O Base 10 MANA11 apresentou em seu relatório gerencial de setembro de 2025 um panorama sólido de resultados, reforçando sua reputação como um dos fundos imobiliários de base 10 mais consistentes do mercado.
O fundo mantém renda estável, alocação eficiente e ausência de alavancagem, características que o diferenciam em um cenário de juros elevados e reprecificação de ativos de crédito.
Indicadores financeiros e de mercado
O MANA11 segue negociado com desconto de aproximadamente 6% em relação ao seu valor patrimonial, oferecendo potencial de valorização de curto e médio prazo.
Abaixo, o resumo dos principais indicadores financeiros do fundo:
| Indicador | Valor / Percentual | Comentário Técnico |
|---|---|---|
| Cotação de mercado (set/2025) | R$ 8,79 | Preço abaixo do valor patrimonial, indicando deságio |
| Valor patrimonial (VP) | R$ 9,27 | P/VP de 0,94 |
| Dividendos pagos (set/2025) | R$ 0,11 por cota | Dividend yield mensal de 1,25% |
| Dividend yield (12 meses) | 15,7% a.a. | Rendimento expressivo e estável |
| Rentabilidade acumulada (mai/22 – set/25) | 43,8% | Superior ao CDI acumulado (40,5%) |
| Resultado líquido (set/2025) | R$ 4,8 milhões | Superávit operacional frente à distribuição |
| Receita total (set/2025) | R$ 5,14 milhões | Crescimento de 12% sobre agosto |
| Despesas operacionais | R$ 334 mil | Custo operacional sob controle |
| Resultado gerado por cota | R$ 0,13 | 18% acima do valor distribuído |
| Alavancagem | 0% | Política conservadora, sem risco financeiro |
| Cotistas ativos | +30.000 | Expansão de 5% no trimestre |
Composição e alocação do portfólio
O fundo encerrou setembro com 98,7% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo, demonstrando eficiência de alocação e disciplina na originação de operações.
A alocação setorial reflete uma estratégia balanceada entre crédito estruturado, renda imobiliária e ganho de capital:
| Classe de Ativo | Participação (%) | Descrição |
|---|---|---|
| CRIs (Créditos Imobiliários)** | 71,0% | Operações estruturadas IPCA e CDI |
| Fundos Imobiliários (FIIs)** | 14,0% | Carteira com foco em recebíveis e lajes |
| Incorporações imobiliárias** | 11,4% | Projetos residenciais em SC e SP |
| Ações** | 2,0% | Exposição residual a ativos listados |
| Caixa e equivalentes** | 2,3% | Liquidez imediata para oportunidades |
A carteira de CRIs apresenta diversificação de emissores e indexadores, com taxas médias entre IPCA + 7,7% e IPCA + 12%, de acordo com o risco do segmento.
Mais de 53% das operações são indexadas ao IPCA, protegendo o investidor contra inflação, e o restante ao CDI, o que equilibra o portfólio em diferentes ciclos econômicos.
Destaques operacionais e resultados recorrentes
O fundo reportou resultado financeiro bruto de R$ 5,14 milhões no mês, dos quais R$ 541 mil foram dividendos recebidos de outros FIIs, R$ 68 mil de receitas financeiras e R$ 7 mil provenientes de operações em ações.
Após deduzidas as despesas administrativas e taxas de performance, o lucro líquido de R$ 4,8 milhões gerou R$ 0,13 por cota, mas a distribuição foi mantida em R$ 0,11, criando reserva técnica para futuras distribuições.
Essa política de distribuição conservadora assegura estabilidade nos rendimentos e mantém o fundo preparado para eventuais flutuações de receita, especialmente no segmento de crédito estruturado.
Gestão sem alavancagem e risco controlado
O MANA11 não utiliza alavancagem financeira, o que elimina a exposição a riscos de refinanciamento e volatilidade de passivos — um diferencial relevante em comparação a fundos concorrentes que dependem de dívida para expansão.
O relatório gerencial reforça que todas as operações de CRIs permanecem adimplentes, com garantias sólidas e diversificação de devedores: o maior cliente representa apenas 4,8% do patrimônio líquido.
Essa estrutura reduz o risco de concentração e assegura distribuição previsível de fluxo de caixa, mesmo em períodos de maior instabilidade do mercado imobiliário.
Incorporações e desempenho dos projetos
O fundo ampliou sua exposição a projetos residenciais de média e alta renda, concentrados principalmente em Santa Catarina e Jundiaí (SP).
Os projetos da carteira de incorporação apresentaram 99% de vendas concluídas, evidenciando liquidez e sucesso comercial.
A diversificação geográfica e setorial — incluindo participações em empreendimentos corporativos, hoteleiros e de renda urbana — reforça o posicionamento técnico do MANA11 como um fundo multiestratégico de crédito e incorporação.
Análise de desempenho e retorno ajustado ao risco
A análise histórica desde a fundação, em maio de 2022, mostra que o MANA11 entregou retorno total de 43,8%, superando o CDI acumulado de 40,5% no mesmo período.
O desempenho ajustado ao risco, medido pelo Índice de Sharpe, indica relação favorável de retorno sobre volatilidade, considerando a ausência de alavancagem e estabilidade dos proventos.
Nos últimos 12 meses, o fundo registrou:
Dividend yield: 15,7%
Valorização da cota: 17%
Volatilidade média: 5,8%
Retorno mensal líquido médio: 1,23%
Esses números consolidam o MANA11 como uma das melhores alternativas de renda passiva entre os FIIs de base 10, unindo segurança operacional e performance real acima do CDI.
Comparativo técnico: MANA11 x VGHF11
| Indicador | MANA11 | VGHF11 | Vantagem Técnica |
|---|---|---|---|
| Dividend yield (12m) | 15,7% | 12,4% | MANA11 distribui mais |
| P/VP | 0,94 | 1,02 | MANA11 com deságio |
| Alavancagem | 0% | 18% | MANA11 sem exposição a dívida |
| Diversificação de setores | Alta | Média | MANA11 mais pulverizado |
| Inadimplência de CRIs | 0% | 3% | MANA11 sem calotes reportados |
A comparação evidencia que o MANA11 entrega maior retorno ajustado ao risco, sendo mais conservador e eficiente na geração de fluxo de caixa, o que explica o aumento de cotistas e a valorização acima do mercado.
Perspectiva para o 4º trimestre de 2025
A gestão projeta manter os rendimentos entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota, com expectativa de leve incremento caso o resultado líquido continue acima da média.
O cenário de Selic elevada favorece fundos de recebíveis indexados ao IPCA e CDI, perfil predominante da carteira do MANA11.
A tendência é de sustentação do dividend yield acima de 14% ao ano e possível reprecificação positiva das cotas até o fechamento de 2025.
Consistência técnica e potencial de valorização
O MANA11 demonstra alta qualidade técnica, gestão prudente e resultados recorrentes, fatores que o posicionam entre os fundos imobiliários de referência em 2025.
A combinação de renda estável, diversificação setorial, ausência de alavancagem e deságio de mercado o torna uma opção sólida para investidores que buscam equilíbrio entre risco, previsibilidade e valorização de longo prazo.
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