A nova KTM 390 Duke surge como uma das motocicletas mais aguardadas para a possível ampliação do portfólio da fabricante austríaca no Brasil. Conhecida pelo visual agressivo e pelo conjunto eletrônico acima da média da categoria, a naked poderá disputar espaço com modelos como Yamaha MT-03, Triumph Speed 400 e Bajaj Dominar 400.
Apesar da expectativa, a motocicleta ainda não foi anunciada oficialmente para o mercado brasileiro. O modelo disponível no exterior pertence atualmente à linha 2026, enquanto referências a uma KTM 390 Duke 2027 estão relacionadas a projeções sobre uma eventual chegada ao país no próximo ano.
A possibilidade ganhou força após a Bajaj assumir, em junho de 2026, a gestão das atividades da KTM no Brasil. O acordo prevê expansão do portfólio, fortalecimento da rede de concessionárias e uma nova etapa para a operação nacional, mas a empresa ainda não divulgou um cronograma específico para a naked.
Motor de 399 cc entrega cerca de 45 cv
Um dos principais destaques da nova KTM 390 Duke é o motor LC4c monocilíndrico de quatro tempos, refrigeração líquida e 398,7 cm³. O propulsor entrega aproximadamente 45 cv e 39 Nm, equivalentes a cerca de 3,98 kgfm de torque.
A transmissão possui seis marchas e trabalha com embreagem assistida e deslizante, recurso que reduz o esforço no acionamento e ajuda a evitar o travamento da roda traseira durante reduções mais agressivas.
A nova geração passou por uma reformulação em relação ao antigo motor de 373 cm³. O aumento do curso do pistão e as alterações no cabeçote buscaram melhorar a entrega de torque em baixas e médias rotações, além de adequar o conjunto às normas de emissões Euro 5+.
Não há uma velocidade máxima oficial divulgada pela KTM em sua ficha técnica. Estimativas encontradas no mercado apontam números próximos de 165 km/h a 170 km/h, mas o resultado pode variar de acordo com peso do piloto, condições da pista e configuração da motocicleta.
Eletrônica coloca a Duke acima da média
A KTM 390 Duke se diferencia principalmente pelo pacote eletrônico. O acelerador ride-by-wire substitui o cabo mecânico por sensores eletrônicos, permitindo que a central controle com maior precisão a resposta do motor.
Dependendo da configuração e do pacote comercializado em cada país, a naked pode oferecer modos de pilotagem Street, Rain e Track. O modo Street prioriza equilíbrio no uso cotidiano, enquanto o Rain suaviza a resposta do acelerador e aumenta a atuação das assistências eletrônicas em pisos molhados.
O modo Track modifica a apresentação do painel e permite ajustes mais esportivos. Entre os recursos associados estão controle de largada, gerenciamento do levantamento da roda dianteira e menor intervenção do controle de tração.
A moto também dispõe de controle de tração sensível à inclinação, ABS para curvas e modo Supermoto, que permite desativar o sistema antitravamento na roda traseira para uso esportivo controlado.
Alguns equipamentos, como quickshifter e funções do pacote Track, podem ser vendidos como opcionais ou depender da versão oferecida em cada mercado. Por isso, ainda não é possível afirmar quais itens seriam de série em uma eventual configuração brasileira.
Painel TFT oferece conexão com celular
O painel TFT colorido de 5 polegadas reúne velocímetro, conta-giros, indicador de marcha, consumo médio, autonomia estimada, temperatura do motor e informações de viagem.
Por meio da conectividade KTMconnect, o motociclista pode emparelhar o smartphone e acessar recursos como navegação passo a passo, gerenciamento de chamadas e controle de músicas. Os comandos ficam concentrados em um conjunto de botões instalado no lado esquerdo do guidão.
A iluminação utiliza tecnologia de LED, incluindo o conjunto dianteiro com luzes diurnas DRL. O farol dividido e as extensões laterais do tanque ajudam a formar o visual de streetfighter característico da família Duke.
Suspensões ajustáveis reforçam proposta esportiva
A estrutura utiliza quadro treliçado de aço, solução tradicional nos modelos da KTM. A suspensão dianteira é uma WP Apex invertida de 43 milímetros, com 150 milímetros de curso e ajustes de compressão e retorno.
Na traseira, a motocicleta utiliza um monoamortecedor WP Apex também com 150 milímetros de curso. O componente permite regulagens de pré-carga e retorno, característica pouco comum entre as principais motos de entrada e média cilindrada.
O conjunto de freios traz disco dianteiro de 320 milímetros com pinça radial de quatro pistões. Atrás, há um disco de 240 milímetros com pinça de pistão único. As rodas de liga leve possuem 17 polegadas.
Altura do banco pode chegar a 820 milímetros
A distância entre eixos declarada é de 1.357 milímetros. A configuração internacional possui banco a aproximadamente 820 milímetros do solo, embora acessórios possam alterar a posição de pilotagem.
O tanque tem capacidade próxima de 15 litros. Estimativas de consumo divulgadas em diferentes mercados ficam entre 24 km/l e 30 km/l, dependendo do ritmo, do trânsito e das condições da estrada. A autonomia real, portanto, deverá variar bastante e não deve ser tratada como um número fixo.
A posição de pilotagem combina guidão relativamente largo, pedaleiras recuadas e banco bipartido. A proposta é oferecer agilidade no trânsito sem abandonar o comportamento esportivo em estradas sinuosas.
KTM 390 Duke será lançada no Brasil?
Até o momento, não existe confirmação oficial de que a nova KTM 390 Duke será lançada no Brasil em 2026 ou 2027. A presença do modelo no site internacional da fabricante comprova sua oferta em outros mercados, mas a página brasileira ainda não apresenta a nova geração entre os modelos nacionais.
A expectativa aumentou porque a KTM e a Bajaj confirmaram uma nova fase da operação brasileira. A marca também prepara a chegada da família 390 Adventure ao país, prevista para o terceiro trimestre de 2026, demonstrando interesse em fortalecer sua presença na faixa próxima dos 400 cm³.
Uma possível apresentação no Festival Interlagos Motos, programado para ocorrer entre 13 e 16 de agosto de 2026, também é considerada pelo mercado. Entretanto, não existe confirmação pública de que a 390 Duke estará exposta ou será anunciada no evento.
Preço pode definir sucesso diante das concorrentes
Projeções não oficiais colocam uma possível nova KTM 390 Duke entre R$ 35 mil e R$ 40 mil. Essa faixa, porém, não foi divulgada pela KTM nem pela Bajaj e deve ser tratada apenas como estimativa.
O posicionamento dependerá do nível de equipamentos, da origem das unidades, do grau de nacionalização e da estratégia da nova operação. Exemplares da geração anterior ainda aparecem no mercado brasileiro de motos usadas e seminovas, mas esses valores não servem como referência direta para uma nova geração.
Caso chegue com preço competitivo e preserve os principais recursos eletrônicos da versão internacional, a nova KTM 390 Duke poderá se transformar em uma das nakeds mais completas de sua faixa. Até o anúncio oficial, contudo, preço, versões, cores e data de lançamento permanecem indefinidos.
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