O Hyundai i20 chega com uma proposta diferente dentro da gama de compactos da marca. Apesar das dimensões próximas às de modelos como Volkswagen Tera e Fiat Pulse, o carro mantém características típicas de um hatch, incluindo altura livre do solo de 16,5 centímetros e ângulo de entrada de apenas 13,2 graus.
A carroceria mede aproximadamente 4,14 metros de comprimento e 1,78 metro de largura, enquanto o entre-eixos chega a 2,58 metros. Essa última medida ajuda o modelo a oferecer uma cabine relativamente espaçosa para sua categoria.
Na prática, a estratégia coloca o i20 entre os hatches tradicionais e os crossovers compactos, justamente uma das faixas mais disputadas do mercado brasileiro.
Motor 1.0 turbo entrega 115 cv e câmbio automático

Debaixo do capô, a versão Ultimate utiliza motor 1.0 turbo de três cilindros com 115 cv e 17,5 kgfm de torque, associado a câmbio automático com conversor de torque. Segundo os dados apresentados no material, o conjunto levou o carro de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos.
O desempenho não coloca o i20 entre os compactos mais rápidos. O Fiat Pulse, por exemplo, aparece com vantagem em potência e torque dependendo da versão. A proposta do Hyundai está mais relacionada à suavidade de funcionamento, dirigibilidade e equipamentos.
Outro destaque está no conjunto de suspensão, mais firme, acompanhado de direção elétrica com respostas rápidas. Os freios utilizam discos nas quatro rodas, ventilados na dianteira e sólidos atrás.
Consumo chega a 14,6 km/l na estrada
Nos testes apresentados com gasolina, o Hyundai i20 registrou 9,7 km/l em percurso urbano e 14,6 km/l na estrada.
O resultado rodoviário é mais interessante que o desempenho urbano e pode beneficiar consumidores que percorrem longas distâncias com frequência.
Já o porta-malas oferece 346 litros, volume 46 litros superior ao informado para o HB20 no material analisado, embora fique abaixo de alguns concorrentes diretos.
Tela de 12,3 polegadas é um dos principais atrativos

Por dentro, o i20 aposta fortemente em tecnologia. O destaque fica para a central multimídia de 12,3 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
O sistema ainda trabalha com recursos conectados do BlueLink, enquanto o console oferece carregamento de celular por indução. A Hyundai preservou comandos físicos para funções importantes do ar-condicionado, solução que facilita ajustes durante a condução.
O pacote também inclui recursos como monitoramento de faixa, controle da distância em relação ao veículo da frente, câmera de ré, alerta de tráfego cruzado traseiro e monitoramento de ponto cego.
Preço próximo de R$ 140 mil aumenta a concorrência
A versão mais equipada fica próxima dos R$ 140 mil, valor elevado para um hatch compacto e que amplia bastante a lista de concorrentes.
Nessa faixa, o consumidor começa a encontrar SUVs maiores em promoções e até veículos elétricos. O próprio material cita BYD Dolphin GS, GAC Aion UT e MG4 Urban como alternativas que podem pressionar os compactos a combustão posicionados entre R$ 120 mil e R$ 140 mil.
Entre as configurações do i20, a versão turbo automática mais acessível, mencionada por R$ 125.990, aparece como opção de melhor equilíbrio para quem deseja aproveitar o conjunto mecânico sem necessariamente pagar por todos os equipamentos da Ultimate.
Hyundai i20 vale a pena?
O i20 reúne atributos importantes: bom nível de tecnologia, motor turbo, posição de dirigir baixa, dirigibilidade mais refinada e pacote de segurança competitivo.
O principal obstáculo está no preço. Quando a conta se aproxima dos R$ 140 mil, o consumidor deixa de comparar apenas hatches e passa a considerar SUVs maiores e carros elétricos.
Por isso, o i20 pode fazer mais sentido para quem prefere um compacto bem equipado e tecnológico, mas não considera obrigatório ter aparência ou altura elevada de SUV.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






