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Início » Últimas Notícias » Fundos imobiliários sobem mesmo com tensão global e IFIX avança em janeiro; veja onde investir em fevereiro
Fundos Imobiliários

Fundos imobiliários sobem mesmo com tensão global e IFIX avança em janeiro; veja onde investir em fevereiro

Com alta de 2,27% no mês e carteira superando o índice, FIIs mostram resiliência mesmo diante de risco geopolítico e juros elevados.
Luciana RibeiroPor Luciana Ribeiro13 de fevereiro de 20264 minutos lidos
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O primeiro mês de 2026 terminou com um sinal claro para o investidor: mesmo diante de tensões geopolíticas e aumento da percepção de risco global, os fundos imobiliários mantiveram a trajetória positiva iniciada em 2025. O desempenho reforça a leitura de que os fundamentos do setor seguem sólidos, apesar da volatilidade externa.

Em janeiro, o IFIX avançou 2,27%. Já uma carteira focada em renda com imóveis registrou valorização de 2,48%, superando o índice em 0,21 ponto percentual. O resultado indica não apenas resiliência, mas também espaço para estratégias ativas na seleção de ativos.

Tensão global não impediu avanço dos FIIs

O início do ano foi marcado por episódios de instabilidade em diferentes regiões do mundo, incluindo focos de tensão na Venezuela e na Groenlândia. Embora com magnitudes distintas, esses eventos elevaram o nível de cautela dos investidores.

Historicamente, cenários de incerteza costumam pressionar ativos de risco. No entanto, os fundos imobiliários mostraram comportamento defensivo relativo, sustentados por dois pilares:

  • Geração recorrente de renda

  • Fundamentos operacionais consistentes

Esse movimento confirma a maturidade do mercado de FIIs, que hoje apresenta maior diversificação setorial e gestão profissionalizada.

Setores que mais se destacaram no IFIX em janeiro

A performance setorial do IFIX evidenciou um movimento de rotação e busca por oportunidades descontadas.

Desempenho médio por segmento em janeiro:

SegmentoVariação em janeiro
Fundos híbridos+5,5%
Fundos de fundos (FOFs)+4,8%
Fundos multiestratégia+4,3%
Galpões logísticos+1,0%
Fundos de varejo-0,2%

Os fundos híbridos lideraram os ganhos, refletindo maior flexibilidade de alocação em um ambiente de transição de juros. Já os fundos de varejo tiveram leve recuo, enquanto os galpões logísticos apresentaram avanço mais moderado após forte ciclo de valorização anterior.

Fundamentos seguem construtivos nos principais segmentos

Apesar da volatilidade externa, os fundamentos imobiliários continuam apontando para um ciclo positivo.

Galpões logísticos

  • Vacância nacional em níveis historicamente baixos

  • Demanda resiliente impulsionada por e-commerce e logística urbana

  • Contratos de longo prazo garantindo previsibilidade de receita

Lajes corporativas

  • Recuperação consistente em regiões secundárias de São Paulo

  • Aluguéis nas regiões prime já alcançando patamares próximos de R$ 400 por m²

  • Redução gradual da vacância em edifícios de qualidade

Fundos de tijolo

Em 2025, os fundos de tijolo apresentaram valorização média de 23,1%, reduzindo parte dos descontos históricos. Ainda assim, há espaço adicional para ganho de capital, considerando:

  • Desconto remanescente sobre valor patrimonial

  • Expectativa de redução da taxa de desconto

  • Momento operacional favorável

Juros continuam sendo a principal variável

Mesmo com projeção de cortes na taxa básica, a estimativa para a taxa terminal ainda permanece elevada, acima de 12% ao ano. Esse cenário favorece especialmente:

  • Fundos indexados ao CDI

  • Fundos de papel com exposição a CRIs pós-fixados

Já os fundos atrelados ao IPCA seguem atrativos diante de projeções mais estáveis para a inflação, funcionando como proteção em diferentes cenários macroeconômicos.

A curva longa de juros permanece como principal driver do mercado no curto prazo. Oscilações nesse indicador podem gerar volatilidade, mesmo com fundamentos sólidos.

Carteira recomendada para fevereiro mantém foco em renda

Para fevereiro, a composição da carteira de renda com imóveis foi mantida. Os números reforçam o caráter defensivo da estratégia:

  • Dividend yield corrente (IUD): 10,7% ao ano

  • Prêmio sobre Tesouro IPCA+ 2035: 3,22 pontos percentuais

  • Dividend yield médio ponderado do IFIX: 11,6%

Embora o yield da carteira esteja abaixo da média do índice, a estratégia prioriza:

  • Liquidez elevada

  • Gestão experiente

  • Portfólio de qualidade

  • Previsibilidade de fluxo de caixa

Essa combinação busca reduzir riscos sem abrir mão de retorno competitivo.

Vale investir em fundos imobiliários agora?

O cenário para os fundos imobiliários em 2026 combina três fatores centrais:

  1. Fundamentos operacionais sólidos

  2. Juros ainda elevados favorecendo FIIs de papel

  3. Espaço para valorização em ativos de qualidade

Apesar das incertezas externas e do risco fiscal doméstico, o setor mostra capacidade de atravessar períodos de maior turbulência com relativa estabilidade.

Para o investidor que busca renda recorrente, proteção parcial contra inflação e potencial de valorização no médio e longo prazo, os fundos imobiliários seguem como uma alternativa estratégica relevante.

Com o IFIX iniciando o ano no campo positivo e setores específicos acelerando, fevereiro pode representar uma janela interessante para montagem ou reforço de posições — principalmente em ativos com gestão consolidada e portfólios bem estruturados.

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Luciana Ribeiro
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Luciana Ribeiro é contadora e consultora tributária, com mais de 12 anos de experiência no setor fiscal. Na A Revista, explica Imposto de Renda, tributação de investimentos, regras aplicáveis a pessoas e empresas e mudanças na legislação. Identifica o período de vigência das normas e ressalta quando casos individuais exigem orientação específica.

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