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Início » Últimas Notícias » BTHF11 cresce forte, VGHF11 perde fôlego: números revelam o fundo mais sólido
Fundos Imobiliários

BTHF11 cresce forte, VGHF11 perde fôlego: números revelam o fundo mais sólido

Análise detalhada dos dois FIIs multiestratégia mostra que gestão, caixa, indexadores e desempenho recente mudam completamente o potencial de resultados em 2026.
Eduardo MartinsPor Eduardo Martins26 de janeiro de 20263 minutos lidos
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BTHF11 cresce forte, VGHF11 perde fôlego: números revelam o fundo mais sólido
BTHF11 cresce forte, VGHF11 perde fôlego: números revelam o fundo mais sólido

O início do ano costuma trazer a mesma dúvida para muitos investidores: qual ativo tem mais potencial para gerar renda e valorização nos próximos meses? Dentro desse cenário, dois fundos imobiliários multiestratégia vêm chamando atenção BTHF11 e VGHF11.

Ambos investem em uma combinação de CRIs, cotas de FIIs e outras estratégias, mas as diferenças na gestão, na alocação de patrimônio e na situação financeira atual colocam os dois em momentos bem distintos.

A análise dos relatórios gerenciais mostra que, apesar de parecerem semelhantes, os detalhes fazem total diferença no resultado final.

O que é o BTHF11 e por que ele disparou

O BTHF11 é um fundo multiestratégia negociado perto de R$ 9,53, acumulando valorização superior a 60% nos últimos 12 meses um dos melhores desempenhos do segmento.

Principais números do BTHF11

  • Dividend Yield próximo de 12%

  • P/VP de 0,92 (ainda com desconto)

  • Patrimônio de R$ 2,1 bilhões

  • Liquidez média diária acima de R$ 4 milhões

  • Mais de 312 mil cotistas

Mas o destaque real está na estrutura interna do fundo.

Diversificação robusta

O BTHF11 combina:

  • CRIs (dívida imobiliária) bem pulverizados

  • Cotas de outros FIIs (tijolo e papel)

  • Imóveis físicos (edifício comercial e shopping)

  • Pequena fatia em ações

O fundo mantém baixa concentração por ativo, reduzindo riscos estruturais.

O grande trunfo do BTHF11: caixa elevado

Um dos pontos mais estratégicos para 2026 é o fato de o fundo manter cerca de 13% a 16% do patrimônio em caixa, algo próximo de R$ 220 milhões.

Isso significa:

  • Poder de comprar ativos descontados

  • Capacidade de aproveitar novas emissões

  • Potencial de aumentar receitas futuras

Além disso, o fundo equilibra muito bem seus indexadores:

  • IPCA

  • CDI (importante com juros ainda elevados)

E o VGHF11? Onde ele se destaca

O VGHF11, negociado próximo de R$ 7,15, parece mais barato, mas o cenário é diferente.

Principais números do VGHF11

  • Dividend Yield de 14% (impactado pela queda do preço)

  • P/VP de 0,83

  • Patrimônio de R$ 1,4 bilhão

  • Liquidez média diária de R$ 2,5 milhões

  • Base de cotistas em queda

O fundo tem forte diversificação em FIIs e CRIs, mas com algumas diferenças importantes:

  • Não possui imóveis físicos

  • Usa mais exposição ao IPCA do que ao CDI

  • Mantém caixa muito baixo, limitando novas oportunidades

Gestão pesa na balança

Outro fator decisivo é a gestão:

  • BTHF11 → BTG Pactual

  • VGHF11 → Valora

No mercado, a BTG tem histórico mais amplo, com fundos de grande porte e estrutura robusta.

Comparativo direto: BTHF11 x VGHF11

IndicadorBTHF11VGHF11
Valorização 12 mesesMuito altaModerada
CaixaElevadoMuito baixo
DiversificaçãoAltaAlta
Exposição CDIEquilibradaMenor
Base de cotistasCrescendoCaindo
Imóveis físicosSimNão

Qual está mais interessante agora?

Apesar de o VGHF11 parecer mais barato e exibir yield maior, os dados mostram que isso se deve, em parte, à desvalorização da cota.

O BTHF11, por outro lado, apresenta:

  • Estrutura financeira mais forte

  • Caixa elevado

  • Diversificação equilibrada

  • Gestão consolidada

  • Capacidade de aumentar receitas em 2026

No cenário atual, o BTHF11 surge como o fundo mais bem posicionado para o ano, combinando rendimento, segurança estrutural e potencial de crescimento.

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Eduardo Martins
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Eduardo Martins é planejador financeiro certificado (CFP®) e consultor de investimentos, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Na A Revista, explica renda fixa, fundos imobiliários, dividendos, simulações de quanto rende e planejamento financeiro. Apresenta premissas, custos, tributação e riscos, sem converter cenários em promessa de retorno.

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