O GARE11 (GGR Covepi Renda FII) é um fundo imobiliário de tijolo listado na B3, focado na aquisição e gestão de imóveis corporativos e industriais locados a longo prazo. Ele vem ganhando espaço no mercado pela combinação de cotas baratas, regularidade nos dividendos e estratégia conservadora de gestão.
Com cotas negociadas próximas de R$ 8,94 e dividendos médios mensais de R$ 0,08 por cota, o fundo registra um dividend yield anualizado de aproximadamente 11,4%, segundo dados mais recentes do mercado secundário. Esse patamar de rentabilidade o coloca acima da média entre os FIIs de tijolo, que atualmente giram entre 8% e 9% ao ano.
Carteira com 36 imóveis e contratos atípicos
A principal base de sustentação do GARE11 está em sua carteira diversificada de 36 imóveis físicos, localizados em diferentes regiões do país. A maioria desses imóveis está alugada por meio de contratos atípicos, o que significa que os inquilinos não podem rescindir antes do prazo final, oferecendo previsibilidade na geração de caixa e estabilidade na distribuição dos rendimentos.
Os imóveis do fundo abrangem segmentos corporativos, industriais e logísticos, garantindo exposição a diferentes setores da economia e reduzindo o risco de vacância concentrada. Essa diversificação é um dos pilares que sustentam o bom histórico de pagamentos mensais.
P/VP abaixo de 1 indica desconto em relação ao valor patrimonial
Atualmente, o GARE11 negocia com Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) inferior a 1,0, o que indica que o fundo está sendo negociado abaixo do valor de seus ativos imobiliários.
Esse desconto pode representar uma oportunidade para investidores que buscam margem de segurança, já que o valor de mercado está aquém do valor líquido contábil do portfólio. Essa característica também reforça o potencial de valorização no longo prazo, caso o mercado precifique o ativo de forma mais justa em momentos de retomada econômica.
Indicadores e métricas de desempenho
| Indicador | Valor aproximado |
|---|---|
| Tipo de fundo | Fundo imobiliário de tijolo |
| Código | GARE11 |
| Valor da cota | R$ 8,94 |
| Dividendos mensais | R$ 0,08 por cota |
| Dividend yield anualizado | 11,4% |
| Número de imóveis | 36 |
| P/VP | 0,94 |
| Vacância | baixa (inferior a 5%) |
| Política de distribuição | 95% do lucro semestral |
Os dados reforçam o perfil estável e conservador do fundo, voltado à geração de renda previsível com ativos imobiliários reais, contratos de longo prazo e baixa vacância operacional.
Efeito do reinvestimento e o “número mágico” do GARE11
Um dos destaques do GARE11 é o baixo preço de entrada, que permite acumular cotas com aportes mensais reduzidos. A partir de R$ 965 investidos, os proventos mensais de R$ 0,08 por cota já são suficientes para adquirir uma nova cota automaticamente, sem necessidade de novos aportes — fenômeno conhecido como o “número mágico”.
Esse ciclo de reinvestimento potencializa o crescimento da renda mensal, criando o efeito dos juros compostos dentro do portfólio. Com o tempo, o cotista passa a ver um aumento exponencial na quantidade de cotas e, consequentemente, nos dividendos recebidos.
Comparativo com o setor e desempenho histórico
Enquanto muitos fundos de tijolo enfrentam desafios com revisões contratuais e vacância pós-pandemia, o GARE11 tem conseguido manter pagamentos estáveis e portfólio produtivo. Seu rendimento atual é superior à média da categoria, e o desconto patrimonial sugere potencial de valorização caso a taxa Selic inicie um novo ciclo de queda.
Além disso, o fundo mantém reserva de caixa e política de reciclagem de portfólio, com venda de ativos menos rentáveis e reinvestimento em imóveis com maior retorno sobre o capital.
Riscos e perspectivas para o longo prazo
Entre os principais riscos do GARE11 estão:
Sensibilidade à taxa de juros, que afeta a atratividade relativa frente à renda fixa;
Concentração setorial moderada, comum em fundos de tijolo;
Potencial de vacância futura em caso de inadimplência ou rescisão contratual.
Mesmo assim, a gestão ativa e conservadora do fundo, aliada à distribuição mensal estável, o coloca entre as opções mais equilibradas para quem busca renda passiva com baixo investimento inicial.
No cenário de longo prazo, o GARE11 tende a se beneficiar de um ciclo de queda na Selic, com possível valorização de cotas e compressão de cap rates, o que ampliaria tanto o preço de mercado quanto o retorno total ao cotista.
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