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Início » Últimas Notícias » ALLOS pode pagar mais de 11% em dividendos e vira destaque entre pagadoras da Bolsa
Dividendos

ALLOS pode pagar mais de 11% em dividendos e vira destaque entre pagadoras da Bolsa

Mesmo após valorização de cerca de 80% em 12 meses, a ALOS mantém forte geração de caixa, dívida controlada e pode distribuir dividendos mensais com yield acima de 10%.
Fabiane MeloPor Fabiane Melo11 de março de 20266 minutos lidos
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ALOS pode pagar mais de 11% em dividendos e vira destaque entre pagadoras da Bolsa
ALOS pode pagar mais de 11% em dividendos e vira destaque entre pagadoras da Bolsa

A ALLOS, considerada atualmente a maior empresa de shopping centers do Brasil, voltou ao radar de investidores após divulgar os resultados do quarto trimestre e do consolidado de 2025. Mesmo após uma valorização de aproximadamente 80% nos últimos 12 meses, a companhia ainda pode oferecer um dividend yield entre 10% e 11%, segundo projeções baseadas na cotação atual.

O potencial de distribuição de proventos elevados, aliado a uma estrutura financeira sólida e crescimento consistente nas vendas de seus shoppings, coloca a empresa entre as possíveis melhores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira nos próximos anos.

Gigante dos shoppings no Brasil

A ALLOS se consolidou como líder no setor de shopping centers do país. Atualmente, a companhia possui:

  • 55 shoppings no portfólio

  • 45 shoppings próprios

  • Mais de 13 mil lojas instaladas

  • Cerca de 15 milhões de visitantes únicos em 2025

Esses ativos ajudaram a empresa a movimentar R$ 43 bilhões em vendas totais nos shoppings ao longo de 2025, reforçando sua posição dominante no setor.

A empresa também ampliou sua participação de mercado ao longo dos últimos anos. Enquanto anteriormente detinha cerca de 15% do mercado brasileiro de shopping centers, hoje essa fatia chegou a 20,9%, consolidando a liderança nacional.

Resultados financeiros mostram crescimento consistente

No consolidado de 2025, a empresa apresentou números relevantes:

Receita total:

  • R$ 2,8 bilhões

  • Crescimento de 7%

Receita operacional líquida:

  • R$ 2,5 bilhões

  • Crescimento de 5,9%

EBITDA:

  • R$ 2,1 bilhões

  • Crescimento de 7,5%

Geração de caixa operacional:

  • R$ 1,3 bilhão

  • Crescimento de 2,8%

Apesar de o crescimento do caixa operacional ter sido mais modesto, a expectativa da companhia é de expansão dessa geração de caixa nos próximos anos, especialmente em um cenário de juros mais baixos.

Dividendos podem superar 10% ao ano

A política da empresa prevê distribuir pelo menos 50% do fluxo de caixa operacional aos acionistas.

Considerando a geração de caixa operacional por ação de R$ 2,70, isso implicaria um dividendo mínimo de cerca de R$ 1,35 por ação, equivalente a aproximadamente 4,3% de dividend yield na cotação atual.

No entanto, a companhia sinalizou que pretende pagar muito mais do que o mínimo previsto na política.

As projeções indicam pagamentos mensais próximos de:

  • R$ 0,29 por ação por mês

Se esse ritmo for mantido ao longo de 12 meses, o total anual pode atingir entre:

  • R$ 3,36 e R$ 3,60 por ação

Isso representaria um dividend yield entre 10% e 11% ao ano, colocando a ALOS entre as empresas mais atrativas para investidores focados em renda passiva.

Vendas crescem muito acima da média do setor

Outro ponto que chama atenção nos resultados da companhia é o crescimento das vendas nos shoppings da empresa.

Desde 2021:

  • As vendas nos shoppings da ALOS cresceram 62%

  • A média do setor cresceu apenas 26%

Ou seja, a empresa vem ganhando mercado e desempenho acima dos concorrentes.

