A Eletrobras (ELET3/ELET6) entrou no radar dos investidores após projeções revisadas indicarem forte potencial de valorização e pagamento de dividendos robustos. O Itaú BBA elevou o preço-alvo da companhia para R$ 63,30 ao final de 2026 e estima dividend yield médio de 6,9% ao ano em cenário conservador, podendo chegar a 15,8% ao ano em cenário otimista.
Projeções do Itaú BBA para Eletrobras
Preço-alvo e valorização potencial
O preço-alvo para ELET3 foi revisado de R$ 54,90 (para 2025) para R$ 63,30 em 2026.
Isso representa um potencial de valorização próximo a 37% frente às cotações atuais.
Dividendo esperado
Cenário conservador: 6,9% ao ano em média para os próximos cinco anos.
Cenário otimista: até 15,8% ao ano, caso os preços de energia elétrica se mantenham elevados.
Fatores que sustentam as projeções
Preço da energia e condições regulatórias
Projeções do preço de energia (MWh):
| Ano | Preço estimado (R$) |
|---|---|
| 2026 | 251 |
| 2027 | 213 |
| 2028 | 190 |
| 2029-2032 | 200 |
| 2033+ | 160 |
O Itaú BBA considera o consenso de mercado conservador demais em relação à queda futura dos preços de eletricidade.
Acordos regulatórios, como definição do fluxo de RBSE e ajustes em direitos de voto, reduziram incertezas jurídicas.
A companhia intensifica investimentos em transmissão, com planos de dobrar aportes de R$ 3,3 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões anuais no médio e longo prazo.
Riscos e cenários alternativos
O pagamento de RBSE é temporário e tende a diminuir em revisões tarifárias.
Caso o preço da energia recue conforme projeções mais conservadoras, os dividendos podem ficar próximos da faixa mínima projetada.
Impactos para investidores
Perfil de renda: dividend yield de 6,9% já supera diversos investimentos de renda fixa disponíveis.
Perfil de crescimento: valorização de até 37% somada a proventos generosos pode tornar ELET3 uma ação atrativa para longo prazo.
Ponto de atenção: riscos regulatórios e volatilidade do setor exigem acompanhamento constante por parte do investidor.
A Eletrobras consolida sua posição como destaque no setor elétrico, unindo capacidade de valorização das ações com projeções de dividendos elevados. No cenário mais otimista, a estatal privatizada pode se tornar uma “vaca leiteira” para investidores, distribuindo proventos acima da média do mercado já a partir de 2026. Ainda assim, cautela é necessária diante dos riscos regulatórios e da possível queda nos preços de energia no médio prazo.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






