A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann , saiu em defesa da prefeita de Crateús, Janaína Farias, neste domingo (7). Ele afirmou que a advocacia do Senado agiu corretamente ao pedir a prisão preventiva do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, acusado de reiterados ataques considerados de violência política de gênero.
Segundo Hoffman, as declarações de Ciro “representam ofensas gravíssimas e um machismo repugnante”. O ministro destacou ainda que, mesmo após decisões judiciais contrárias, o ex-governador manteve ataques públicos à prefeita.
Histórico do caso
O pedido de prisão preventiva foi protocolado em 4 de setembro, dentro de uma ação penal eleitoral movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A denúncia busca proteger Janaína, alvo de críticas e insultos de Ciro desde 2024, quando ela ocupava a vaga deixada por Camilo Santana no Senado.
Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Ciro Gomes a pagar R$ 52 mil em indenização por danos morais, após chamá-la de “assessora de assuntos de cama e cortes” em entrevistas. No entanto, a advocacia do Senado afirma que as ofensas continuaram nas redes sociais, desrespeitando a decisão judicial.
Medidas cautelares pedidas
O documento protocolado no Judiciário solicita:
proibição de contato com a prefeita,
restrição de aproximação a menos de 500 metros,
impedimento de novas manifestações públicas contra Janaína Farias,
comparecimento periódico à Justiça.
O juiz responsável pelo caso encaminhou o processo à Polícia Federal para apurar se houve crime de perseguição.
Reações políticas
No X (antigo Twitter), Hoffman escreveu:
“Agiu muito bem a advocacia do Senado ao pedir a prisão preventiva de Ciro Gomes por seus ataques à ex-senadora e atual prefeita de Crateús, Janaína Farias. As ofensas são gravíssimas e de machismo repugnante. Ele vem desafiando a Justiça com ataques reiterados desde 2024. Toda solidariedade à prefeita Janaína.”
Já a defesa de Ciro Gomes classificou o pedido de prisão como “infundado”, alegando que suas declarações se enquadram dentro da liberdade de expressão e configuram apenas críticas políticas.
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