O cantor de forró João Gomes precisou cancelar um show que faria em Novo Cruzeiro (MG) após o nascimento de seu segundo filho. O artista optou por acompanhar a esposa na maternidade, decisão que dividiu opiniões e gerou críticas públicas da prefeita do município, que classificou a ausência como “irresponsabilidade”.
Prefeita se revolta com cancelamento
Em discurso, a prefeita destacou que a festa local vinha sendo organizada há meses e acusou o cantor de falta de responsabilidade por não avisar com antecedência sobre a possibilidade de não se apresentar.
“O show está pago, a festa está linda e não podemos interromper algo feito com tanto carinho por causa de um cantor que não teve a responsabilidade, mesmo sabendo da data provável do parto”, afirmou a gestora.
Ela ainda sugeriu que o valor pago pelo show fosse devolvido ao município para ser utilizado em benefício da população.
Reações e debate sobre prioridades
A crítica da prefeita gerou ampla repercussão. Parte do público e comentaristas defenderam a escolha do artista, ressaltando que acompanhar o parto é um momento único e insubstituível na vida de qualquer pai. Outros destacaram a frustração da população local, que aguardava o show como parte de uma tradição cultural da cidade.
Especialistas lembraram que imprevistos em gestações são comuns, mesmo quando há uma DPP (Data Provável do Parto), e apontaram que o nascimento ocorreu antes do previsto.
Comparações com outros casos
O episódio foi comparado a casos de atletas e artistas que também deixaram compromissos profissionais para estar presentes em momentos familiares. Um exemplo citado foi o jogador Augusto Lima, que em 2017 recebeu apoio de seu treinador para faltar a uma partida decisiva na Europa e acompanhar o nascimento da filha no Brasil.
Assessoria não se pronuncia
Até o momento, a assessoria de imprensa de João Gomes não se manifestou oficialmente sobre o cancelamento ou sobre o eventual ressarcimento dos valores pagos pela prefeitura de Novo Cruzeiro. O cantor segue com a agenda de shows prevista para os próximos meses, mas a polêmica deve continuar em debate, principalmente em torno da relação entre contratos de eventos públicos e prioridades pessoais.
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