O Nissan Leaf entrou em sua terceira geração com uma transformação profunda. Um dos carros elétricos pioneiros do mercado de massa abandonou o desenho tradicional das duas primeiras gerações e agora assume a carroceria de crossover com perfil fastback.
Na configuração europeia, o novo Nissan Leaf mede 4,35 metros de comprimento, tem 2,69 metros de entre-eixos e cerca de 1,55 metro de altura. Apesar de ser aproximadamente 14 centímetros mais curto que o antecessor, a distância entre os eixos praticamente não mudou.
A Nissan também trabalhou a aerodinâmica. Maçanetas integradas, fundo otimizado, persianas dianteiras ativas e o formato da carroceria permitem coeficiente aerodinâmico de 0,25 nas versões europeias, segundo a fabricante.
Autonomia pode chegar a 622 km
Na Europa, o Leaf é oferecido com duas capacidades de bateria.
A configuração de entrada utiliza bateria de 52 kWh, motor elétrico de 130 kW — aproximadamente 177 cv — e torque de 345 Nm. Sua autonomia homologada pelo ciclo WLTP chega a aproximadamente 450 km, dependendo da versão.
Já a bateria maior tem 75 kWh, motor de 160 kW, equivalente a cerca de 218 cv, e torque de 355 Nm. Nessa configuração, a autonomia máxima oficial alcança 387 milhas no Reino Unido, aproximadamente 622 km pelo ciclo WLTP.
| Versão | Bateria | Potência | Torque | Autonomia máxima |
|---|---|---|---|---|
| Standard Range | 52 kWh | 130 kW | 345 Nm | cerca de 450 km |
| Extended Range | 75 kWh | 160 kW | 355 Nm | cerca de 622 km |
Recarga rápida chega a 150 kW
Outra evolução importante está no carregamento.

O Leaf de 52 kWh aceita até 105 kW em corrente contínua, enquanto o modelo de 75 kWh chega a 150 kW. Nas condições indicadas pela Nissan, a recarga de 10% a 80% leva aproximadamente 35 minutos.
Em corrente alternada, o carregador embarcado suporta até 11 kW. Para o mercado europeu, a nova geração também abandona o antigo padrão CHAdeMO e utiliza conexão CCS, mais comum na infraestrutura atual do continente.
Porta-malas tem 437 litros
A plataforma CMF-EV permitiu reorganizar o interior. O porta-malas da versão europeia oferece até 437 litros, mesmo com a carroceria mais curta.
O painel pode utilizar duas telas integradas, enquanto versões mais equipadas contam com sistema multimídia com serviços do Google incorporados, carregador sem fio para smartphones e teto panorâmico com controle eletrônico de transparência.
A suspensão dianteira é do tipo MacPherson e a traseira multilink. O modelo mantém tração dianteira.
Consumo real mostra diferença entre cidade e estrada

Em avaliação independente reproduzida na transcrição que serviu de base para esta matéria, a versão de 52 kWh registrou 14,0 kWh/100 km em percurso urbano, equivalente a uma autonomia calculada de aproximadamente 371 km nas condições específicas do ensaio.
A 120 km/h, o consumo medido aumentou para 18,6 kWh/100 km, com autonomia calculada em aproximadamente 280 km. Esses números não correspondem à homologação WLTP e podem variar conforme temperatura, velocidade, uso do ar-condicionado, relevo e estilo de condução.
Essa diferença ajuda a explicar por que a autonomia oficial de um elétrico não deve ser interpretada como distância garantida em qualquer situação.
Leaf passa a disputar uma nova geração de elétricos
Lançado originalmente em 2010, o Leaf acumulou perto de 700 mil unidades vendidas mundialmente ao longo de aproximadamente 15 anos. A terceira geração tenta atualizar essa fórmula para um mercado muito mais competitivo, especialmente diante da expansão das fabricantes chinesas.
A mudança combina carroceria crossover, maior autonomia, recarga mais rápida, melhor aerodinâmica e uma nova arquitetura eletrônica. O modelo é produzido, entre outros locais, na fábrica da Nissan em Sunderland, no Reino Unido, para atender o mercado europeu.
As especificações e autonomias mencionadas nesta matéria referem-se principalmente ao mercado europeu. A Nissan não deve ter seus dados de outros mercados automaticamente considerados válidos para uma eventual configuração brasileira.
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