Com a taxa Selic em patamares elevados e a inflação pressionando o poder de compra, os investidores buscaram alternativas capazes de oferecer renda mensal isenta de imposto de renda. Nesse cenário, três fundos imobiliários se destacaram em 2025 por sua performance consistente e pagamentos acima da média: RSR11, VGHF11 e HABT11.
Esses fundos não apenas entregaram dividendos robustos, como também mantiveram boa gestão de risco e portfólios sólidos, fatores essenciais para quem busca estabilidade em meio à volatilidade dos mercados.
RSR11: desempenho consistente e inadimplência zero
O RSR11, gerido pela Rex Gestão de Recursos, é um fundo de papel focado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Com grande exposição a títulos indexados ao IPCA e CDI, o fundo se beneficiou diretamente do cenário de juros altos.
Nos últimos 12 meses, o dividend yield foi de 15,58%, com inadimplência zero e patrimônio superior a R$ 2,3 bilhões.
Atualmente cotado em torno de R$ 77,60, o RSR11 apresenta P/VP de 0,80, indicando desconto em relação ao valor patrimonial. A liquidez diária média ultrapassa R$ 2,6 milhões, com mais de 170 mil cotistas ativos.
A taxa de administração é de apenas 0,20% ao ano, reforçando o bom custo-benefício para o investidor.
VGHF11: destaque entre os Fiagros do agronegócio
O VGHF11 consolidou-se como um dos Fiagros mais rentáveis do mercado, com foco em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Sua carteira diversificada inclui cooperativas, produtores e distribuidoras em 25 estados, com garantias robustas e baixo risco de crédito.
A cota gira em torno de R$ 9,43, e o fundo distribuiu 15,32% de dividendos nos últimos 12 meses. O P/VP de 0,97 mostra leve desconto, enquanto a liquidez diária média é de R$ 1,9 milhão.
Com 169 mil cotistas e patrimônio líquido de R$ 838 milhões, o VGHF11 segue entregando retornos próximos a CDI + 3,5% ao ano, mantendo boa previsibilidade para investidores que buscam diversificação setorial.
HABT11: estabilidade e retorno elevado
O HABT11, gerido pela Habitat Capital, é outro fundo de papel que se destacou pela rentabilidade consistente e portfólio pulverizado em CRIs residenciais, de multipropriedade e loteamento.
O fundo é reconhecido por equilibrar risco e retorno, apresentando taxas atrativas em novas aquisições — IPCA + 11%, IPCA + 13,75% e CDI + 5,25%, conforme seus últimos relatórios.
Em 2025, o HABT11 pagou 17,45% de dividendos aos cotistas, mantendo P/VP de 0,77, o que representa 23% de desconto sobre o valor patrimonial.
Com mais de 60 mil cotistas e R$ 768 milhões em patrimônio, a taxa de administração de 0,20% ao ano reforça sua eficiência de gestão e o foco em rentabilidade sustentável.
Comparativo de desempenho
| Fundo | Segmento | Dividend Yield (12m) | P/VP | Cotistas | Liquidez Diária | Patrimônio |
|---|---|---|---|---|---|---|
| RSR11 | Papel (CRIs) | 15,58% | 0,80 | 174 mil | R$ 2,6 mi | R$ 2,34 bi |
| VGHF11 | Fiagro (CRAs) | 15,32% | 0,97 | 169 mil | R$ 1,9 mi | R$ 838 mi |
| HABT11 | Papel (CRIs diversificados) | 17,45% | 0,77 | 60 mil | R$ 1,1 mi | R$ 768 mi |
Os três fundos superaram o IFIX, índice de referência dos FIIs, tanto em rentabilidade quanto em estabilidade de pagamentos, consolidando-se entre os mais bem avaliados do ano.
Perspectivas para 2026
Mesmo com a expectativa de cortes graduais na Selic ao longo de 2026, os fundos de papel e os Fiagros ainda devem manter rendimentos atrativos, sobretudo pela marcação a mercado positiva e o repasse da inflação nos contratos.
A diversificação entre segmentos — imobiliário e agronegócio — pode ser uma estratégia eficiente para quem busca equilibrar renda, segurança e potencial de valorização patrimonial.
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