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Início » Últimas Notícias » R$ 1.000 na poupança, Tesouro Direto, CDB e MXRF11 por 12 meses: veja qual investimento entregou o MAIOR retorno real
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R$ 1.000 na poupança, Tesouro Direto, CDB e MXRF11 por 12 meses: veja qual investimento entregou o MAIOR retorno real

Simulação detalhada revela qual aplicação transforma melhor o dinheiro após um ano e mostra por que a poupança fica sempre para trás quando a inflação entra na conta.
Suzana MelloPor Suzana Mello3 de dezembro de 20254 minutos lidos
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R$ 1.000 na poupança, Tesouro Direto, CDB e MXRF11 por 12 meses: veja qual investimento entregou o MAIOR retorno rea

Testar onde os brasileiros colocam o próprio dinheiro ainda é a forma mais simples de entender por que tantos continuam presos à poupança. Mesmo com rendimento baixo, quase um quarto da população segue usando a caderneta como principal forma de investimento. Mas uma simulação comparando poupança, Tesouro Direto, CDB e o fundo imobiliário MXRF11 mostra, na prática, quanto dinheiro fica na mesa ao escolher o pior investimento entre eles.

A análise utiliza um aporte inicial de R$ 1.000, mantido por 12 meses, com a média de inflação dos últimos cinco anos (5,96%) e a média de rendimento de cada aplicação. O objetivo é simples: descobrir qual delas entrega o maior retorno real — ou seja, o quanto o dinheiro realmente cresce após descontar a perda do poder de compra.

Poupança: rendimento baixo e perda real de dinheiro

A poupança apresentou rendimento nominal médio de 5,12%. No papel, R$ 1.000 se transformariam em R$ 1.051,20 ao fim de um ano. No entanto, após descontar a inflação de 5,96%, o valor real cai para R$ 988,55. Isso significa perda de poder de compra: apesar do saldo maior, o dinheiro “vale menos” do que quando entrou.

Esse é o ponto que a maioria dos brasileiros não observa ao manter dinheiro parado na poupança: a sensação de segurança faz sentido, mas o rendimento real é negativo.

Tesouro Direto: proteção do patrimônio, mas com imposto

Na simulação, foi analisado o Tesouro IPCA+ com rendimento médio nominal de 8,44%. O ganho bruto seria de R$ 84,40. Porém, como o investimento ficou por 12 meses, aplica-se a alíquota de 17,5% de imposto, reduzindo o lucro líquido para R$ 69,63.

Mesmo assim, o Tesouro Direto cumpre o papel de preservar o poder de compra. O resultado final fica próximo do valor real corrigido pela inflação, fazendo com que o investidor não perca patrimônio — o que já representa um avanço significativo frente à poupança.

CDB a 100% do CDI: boa rentabilidade com imposto

O CDB analisado rendeu, em média, 10,07% ao ano. Sem imposto, o ganho seria de R$ 100,70. Descontando a mesma alíquota de 17,5%, o retorno líquido fica em R$ 83,08.

O valor final chega a R$ 1.118,53. Ou seja, mesmo após imposto, o CDB entregou um rendimento superior ao da poupança e ao do Tesouro Direto. O risco é maior que o do Tesouro, mas conta com proteção do FGC, o que atrai investidores iniciantes.

MXRF11: o vencedor da simulação

O fundo imobiliário MXRF11, um dos mais populares da Bolsa, apresentou retorno médio anual de 10,10% — sem cobrança de imposto de renda sobre dividendos. Isso significa que R$ 1.000 se transformariam em aproximadamente R$ 1.135,38, resultado superior a todas as outras opções.

Além da renda mensal distribuída pelos dividendos, as cotas ainda podem se valorizar. É o único investimento da comparação que entrega ganho real significativo acima da inflação, sem tributação sobre os rendimentos.

O ponto de atenção fica para o fato de ser renda variável: há risco maior, oscilações e necessidade de análise mais criteriosa.

Comparação final: quem entregou o melhor retorno?

Depois de simular os quatro investimentos, o resultado foi:

  1. MXRF11 — maior rentabilidade e ganho real acima da inflação

  2. CDB — bom retorno líquido, mesmo com imposto

  3. Tesouro Direto — protege o patrimônio, mas com ganho limitado no cenário analisado

  4. Poupança — perda real de dinheiro no período

A conclusão é clara: embora a poupança seja confortável e simples, ela não entrega retorno capaz de preservar o valor do dinheiro. Tesouro e CDB surgem como alternativas mais seguras e rentáveis, enquanto o MXRF11, apesar de mais volátil, lidera a performance na simulação.

O que isso significa para o investidor iniciante

A simulação deixa evidente que investir exige conhecimento, mas não é complexo como muitos acreditam. O investidor que busca apenas “deixar o dinheiro rendendo” na poupança perde a chance de ver o patrimônio crescer.

Entretanto, não existe investimento “perfeito”. O MXRF11 só se destaca porque é renda variável — o que implica em risco maior. O correto é diversificar: mesclar Tesouro, CDBs e fundos imobiliários diminui riscos e aumenta a chance de retornos consistentes no longo prazo.

Entender inflação, impostos e rentabilidade real é o primeiro passo para parar de perder dinheiro sem perceber e começar a construir patrimônio de verdade.

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Suzana Mello

    Suzana Mello integra a equipe de conteúdo da A Revista. Acompanha economia, finanças pessoais, quanto rende e temas que afetam o orçamento do leitor. Produz textos em linguagem acessível, identifica fontes e períodos de referência e diferencia dados confirmados de estimativas.

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