O fundo imobiliário ALZR11, gerido pela Alianza, divulgou seu relatório gerencial referente a agosto e mostrou sinais de solidez. Apesar do cenário desafiador para fundos de tijolo, o ativo segue com vacância física e financeira zeradas, contratos de longo prazo e distribuição de rendimentos estáveis.
Desempenho recente
No fechamento mais recente, o ALZR11 estava cotado a R$ 10,49, praticamente em linha com seu valor patrimonial (P/VP de 0,99). Nos últimos 12 meses, além dos dividendos, a cota valorizou 8,5%.
Dividend yield atual: 9,27%
Média de proventos: R$ 0,08 por cota/mês
Patrimônio: R$ 1,31 bilhão
Cotistas: 167 mil
Essa combinação tem fortalecido o fundo como uma opção relevante entre os chamados “FIIs base 10”.
Destaques do relatório de agosto
Reajustes de contratos
Durante o mês, os aluguéis de imóveis da BRF e da Coca-Cola foram corrigidos pelo IPCA acumulado de 12 meses (5,2%), elevando a receita do fundo. Até agora, 60% dos contratos já passaram por reajuste em 2025, o que garante aumento gradual de receita recorrente.
Caixa e reservas
O fundo encerrou agosto com R$ 249 milhões em caixa, equivalente a 19% do patrimônio líquido, considerado saudável para honrar compromissos de longo prazo. Além disso, incrementou sua reserva de lucros para R$ 0,46 por cota, reforçando a previsibilidade dos rendimentos.
Distribuições
O ALZR11 distribuiu R$ 0,084 por cota em agosto, dentro da média histórica. Para o segundo semestre de 2025, a gestora projeta dividendos entre R$ 0,08 e R$ 0,082 por cota, sem considerar possíveis receitas extraordinárias de vendas de ativos — o que pode elevar os pagamentos.
Estrutura e riscos
O fundo possui 23 imóveis diversificados, entre galpões logísticos, edifícios comerciais e ativos de renda urbana. Entre os principais inquilinos estão Coca-Cola, BRF, OBA Hortifruti e instituições de ensino, todos com contratos atípicos de longa duração, em média 9,5 anos.
Um ponto de atenção é a alavancagem de 35%, considerada elevada. O montante corresponde a cerca de R$ 488 milhões em CRIs. No entanto, segundo a gestora, o caixa atual cobre mais de cinco anos de amortizações, reduzindo o risco imediato.
Historicamente, o ALZR11 mostrou capacidade de recuperação em momentos de desconto. Em crises anteriores, chegou a ser negociado a P/VP de 0,88 e voltou a superar 1,10 posteriormente. Com a expectativa de queda da Selic a partir de 2026, fundos de tijolo como o ALZR11 tendem a ganhar atratividade, impulsionando preços e distribuição de rendimentos.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






