A CFMOTO está preparando seu movimento mais ambicioso no mercado de motocicletas esportivas. Conhecida principalmente por modelos de pequena e média cilindrada, a fabricante chinesa apresentou a V4 SR-RR, protótipo que antecipa sua entrada no restrito segmento das superbikes com mais de 200 cv.
A novidade foi revelada durante o Salão de Milão de 2025, o EICMA, como uma plataforma para futuros modelos de alto desempenho. Portanto, ainda não existe confirmação oficial de preço, início da produção ou data de chegada às concessionárias.
Mesmo assim, os números divulgados mostram que a empresa pretende disputar espaço com fabricantes tradicionais como Ducati, Aprilia, BMW, Honda e Kawasaki.
Do outro lado está a Ducati Panigale V4 R 2026, uma motocicleta de produção desenvolvida para atender ao regulamento do Mundial de Superbike. O modelo italiano combina homologação para uso rodoviário com soluções derivadas diretamente das competições.
Motor da CFMOTO supera os 210 cv
A V4 SR-RR utiliza um novo motor V4 de 90 graus e 997 cm³. Segundo a CFMOTO, a potência medida no virabrequim ultrapassa 157 kW, equivalentes a mais de 210 cv.
A fabricante também informa peso em ordem de marcha inferior a 200 kg. Com escapamento de competição e configuração específica, a relação entre peso seco e potência pode ficar abaixo de 1 kg por cavalo.
O motor foi desenvolvido para entregar potência de maneira progressiva e linear, buscando facilitar o controle tanto nas ruas quanto nos autódromos. Entretanto, torque, rotação máxima, velocidade final e aceleração ainda não foram oficialmente revelados.
A Ducati Panigale V4 R 2026 utiliza o motor Desmosedici Stradale R de 998 cm³. Na especificação europeia, são 218 cv a 15.750 rpm e torque de 114,50 Nm a 12.000 rpm.
Com escapamento exclusivo para circuitos, a potência pode alcançar 235 cv. O número sobe para aproximadamente 239 cv com o uso do óleo Ducati Corse Performance. Nessa configuração, a velocidade máxima declarada supera 330 km/h.
| Característica | CFMOTO V4 SR-RR | Ducati Panigale V4 R |
|---|---|---|
| Situação | Protótipo | Modelo de produção |
| Motor | V4 de 997 cm³ | V4 de 998 cm³ |
| Potência | Mais de 210 cv | 218 cv |
| Potência de pista | Não informada | Até 239 cv |
| Peso | Menos de 200 kg | 186,50 kg sem combustível |
| Preço | Não confirmado | US$ 49.995 nos EUA |
Eletrônica e suspensão elevam o nível da chinesa
A CFMOTO confirmou que o protótipo possui suspensão eletrônica semiautiva e escapamento Akrapovič. A marca também promete um pacote eletrônico avançado, embora ainda não tenha apresentado todos os controles de pilotagem e suas configurações.
A aerodinâmica é outro destaque. A carenagem possui elementos móveis nas laterais, projetados para alterar o comportamento aerodinâmico conforme a velocidade e a situação de pilotagem.
Na Ducati, o pacote tecnológico já está detalhado. A Panigale V4 R possui controle de tração, gerenciamento de freio-motor, ABS em curvas, controle de largada, controle de empinadas e o sistema Ducati Vehicle Observer.
A nova geração também recebeu os Corner Sidepods, componentes inspirados na MotoGP que produzem efeito aerodinâmico durante as curvas. O câmbio Ducati Racing Gearbox posiciona o neutro abaixo da primeira marcha e utiliza o Ducati Neutral Lock para evitar engates acidentais durante frenagens fortes.

A CFMOTO já consegue vencer a Ducati?
No papel, a CFMOTO conseguiu reduzir significativamente a distância para as marcas europeias. Mais de 210 cv, peso inferior a 200 kg, suspensão semiautiva e aerodinâmica ativa colocam a V4 SR-RR entre os projetos mais promissores do segmento.
Contudo, ainda não é possível declarar uma vencedora. A motocicleta chinesa permanece em desenvolvimento e não passou por testes independentes em sua configuração definitiva.
A Panigale V4 R, por outro lado, já nasce como modelo de homologação para o WorldSBK, possui componentes testados em competições e entrega até 239 cv em configuração exclusiva para circuitos.
A Ducati continua à frente em desempenho extremo, experiência esportiva e tecnologia comprovada. A CFMOTO, porém, mostra que pretende deixar de ser apenas uma alternativa de custo-benefício para se tornar uma concorrente real no mercado mundial de superbikes.
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