O fundo imobiliário RBVA11 se tornou destaque entre os investidores após divulgar seu último relatório gerencial. Em poucas semanas, a cota saltou de R$ 8,40 para R$ 9,49, uma alta superior a 12%, mostrando força mesmo em um cenário de incerteza para os fundos de tijolo.
E não foi apenas a cotação que chamou atenção. A gestão anunciou a venda de cinco imóveis em São Paulo e Rio de Janeiro, com valor estimado em R$ 114 milhões, além de negociações avançadas para novas locações e a promessa de manter os dividendos mensais de R$ 0,09 por cota.
Valorização acima da média
Cota passou de R$ 8,42 (23/08) para R$ 9,49 em setembro.
Desconto em relação ao valor patrimonial: 0,89 P/VP, o que indica espaço para valorização até o preço justo de R$ 10,59.
Liquidez média diária superior a R$ 25 milhões, colocando o fundo entre os mais negociados da B3.
Quem comprou na baixa já acumula forte lucro, mas analistas ainda enxergam potencial.
Dividendos mantidos apesar da queda na receita
Em agosto, o RBVA11 apresentou receita líquida de apenas R$ 10,2 milhões, bem abaixo dos meses anteriores. O resultado foi impactado por um campo de despesas classificado como “outros”, que retirou R$ 2 milhões do caixa — sem explicação detalhada da gestão.
Mesmo assim, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,09 por cota, utilizando resultados acumulados. O dividend yield segue em torno de 11,6%, um dos mais atrativos do setor.
Portfólio robusto e diversificado
81 imóveis espalhados pelo Brasil.
Área bruta locável de 300 mil m².
Principais inquilinos: Caixa Econômica Federal (28 imóveis), Santander (10), Pão de Açúcar (8) e Pernambucanas (5).
Vacância física: apenas 6,7%.
Contratos longos, com duração média de 6 anos, garantindo previsibilidade de receita.
Movimentações que mudam o jogo
Venda de imóveis
Cinco ativos em negociação avançada em SP e RJ.
Valor estimado: R$ 114 milhões.
Lucro potencial: R$ 19,9 milhões.
Expectativa de repasse direto aos cotistas.
Novas locações
Três contratos em fase final, previstos até dezembro.
Setores: público, contabilidade e alimentação.
Locação recente para academias reforça diversificação.
Construção em SP
Obra em Porto Belo com 73% concluída.
Localizada na Avenida Gabriel Monteiro da Silva, região nobre da capital paulista.
Previsão de entrega até o fim de 2025.
Riscos no radar
Rescisão contratual do Santander em Jundiaí a partir de março de 2026, com impacto estimado de R$ 0,003 por cota/mês.
Receita de agosto menor, levantando dúvidas sobre a origem do prejuízo de R$ 2 milhões não explicado pela gestão.
Alavancagem em 10,8%, considerada administrável, mas que merece acompanhamento.
O que esperar do RBVA11
O RBVA11 combina três pontos que chamam atenção dos investidores:
Dividendos consistentes, sustentados por contratos longos e carteira diversificada.
Valorização recente, com potencial de alta até o preço justo calculado em R$ 10,59.
Gestão ativa, com vendas e novas locações que reforçam o caixa e reduzem vacância.
Mesmo com a queda na receita em agosto, a perspectiva é positiva: as negociações em andamento e o caixa de R$ 38,1 milhões dão fôlego para atravessar os próximos meses sem riscos para os dividendos.
O RBVA11 se mostra uma opção sólida no mercado de FIIs, equilibrando renda passiva atrativa com potencial de valorização. Para quem busca fundos de tijolo com diversificação, contratos de longo prazo e gestão ativa, ele merece atenção especial.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






