A principal transformação da carteira em 2026 está na redução deliberada da exposição a ativos de crédito — como FIIs de papel, Fiagros e debêntures incentivadas — e no aumento da participação em ativos reais, com geração direta de valor econômico.
O racional é claro: investimentos baseados em crédito possuem uma lógica binária, limitada ao pagamento ou inadimplência, enquanto ativos reais permitem crescimento patrimonial, valorização de longo prazo e geração recorrente de caixa, mesmo em cenários adversos.
Essa mudança levou à venda de posições relevantes em fundos ligados a crédito e à realocação parcial do capital em setores mais resilientes e estruturais da economia brasileira.
BRAV3: petróleo deixa de ser tese especulativa e entra no ciclo de maturação
Após um período extremamente volátil entre 2024 e 2025, as ações da Brava Energia entraram em 2026 em uma nova fase do ciclo.
A companhia passou por:
Consolidação operacional após aquisições estratégicas
Evolução relevante na governança
Ampliação do portfólio de campos produtivos
Redução do risco operacional percebido pelo mercado
Mesmo após recuperação parcial, o papel ainda negocia abaixo do valor patrimonial estimado, indicando desconto relevante frente aos ativos já em operação.
Além disso, o setor de petróleo segue cíclico, e historicamente os maiores retornos ocorrem justamente após períodos prolongados de desvalorização. Em 2026, o mercado começa a precificar:
Maior eficiência operacional
Possível crescimento de produção nos próximos anos
Capacidade de geração de caixa livre
Potencial de remuneração ao acionista no médio e longo prazo
O ativo, que chegou a registrar quedas superiores a 50% em ciclos anteriores, passa a ser visto como uma alavanca patrimonial relevante dentro da carteira.
BRZP11: porto estratégico, crescimento estrutural e renda previsível
A outra grande protagonista da carteira em 2026 é o BRZP11, ligado ao Porto de Itapoá, um dos mais estratégicos da região Sul do Brasil.
O ativo encerrou 2025 com:
Crescimento superior a 20% no volume de contêineres movimentados
Expansão da capacidade operacional com novos guindastes e RTGs
Ganhos de eficiência logística e redução de tempo de operação
Avanço nas obras de dragagem para receber navios de maior porte
Mesmo antes da entrada do terceiro berço, o porto já opera próximo da máxima eficiência, o que reforça o potencial de crescimento adicional nos próximos anos.
Valuation atrativo e margem de segurança elevada
Uma reavaliação patrimonial recente indicou valor justo significativamente superior à cotação atual das cotas, o que coloca o BRZP11 em um cenário de:
Desconto relevante sobre o valor patrimonial
Forte margem de segurança
Potencial de valorização além da renda recorrente
Com a retomada de um payout elevado a partir de 2026, o ativo passa a combinar:
Dividendos robustos
Crescimento orgânico previsível
Contratos de longo prazo
Exposição direta ao comércio exterior brasileiro
Em projeções conservadoras, o dividendo anual pode superar dois dígitos já no curto prazo, com crescimento progressivo ao longo do tempo, à medida que novos investimentos entram em operação.
Por que BRAV3 e BRZP11 dominam a carteira em 2026
Apesar de atuarem em setores distintos, os dois ativos compartilham características fundamentais:
Ativos reais e tangíveis
Negociação abaixo do valor patrimonial
Forte geração de caixa no ciclo atual
Potencial de valorização estrutural
Proteção parcial contra inflação no longo prazo
Enquanto BRAV3 representa a alavancagem cíclica do petróleo em um momento de maturação do ciclo, BRZP11 oferece previsibilidade, crescimento logístico e renda recorrente.
Essa combinação reduz a dependência de crédito, suaviza riscos e aumenta a eficiência do capital investido ao longo do tempo.
Perspectiva para 2026 e próximos anos
O ano de 2026 marca um ponto de inflexão para a carteira. Após um período de forte volatilidade e aprendizado ao longo de 2025, os principais ativos entram em fase de consolidação, com:
Recuperação patrimonial
Expansão operacional
Crescimento da geração de caixa
Maior visibilidade de resultados
Nesse contexto, BRAV3 e BRZP11 permanecem como os pilares centrais da estratégia, sustentando tanto a expectativa de valorização quanto a construção de renda passiva consistente no longo prazo.
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