A Gerdau apresentou uma forte recuperação de rentabilidade no segundo trimestre de 2026, com avanço de aproximadamente 45% no lucro líquido ajustado em relação aos três primeiros meses do ano.
O resultado ajustado chegou a cerca de R$ 1,47 bilhão, em um trimestre marcado pelo crescimento das vendas de aço, melhora da eficiência operacional e desempenho especialmente forte das operações na América do Norte.
Além da evolução do lucro, a companhia manteve sua política de remuneração aos acionistas e aprovou aproximadamente R$ 451 milhões em dividendos.
Os números reforçam a capacidade da siderúrgica de preservar margens mesmo diante de um cenário internacional ainda marcado por juros elevados, custos de matérias-primas e competição do aço importado.
Ebitda chega a R$ 3,43 bilhões
Um dos principais destaques do balanço foi o Ebitda ajustado, indicador utilizado para medir a geração operacional de caixa.
A Gerdau alcançou aproximadamente R$ 3,43 bilhões de Ebitda ajustado, crescimento próximo de 16% em relação ao trimestre anterior e de cerca de 34% na comparação anual, conforme os dados apresentados no material-base.
A margem Ebitda ajustada avançou para 19,2%, aumento de aproximadamente 1,5 ponto percentual na comparação trimestral.
Esse movimento indica que a companhia conseguiu transformar uma parcela maior de sua receita em resultado operacional.
| Indicador | 2º trimestre de 2026 |
|---|---|
| Lucro líquido ajustado | R$ 1,47 bilhão |
| Ebitda ajustado | R$ 3,43 bilhões |
| Margem Ebitda ajustada | 19,2% |
| Vendas de aço | 2,9 milhões de toneladas |
| Fluxo de caixa livre | R$ 237 milhões |
| Dividendos aprovados | R$ 451 milhões |
| Alavancagem | 0,69 vez |
Vendas de aço alcançam 2,9 milhões de toneladas
O volume comercializado chegou a aproximadamente 2,9 milhões de toneladas de aço, crescimento de 3,4% frente ao trimestre anterior.
O avanço ocorreu em meio à combinação entre demanda resiliente na América do Norte e uma recuperação dos volumes no mercado brasileiro.
O maior nível de utilização das unidades produtivas também contribuiu para diluir custos fixos e elevar a eficiência das operações.
América do Norte continua puxando resultados
A operação norte-americana permaneceu como principal responsável pela geração operacional da Gerdau.
O Ebitda da região ficou próximo de R$ 2,6 bilhões, representando uma parcela expressiva do resultado consolidado.
A companhia vem sendo beneficiada pela demanda ligada principalmente à infraestrutura, indústria, energia e expansão de projetos relacionados a data centers nos Estados Unidos, segmento impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial e dos investimentos em capacidade computacional.
No Brasil, o Ebitda ficou em aproximadamente R$ 705 milhões, com crescimento de cerca de 22% diante do primeiro trimestre.
A empresa também segue acompanhando as medidas de defesa comercial destinadas a reduzir a pressão provocada pelo avanço das importações de aço no mercado brasileiro. O material fornecido destaca a importância das cotas tarifárias para proteger parte dos volumes comercializados internamente.
Caixa livre fica positivo mesmo após investimentos
Outro ponto relevante foi a geração de caixa.
Mesmo realizando cerca de R$ 1 bilhão em investimentos (Capex), a Gerdau encerrou o período com aproximadamente R$ 237 milhões de fluxo de caixa livre positivo.
O nível de endividamento também permanece controlado.
A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado terminou o trimestre em aproximadamente 0,69 vez, nível considerado conservador para uma companhia inserida em um setor historicamente cíclico.
Gerdau aprova R$ 451 milhões em dividendos
A melhora operacional também chegou aos acionistas.
A companhia aprovou aproximadamente R$ 451 milhões em dividendos, ao mesmo tempo em que continuou executando seu programa de recompra de ações.
Segundo o material analisado, as recompras acumuladas chegaram a cerca de R$ 334 milhões no ano.
A combinação de dividendos, recompra de ações, expansão das margens e baixa alavancagem coloca a geração de caixa e a disciplina financeira entre os principais pontos de atenção para quem acompanha GGBR4 na Bolsa.
O que observar nos próximos resultados da Gerdau
O desempenho dos próximos trimestres dependerá principalmente da demanda norte-americana, dos preços internacionais do aço, do comportamento das importações no Brasil e dos custos de matérias-primas.
Também será importante acompanhar se a companhia conseguirá sustentar margens próximas aos níveis atuais enquanto mantém investimentos e remuneração aos acionistas.
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