

Proteção IPX4 exige cuidado com chuva

A classificação IPX4 oferece proteção contra respingos de água, mas não significa que a scooter seja totalmente resistente à chuva forte ou a alagamentos.

O usuário deve evitar poças profundas, lavagem com jatos de água e trajetos prolongados sob chuva. A limitação chama atenção porque o modelo apresenta visual e pneus associados ao uso fora do asfalto, ambiente no qual contato com água e lama pode ser mais frequente.

RCB Tech D7 vale a pena?

A RCB Tech D7 possui atributos importantes: construção sólida, bateria grande, motor com boa capacidade em subidas, guidão ajustável, setas bem posicionadas, iluminação completa e capacidade para transportar até 150kg

Intermitente RCB D7 PRO ABE Ultra Elektroroller (RCB D7 PRO Ultra NFC+ 

Por outro lado, o conjunto não é tão equilibrado quanto as especificações sugerem. O peso elevado dificulta o transporte, os freios mecânicos são simples para o desempenho oferecido, a resistência IPX4 limita o uso na chuva e a direção pode ficar instável em pisos irregulares quando a velocidade passa dos 25 km/h.

A scooter pode fazer sentido para quem circula em estradas de terra compactada, ciclovias largas ou vias asfaltadas de boa qualidade. Para deslocamentos urbanos com muitas escadas, calçadas estreitas e necessidade constante de carregar o equipamento, existem alternativas mais leves e práticas.

O modelo entrega força e robustez, mas exige que o comprador analise cuidadosamente o tipo de percurso e as condições de utilização antes de investir.

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André Carvalho
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André Luís Carvalho é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), fundador e editor-chefe da A Revista, com mais de dez anos de experiência em jornalismo digital. Coordena a cobertura de ações, dividendos, fundos imobiliários, renda fixa, petróleo, economia e mercados. Na direção editorial, orienta a apuração em documentos primários, a contextualização de riscos e a separação entre fatos, projeções e opiniões. Conteúdos informativos não constituem recomendação individual de investimento.

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