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Fundos Imobiliários

RBVA11 vende agência do Santander por R$ 7 milhões e reforça estratégia de diversificação em 2026

Fundo imobiliário inicia 2026 com venda relevante, resultado acima do recorrente e plano de expansão para novos segmentos
Fabiane MeloPor Fabiane Melo20 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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RBVA11 vende agência do Santander por R$ 7 milhões e reforça estratégia de diversificação em 2026
RBVA11 vende agência do Santander por R$ 7 milhões e reforça estratégia de diversificação em 2026

O fundo imobiliário RB Capital Renda Varejo (RBVA11) iniciou 2026 com uma série de movimentos que reforçam sua estratégia de reestruturação e diversificação.

Entre os principais destaques do mês de janeiro estão:

  • Venda de mais um ativo bancário;

  • Resultado financeiro acima do recorrente;

  • Manutenção de dividendos de R$ 0,09 por cota;

  • Sexta emissão de cotas em andamento.

O período foi considerado bastante movimentado pela gestão, consolidando o processo de transformação do fundo que há alguns anos vem reduzindo sua exposição ao segmento de agências bancárias.

Cotação, desconto e dividend yield seguem atrativos

Atualmente negociado próximo de R$ 9,94, o RBVA11 ainda apresenta desconto relevante frente ao seu valor patrimonial, com P/VP de 0,92.

Isso significa que o fundo é negociado abaixo do valor de seus ativos, fator que costuma atrair investidores em busca de oportunidade.

Principais indicadores:

  • Dividend yield: próximo de 11%

  • Último rendimento: R$ 0,09 por cota

  • Preço justo estimado: R$ 10,73

  • Patrimônio líquido: R$ 1,67 bilhão

  • Liquidez média diária: superior a R$ 2 milhões

  • Base de cotistas: mais de 91 mil investidores

Mesmo após valorização significativa em 2025, o fundo ainda mantém desconto em relação ao valor patrimonial, o que pode indicar margem de recuperação, caso o mercado reprecifique o ativo.

Venda de agência locada ao Santander reforça mudança estrutural

Na sexta-feira, a gestão comunicou a venda de uma agência bancária localizada em São Gonçalo (RJ), atualmente locada ao Banco Santander Brasil.

Detalhes da operação:

  • Valor total da venda: R$ 7 milhões

  • Forma de pagamento:

    • R$ 4 milhões à vista

    • R$ 3 milhões parcelados em 20 prestações mensais fixas

Segundo a administração, esta é a 30ª venda de imóvel dentro da estratégia de redução da exposição ao segmento bancário.

Vale lembrar que o RBVA11 surgiu originalmente como um fundo focado em agências bancárias. No entanto, ao longo dos últimos anos, a gestão decidiu reposicionar o portfólio, reduzindo gradualmente essa concentração e ampliando a atuação em outros segmentos do varejo e serviços.

Portfólio atual: 73 imóveis e vacância controlada

De acordo com o relatório gerencial de janeiro, o fundo possui atualmente:

  • 73 imóveis

  • Área Bruta Locável (ABL): 289 mil m²

  • 19 inquilinos

  • Vacância física: 6,9%

  • Prazo médio dos contratos: aproximadamente 3,5 anos

Embora a vacância não seja considerada elevada, ela ainda limita o crescimento da receita recorrente. A gestão informou que segue trabalhando na realocação dos imóveis vagos.

Resultado de janeiro supera o recorrente

Durante o mês de janeiro, o fundo apresentou:

  • Resultado financeiro: R$ 0,135 por cota

  • Distribuição efetiva: R$ 0,09 por cota

A diferença entre resultado e dividendos distribuídos ocorreu devido a receitas não recorrentes, entre elas:

  • Recebimento da última parcela da devolução de imóveis da Caixa, gerando lucro próximo de R$ 7 milhões;

  • Indenização paga pelo Santander referente à devolução de imóvel em Curitiba, no valor de R$ 1,75 milhão.

Para o primeiro semestre de 2026, a estimativa da gestão é de:

  • Resultado recorrente médio: R$ 0,076 por cota

  • Distribuição mensal prevista: manutenção próxima de R$ 0,09

Ou seja, o fundo deve utilizar o resultado acumulado extraordinário para sustentar dividendos acima do recorrente no curto prazo.

6ª emissão de cotas mira captação de R$ 80 milhões

A sexta emissão de cotas teve início em 6 de janeiro de 2026 e tem como objetivo captar aproximadamente R$ 80 milhões.

Finalidade da captação:

  • Aquisição de três novos imóveis;

  • Aumento da diversificação por setor e região;

  • Entrada em novo segmento de atuação.

Entre os ativos em análise estão:

  • Dois imóveis no setor educacional (Rio de Janeiro e São Paulo), com contratos atípicos;

  • Um imóvel no segmento de Food Hall, em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 30 milhões.

Caso a captação seja bem-sucedida, o RBVA11 ampliará sua diversificação setorial, diluindo riscos e reduzindo ainda mais a concentração em agências bancárias.

Obras e perspectivas para 2026

A gestão também informou que as obras do imóvel de Porto Belo estão praticamente concluídas, com expectativa de abertura da loja ainda em fevereiro.

A entrada desse ativo em operação tende a:

  • Reduzir vacância;

  • Elevar receita recorrente;

  • Melhorar previsibilidade dos rendimentos.

Para 2026, os principais objetivos do fundo incluem:

  • Continuidade da redução de ativos bancários;

  • Ampliação da diversificação setorial;

  • Crescimento da base de cotistas;

  • Manutenção de dividendos competitivos.

RBVA11 entra em fase decisiva de transformação

O início de 2026 mostra que o RBVA11 está em uma fase avançada de transição estrutural. O fundo deixa cada vez mais para trás o perfil concentrado em agências bancárias e passa a assumir uma configuração mais diversificada, com exposição a educação, varejo e novos formatos urbanos.

A manutenção dos dividendos em R$ 0,09, mesmo com resultado recorrente inferior, mantém o fundo atrativo para investidores focados em renda. No entanto, a sustentabilidade desse patamar dependerá da execução bem-sucedida da estratégia de diversificação ao longo do ano.

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Fabiane Melo
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Fabiane Melo é editora de Economia e Negócios, formada em Administração e pós-graduada em Finanças. Na A Revista, acompanha resultados de empresas, negócios, economia e setores produtivos, relacionando fatos e indicadores ao ambiente de investimentos. Prioriza contexto, documentos e linguagem acessível.

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