O fundo imobiliário GARE11 continua chamando atenção dos investidores pela combinação de alto rendimento mensal, baixo preço em relação ao valor patrimonial e gestão ativa com redução expressiva de dívidas. Mesmo após as mudanças recentes, o fundo segue entre os mais buscados por quem procura renda passiva com estabilidade.
Atualmente, cada cota do GARE11 está sendo negociada em torno de R$ 9,00, o que representa um desconto frente ao valor patrimonial, com P/VP em torno de 0,97. Isso significa que o investidor compra as cotas por menos do que o valor efetivo dos ativos que o fundo possui, algo que tende a atrair quem busca oportunidades de compra com margem de segurança.
Nos últimos 12 meses, o fundo apresentou dividend yield próximo de 11% ao ano, com pagamentos mensais constantes. Esse patamar de rendimento se mantém acima da média de boa parte dos fundos de tijolo e híbridos da Bolsa, reforçando o apelo de quem quer fluxo de caixa mensal isento de imposto de renda.
Estratégia de reciclagem e gestão eficiente
O GARE11 passou por uma reestruturação relevante em seu portfólio nos últimos meses. A gestão optou por vender dez imóveis classificados como de renda urbana, obtendo lucro expressivo e redução total do endividamento. Com o resultado dessas operações, o fundo encerrou o período com alavancagem zerada, o que significa que o caixa disponível é suficiente para cobrir todas as obrigações financeiras.
Além da venda, o fundo adquiriu novos ativos logísticos, voltados a contratos de longo prazo com empresas de grande porte, mantendo a diversificação entre imóveis de renda urbana e galpões logísticos. Hoje, o portfólio conta com 31 imóveis distribuídos em 12 estados, com vacância física e financeira próximas de zero, o que garante previsibilidade e estabilidade nas receitas mensais.
A média de prazo dos contratos de locação ultrapassa 10 anos, sendo a maioria contratos atípicos, que possuem multas elevadas em caso de rescisão antecipada. Esse tipo de estrutura reforça a segurança do fluxo de dividendos e reduz o risco de perdas com inadimplência.
Perfil de risco e atratividade atual
Mesmo com as condições positivas, o GARE11 não está isento de riscos. O principal ponto de atenção continua sendo o cenário macroeconômico de juros elevados, que costuma limitar a valorização das cotas e pressionar a atratividade relativa frente à renda fixa. Ainda assim, o fundo tem mostrado resiliência ao manter o valor de mercado estável e preservar sua política de distribuição mensal.
Outro fator a observar é a concentração em alguns locatários específicos, ainda que com boa classificação de crédito. A capacidade de manter todos os imóveis locados e os contratos vigentes é essencial para garantir o atual nível de rendimentos.
No entanto, a combinação de baixo endividamento, vacância controlada e cotas negociadas abaixo do valor patrimonial faz do GARE11 uma alternativa interessante para quem busca renda passiva estável e potencial de valorização no longo prazo.
Ainda vale a pena investir no GARE11?
Sim — o GARE11 segue sendo um fundo sólido e atrativo, especialmente para investidores com foco em renda mensal e visão de longo prazo. A queda das taxas de juros projetada para 2026 pode beneficiar o fundo, ampliando a valorização das cotas e fortalecendo o setor imobiliário como um todo.
O histórico de distribuições consistentes, gestão ativa e estrutura patrimonial saudável reforça o perfil de estabilidade do GARE11. Embora o cenário de curto prazo exija cautela, o fundo mantém características favoráveis para quem busca diversificação e retorno superior à média do mercado de FIIs.
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