O MacBook Pro de 14 polegadas com chip M5 chegou sem grandes mudanças visuais, mas trouxe avanços importantes em desempenho gráfico, inteligência artificial, armazenamento e duração de bateria.
O notebook preserva a estrutura apresentada pela Apple nas gerações anteriores, com acabamento nas cores preto-espacial ou prateado, teclado retroiluminado, trackpad Force Touch e tela Liquid Retina XDR.
A proposta do modelo básico é atender profissionais que precisam de mais desempenho que o oferecido pelo MacBook Air, mas não necessitam da potência — nem do preço mais elevado — das versões com M5 Pro ou M5 Max.
Chip M5 melhora gráficos e tarefas de inteligência artificial
O chip M5 do MacBook Pro utiliza uma CPU de dez núcleos, formada por quatro núcleos de alto desempenho e seis de eficiência. A GPU também possui dez núcleos e traz um acelerador neural integrado em cada um deles.
Segundo a Apple, o conjunto entrega desempenho de inteligência artificial até 3,5 vezes superior e gráficos até 1,6 vez mais rápidos que os oferecidos pelo MacBook Pro com M4, dependendo do aplicativo e da tarefa executada.
A arquitetura beneficia atividades como edição de imagens e vídeos, geração de conteúdo, reconhecimento de voz, aplicação de efeitos, renderização 3D e execução de modelos de IA diretamente no computador.
O M5 também possui Neural Engine de 16 núcleos, largura de banda de memória de 153 GB/s, ray tracing acelerado por hardware e mecanismos dedicados para vídeos em H.264, HEVC, ProRes, ProRes RAW e AV1.

Bateria pode chegar a 24 horas
A autonomia é um dos principais destaques do MacBook Pro M5. A Apple informa até 24 horas de reprodução de vídeos ou até 16 horas de navegação sem fio, embora o resultado real dependa do brilho, dos aplicativos e da intensidade de uso.
O aparelho aceita carregamento pelo MagSafe 3 ou pelas entradas USB-C. O carregamento rápido exige uma fonte USB-C de 96 watts ou mais.
Tela chega a 1.600 nits e possui opção de nanotextura
O MacBook Pro M5 utiliza uma tela Liquid Retina XDR de 14,2 polegadas, com tecnologia ProMotion e taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz.
Em conteúdos HDR, o painel pode alcançar pico de brilho de 1.600 nits, oferecendo alto contraste, boa reprodução de cores e melhor visualização de vídeos e fotografias.
A Apple também oferece uma versão com vidro de nanotextura, desenvolvida para reduzir reflexos em ambientes muito iluminados. Essa opção aumenta o preço e acompanha um pano específico para limpeza.
macOS Tahoe traz visual Liquid Glass
O computador saiu de fábrica com o macOS Tahoe 26, sistema que introduziu o visual Liquid Glass. A interface passou a utilizar elementos translúcidos em barras, menus, ícones e widgets, mantendo a integração com outros dispositivos da Apple.
Entre os recursos estão novas opções de personalização, barra de menus transparente e mudanças visuais que destacam o conteúdo exibido na tela.

M5 Pro e M5 Max já estão disponíveis
Diferentemente do que indicavam os rumores do final de 2025, a Apple já lançou os chips M5 Pro e M5 Max. As novas versões do MacBook Pro foram anunciadas em 3 de março de 2026 e chegaram às lojas a partir de 11 de março.
O M5 Pro pode ser configurado com CPU de até 18 núcleos e GPU de 20 núcleos. Já o M5 Max oferece CPU de 18 núcleos, GPU de até 40 núcleos e até 614 GB/s de largura de banda da memória.
Também há configurações com até 128 GB de memória unificada nas versões mais avançadas.
Quanto custa o MacBook Pro M5 no Brasil?
Na loja oficial da Apple, o MacBook Pro de 14 polegadas com M5 parte de R$ 24.999. O modelo com M5 Pro começa em R$ 30.999, enquanto configurações com M5 Max aparecem a partir de R$ 49.999. Os valores podem aumentar significativamente com mais memória, armazenamento ou tela de nanotextura.
A versão básica do M5 pode ser configurada com 16 GB, 24 GB ou 32 GB de memória unificada.
MacBook Pro M5 vale a pena?
O MacBook Pro M5 é indicado principalmente para quem utiliza um Mac com chip M1, modelos Intel ou computadores mais antigos. Ele oferece excelente autonomia, tela de alto nível e ganho relevante em gráficos e inteligência artificial.
Para tarefas comuns, estudos, navegação e trabalhos leves, o MacBook Air pode representar uma compra mais econômica. Já profissionais que editam projetos complexos, trabalham com 3D ou precisam de grandes quantidades de memória devem avaliar diretamente as versões M5 Pro e M5 Max.
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