O fundo imobiliário MANA11, classificado como um hedge fund do segmento multiestratégia, divulgou seu relatório gerencial referente a janeiro de 2026, reforçando a consistência na distribuição de rendimentos e destacando o desempenho expressivo ao longo de 2025.
Negociado atualmente a R$ 9,31, o fundo apresenta P/VP de 0,99, praticamente alinhado ao valor patrimonial, o que indica que o mercado precifica o ativo próximo do seu valor justo estimado em R$ 9,43.
Nos últimos 12 meses, considerando valorização da cota e dividendos pagos, o MANA11 acumula retorno superior a 35%, com dividend yield anualizado na casa de 14%.
Desempenho em 2025: fundo supera IFIX e CDI
O ano de 2025 foi marcado por forte performance. Enquanto o IFIX registrou valorização de aproximadamente 21%, o MANA11 entregou rentabilidade superior a 37% no período.
Além disso:
- R$ 1,30 por cota distribuídos em 2025
- Dividend yield anual acima de 16% (isento de IR)
- Crescimento superior a 100% na base de investidores
- Mais de 34 mil cotistas atualmente
Desde o início de suas operações, o fundo acumula retorno superior a 50%, equivalente a 132% do IFIX e cerca de 110% do CDI.
Resultado de janeiro: 11 centavos confirmados
Em janeiro de 2026, o fundo registrou:
- Receita bruta total: R$ 4,468 milhões
- Despesas: aproximadamente R$ 314 mil
- Resultado líquido: R$ 4,153 milhões
- Resultado por cota: R$ 0,11
A principal fonte de receita continua sendo as operações de CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários), com recebimento de juros e correção monetária.
Outras fontes incluem:
- Fundos imobiliários: R$ 549 mil
- Ações: R$ 143 mil
- Caixa remunerado: R$ 92 mil
O fundo manteve o pagamento de 11 centavos por cota, dentro do guidance estipulado entre 10 e 12 centavos para o trimestre.
Estratégia: diversificação e gestão ativa
Um dos principais diferenciais do MANA11 é a ausência de alavancagem. Diferente de muitos fundos do segmento, o fundo opera sem dívidas estruturadas, reduzindo riscos e despesas financeiras.
A carteira está distribuída da seguinte forma:
- 65% em crédito estruturado (CRI e LCI)
- 18% em incorporação imobiliária
- 14% em cotas de outros FIIs
- 3% em caixa
- 2% em ações do setor imobiliário
Incorporação em Florianópolis
O fundo possui quatro empreendimentos em Florianópolis (SC), com cronogramas de entrega entre 2027 e 2028. Um deles já está 100% vendido, enquanto os demais apresentam níveis de comercialização entre 27% e quase 50%.
A gestão reforça que a exposição em incorporação ficará limitada entre 15% e 20% do patrimônio líquido.
CRIs diversificados e controle de risco
Mesmo sendo um fundo de porte médio (patrimônio de R$ 353 milhões), o MANA11 apresenta baixa concentração.
A maior posição individual em CRI representa apenas 4,32% do PL, demonstrando forte estratégia de diluição de risco.
Além disso:
- 49% das operações indexadas ao IPCA
- 51% atreladas ao CDI
- Exposição a setores como incorporação, shopping, hotelaria, saneamento e locação financeira
O fundo também mantém participação em aproximadamente 20 outros FIIs, combinando estratégia de carrego (70%) e geração de ganho de capital (30%).
Valorização da cota
Em fevereiro de 2025, a cota era negociada próxima a R$ 8. Atualmente, está acima de R$ 9,30, representando valorização superior a 16% apenas no preço da cota sem considerar dividendos.
Projeção para 2026
Para o primeiro trimestre de 2026, a gestão reiterou guidance de dividendos entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota.
Com histórico recente de estabilidade nos pagamentos de 11 centavos e forte geração de resultado, a expectativa do mercado é de manutenção desse patamar ao longo do ano.
O fundo segue sendo visto como alternativa interessante dentro do segmento multiestratégia, especialmente para investidores que buscam equilíbrio entre crédito estruturado, incorporação e gestão ativa.
MANA11 se destaca entre os hedge funds imobiliários
Comparado a outros fundos do segmento, como VGHF11 e BTHF11, o MANA11 vem se destacando pela consistência na entrega de dividendos, controle de risco e crescimento da base de investidores.
Embora seja classificado como fundo de risco médio principalmente pela exposição à incorporação a qualidade dos projetos e a localização estratégica reforçam a tese de investimento.
O MANA11 consolida-se como um dos fundos imobiliários que mais chamaram atenção em 2025 e inicia 2026 mantendo estabilidade operacional e disciplina na gestão.
Com dividend yield competitivo, carteira diversificada e ausência de alavancagem, o fundo permanece no radar de investidores que buscam renda recorrente e potencial de valorização.
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