O Fiagro RZAG11, gerido pela Riza Asset, segue chamando atenção no mercado em 2026 pela combinação de dividendos elevados e cotação descontada, características que atraem investidores em busca de renda mensal.
O fundo manteve recentemente distribuição de R$ 0,12 por cota, patamar considerado alto dentro do segmento de Fiagros. Com cotas negociadas próximas de R$ 9,50 a R$ 9,80, o rendimento mensal frequentemente ultrapassa 1,2% ao mês, equivalente a um dividend yield anualizado acima de 14%.
Apesar do retorno elevado, o fundo também passou a ser observado com mais cautela por parte do mercado, principalmente devido a operações renegociadas na carteira e ao nível de transparência das informações divulgadas nos relatórios gerenciais.
Dividendos continuam altos em 2026
O RZAG11 se consolidou como um dos Fiagros com maior distribuição de rendimentos da Bolsa brasileira.
Entre os principais pontos do desempenho recente estão:
Dividendos recentes: R$ 0,12 por cota em fevereiro e março de 2026
Pagamento recorde: R$ 0,15 por cota em dezembro de 2025
Dividend yield mensal: frequentemente acima de 1,2%
Patrimônio líquido: cerca de R$ 600 milhões
Número de cotistas: aproximadamente 87 mil investidores
A política de distribuição do fundo acompanha o resultado operacional da carteira de crédito do agronegócio, composta principalmente por CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
Grande parte dessas operações é indexada ao CDI, o que fez os dividendos crescerem durante o ciclo de juros elevados no Brasil.
Cotação segue descontada em relação ao patrimônio
Mesmo com rendimentos elevados, o RZAG11 continua sendo negociado com desconto no mercado.
| Indicador | Valor aproximado |
|---|---|
| Cotação | R$ 9,50 – R$ 9,80 |
| Valor patrimonial (VP) | cerca de R$ 9,73 |
| P/VP | abaixo de 1 |
| Dividend yield mensal | ~1,2% |
Esse desconto pode ser interpretado de duas maneiras pelo mercado:
Oportunidade para investidores focados em renda, que encontram yield elevado.
Reflexo do risco percebido na carteira, principalmente em operações específicas.
Concentração da carteira é um dos pontos de atenção
Embora o fundo possua cerca de 30 a 40 operações, existe uma concentração relevante em alguns devedores.
Entre os fatores observados pelo mercado estão:
Participação relevante de operações individuais no patrimônio do fundo
Dependência de setores específicos do agronegócio, principalmente soja
Carteira formada quase totalmente por operações originadas pela própria gestora
Esse modelo de originação própria pode indicar conhecimento profundo das operações, mas também exige alto nível de transparência na divulgação das garantias e das condições financeiras dos devedores.
Renegociação de dívidas e “waivers” geram atenção
Outro ponto monitorado envolve a reorganização de fluxos financeiros em algumas operações da carteira.
Em determinados casos, a gestão pode renegociar prazos ou conceder waivers, que são flexibilizações temporárias de obrigações financeiras para evitar inadimplência imediata.
Essas medidas são relativamente comuns em fundos de crédito estruturado, mas podem indicar:
dificuldade financeira do devedor
extensão de prazos de pagamento
ajustes nas condições de financiamento
Quando essas renegociações ocorrem, o mercado costuma observar com atenção se houve:
aumento das garantias
melhora da taxa de remuneração
extensão significativa do prazo das operações
Dependência do CDI também influencia os dividendos
Outro fator estrutural do RZAG11 é que praticamente toda a carteira está atrelada ao CDI, o que significa que os rendimentos estão diretamente ligados à taxa de juros da economia.
Enquanto a Selic permaneceu elevada, os dividendos do fundo foram impulsionados. No entanto, caso o ciclo de queda de juros se consolide ao longo de 2026, o impacto esperado inclui:
redução gradual do rendimento das operações
dividendos potencialmente menores no futuro
compressão do dividend yield
Essa característica é comum em Fiagros de crédito e exige acompanhamento constante do cenário macroeconômico.
Setor agrícola segue com cenário relativamente estável
Do ponto de vista operacional, o ambiente do agronegócio segue relativamente equilibrado em 2026.
Entre os principais fatores do setor estão:
produção robusta de soja e milho no Brasil e nos Estados Unidos
preços das commodities agrícolas oscilando dentro de faixas estáveis
demanda internacional sustentando exportações
Esse cenário ajuda a manter a atividade agrícola aquecida, o que pode favorecer o pagamento das operações de crédito estruturadas nos Fiagros.
RZAG11 permanece como fundo de alto risco e alto retorno
O RZAG11 consolidou-se no mercado como um fundo com perfil high yield, combinando dividendos elevados com maior exposição a risco de crédito.
Entre os principais pontos que definem o fundo atualmente estão:
Pontos positivos
dividendos elevados e recorrentes
cotação frequentemente descontada
forte exposição ao agronegócio brasileiro
Pontos de atenção
concentração relevante da carteira
renegociação de operações específicas
necessidade de maior clareza nas informações de gestão
O RZAG11 continua entre os Fiagros mais rentáveis da Bolsa, com dividendos mensais acima da média do mercado e forte apelo para investidores que buscam renda passiva.
Ao mesmo tempo, o fundo exige acompanhamento atento da carteira de crédito, especialmente em relação à saúde financeira dos devedores, à evolução das renegociações e ao nível de transparência das informações divulgadas.
A combinação de alto rendimento e risco elevado mantém o fundo no radar de investidores que aceitam maior volatilidade em troca de retornos mais agressivos dentro do setor de Fiagros.
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