Presença regional ainda oferece espaço para crescimento

A distribuição de participação nas vendas por região mostra potencial de expansão em diversas áreas do país:

  • Norte: 46% de participação

  • Nordeste: 14%

  • Centro-Oeste: 24%

  • Sudeste: 22%

  • Sul: 13%

Esse cenário indica que a companhia ainda possui espaço relevante para crescer principalmente no Nordeste e no Sul, regiões onde a participação ainda é menor.

Venda de ativos reforçou caixa e remunerou acionistas

Nos últimos anos, a empresa reduziu o número total de shoppings no portfólio após realizar desinvestimentos estratégicos.

Ao todo, as vendas de ativos geraram cerca de R$ 2,5 bilhões.

Todo esse valor foi direcionado aos investidores por meio de:

  • dividendos

  • recompra de ações

Entre 2023 e 2025, a companhia realizou programas agressivos de recompras.

Desde outubro de 2024, foram recompradas mais de 68 milhões de ações, a um preço médio de R$ 22,12 por ação.

O investimento total nas recompras foi de cerca de R$ 1,5 bilhão, criando aproximadamente R$ 400 milhões em valor para os acionistas, segundo estimativas da empresa.

Dívida controlada pode aumentar lucros

Outro ponto que anima analistas é a estrutura de capital da companhia.

A empresa possui uma alavancagem de apenas 1,7 vez dívida líquida/EBITDA, considerada bastante saudável para o setor.

Além disso:

  • 98% da dívida está atrelada ao CDI

Isso significa que, em um cenário de queda da taxa de juros, a companhia poderá reduzir significativamente suas despesas financeiras.

Combinando esse fator com o possível crescimento das vendas nos shoppings, o resultado pode ser:

  • aumento do lucro

  • maior geração de caixa

  • mais dividendos.

Outro ponto importante é o cronograma de dívida. A empresa possui poucas amortizações relevantes até 2027, com pagamentos mais significativos apenas a partir de 2028.

Eficiência operacional também melhorou

Mesmo com inflação elevada nos últimos anos, a companhia conseguiu reduzir despesas administrativas.

Os gastos gerais e administrativos ajustados pela inflação passaram de:

  • R$ 500 milhões em 2022
    para

  • R$ 452 milhões em 2025

Isso representa uma queda real de cerca de 10%, demonstrando maior eficiência operacional.

Investimentos mais cautelosos em 2026

Em 2025, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões em projetos.

Para 2026, a projeção é investir entre:

  • R$ 350 milhões e R$ 450 milhões

A estratégia será focar em:

  • projetos menores

  • implementação rápida

  • maior retorno financeiro

Essa postura mais conservadora reflete o cenário macroeconômico ainda incerto.

Dividendos mensais podem aumentar renda passiva

Desde outubro de 2024, a empresa passou a adotar pagamentos mensais de dividendos.

Isso permite que investidores utilizem a estratégia de reinvestimento dos proventos, aumentando gradualmente sua posição na empresa e ampliando a renda passiva ao longo do tempo.

Considerando o reinvestimento dos dividendos, o rendimento efetivo pode chegar próximo de 12% ao ano, segundo estimativas.

Remuneração ao acionista deve dobrar

A empresa também divulgou o histórico recente de remuneração aos acionistas:

2023
R$ 641 milhões em dividendos e recompras

2024
R$ 1,7 bilhão

2025
R$ 868 milhões

2026 (projeção)
R$ 1,7 bilhão novamente

Ou seja, a expectativa é dobrar o retorno aos acionistas em relação a 2025.

Empresa entra no radar dos investidores de dividendos

Com forte geração de caixa, liderança no setor, dívida controlada e potencial de dividendos mensais elevados, a ALOS pode se consolidar como uma das principais pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira nos próximos anos.

Mesmo após a forte valorização recente das ações, a companhia continua no radar de investidores que buscam renda passiva consistente e previsível.

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Fabiane Melo
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Fabiane Melo é editora de Economia e Negócios, formada em Administração e pós-graduada em Finanças. Na A Revista, acompanha resultados de empresas, negócios, economia e setores produtivos, relacionando fatos e indicadores ao ambiente de investimentos. Prioriza contexto, documentos e linguagem acessível.

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