Um patinete elétrico identificado pelo proprietário como G13 alcançou a marca de 700 quilômetros rodados após ser utilizado em deslocamentos urbanos, pequenas compras e passeios de lazer. Segundo o relato publicado pelo canal Patinetização, o equipamento mantém bom desempenho, aceleração forte e funcionamento regular mesmo depois da quilometragem acumulada.
O passeio que marcou a conquista teve aproximadamente 10 quilômetros e contou também com um patinete T5, modelo comparado pelo usuário ao iScooter iX7 Pro. Durante o percurso, os equipamentos enfrentaram trechos planos, vento, cruzamentos movimentados e subidas.
Apesar da avaliação positiva, o proprietário percebeu que o pneu estava perdendo entre 5 e 10 psi por semana. Por isso, foi necessário parar em um posto de combustíveis para realizar a calibragem, ajustada para 37 libras.
A perda frequente de pressão pode indicar vazamento lento, problema na válvula ou pequeno furo. A recomendação é não apenas recalibrar, mas verificar o pneu e a câmara antes de continuar utilizando o veículo em velocidades elevadas.
Velocidade chegou a 61 km/h durante descida
Com a bateria completamente carregada, o G13 demonstrou aceleração rápida até aproximadamente 40 ou 50 km/h. Depois desse ponto, o ganho de velocidade ocorreu de maneira mais gradual, exigindo espaço livre e condições favoráveis.
Em uma descida, o painel registrou 61 km/h. O condutor relatou que reduziu imediatamente a aceleração e acionou levemente o freio por considerar a velocidade elevada.
Segundo sua percepção, o equipamento apresentou uma espécie de corte eletrônico ao chegar perto dos 60 km/h. Esse comportamento pode estar relacionado à programação da controladora, ao sistema eletrônico de frenagem ou a uma limitação de segurança, mas seria necessária uma avaliação técnica para confirmar a causa.
O resultado também mostra que a velocidade real pode ultrapassar o número observado em trajetos planos, especialmente em descidas. Peso do usuário, pressão dos pneus, vento, inclinação, nível da bateria e estado do pavimento influenciam diretamente o desempenho.

T5 larga mais rápido, mas G13 recupera velocidade
Durante o teste, o T5 mostrou vantagem nas arrancadas. O motor duplo facilita a saída e entrega força principalmente em subidas. O G13, entretanto, conseguiu recuperar parte da diferença quando havia pista suficiente para desenvolver velocidade.
Anúncios do Honeywhale T5 encontrados no mercado brasileiro apresentam configurações com dois motores de 750 W, velocidade anunciada de até 60 km/h e autonomia estimada entre 45 e 50 quilômetros. Esses números podem variar conforme versão, carga transportada e forma de condução.
A autonomia divulgada pelos fabricantes normalmente é obtida em condições controladas. Na prática, acelerações fortes, uso permanente dos dois motores, subidas e velocidades elevadas aumentam o consumo da bateria.
Foston Z3 aparece como possível próximo modelo
O relato também menciona a possível aquisição de um Foston Z3 após problemas envolvendo a importação de outro patinete. Conforme o proprietário, o produto anterior teria sido retido e submetido a uma cobrança tributária elevada, deixando o reembolso ou a substituição ainda em negociação com a loja.
O Foston Z3 é encontrado em diferentes configurações comerciais. Algumas ofertas citam potência máxima de até 2.400 W, bateria de aproximadamente 48 V e 17 Ah, pneus de 10 polegadas e velocidade próxima de 50 ou 52 km/h. A autonomia anunciada varia de aproximadamente 35 a 65 quilômetros.
Por causa das diferenças entre anúncios, o comprador deve confirmar potência nominal, capacidade real da bateria, garantia, assistência técnica e procedência antes do pagamento.

Modelos acima de 32 km/h exigem atenção às regras
A Resolução Contran nº 996 considera equipamento de mobilidade individual autopropelido o veículo com potência nominal de até 1.000 W e velocidade máxima de fabricação de até 32 km/h, além de limites de largura e distância entre eixos. Os modelos que ultrapassam essas características podem receber outro enquadramento jurídico.
Também cabe ao órgão de trânsito responsável pela via estabelecer regras locais de circulação. Por isso, um patinete capaz de superar 50 ou 60 km/h não deve ser utilizado em qualquer ciclovia ou rua sem a verificação das normas municipais.
Capacete, luvas, iluminação, revisão dos freios e pneus em boas condições tornam-se ainda mais importantes nessa faixa de desempenho. O marco de 700 quilômetros confirma a capacidade do equipamento, mas também reforça que velocidade elevada precisa ser acompanhada por manutenção preventiva e condução responsável.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






