O novo BYD Song Pro 2027 flex prepara uma das atualizações mais importantes desde a estreia do SUV híbrido plug-in no mercado brasileiro. Além da aguardada compatibilidade com gasolina e etanol, o modelo receberá mudanças expressivas na dianteira, no acabamento interno e na lista de equipamentos.
Unidades renovadas já começaram a aparecer em imagens feitas em concessionárias, aumentando a expectativa de que a apresentação comercial aconteça em breve. Entretanto, até 30 de julho de 2026, a página oficial da BYD ainda não detalhava publicamente a nova configuração flex nem divulgava sua tabela definitiva de preços.
A fabricante já havia confirmado que o Song Pro atualizado seria produzido em Camaçari, na Bahia, com sistema híbrido plug-in flex. O modelo também foi antecipado durante eventos realizados no complexo industrial da montadora.
Visual dianteiro é a principal mudança
A dianteira do novo Song Pro mudou de maneira significativa. O conjunto abandona parte do desenho mais conservador da versão atual e passa a seguir a identidade visual utilizada nos lançamentos mais recentes da BYD.
Entre as alterações estão faróis redesenhados, novo para-choque, entradas de ar modificadas e uma faixa decorativa posicionada abaixo do capô. O resultado é um SUV com aparência mais moderna e alinhada a modelos superiores da marca.
As rodas também devem receber novo desenho. Na traseira, porém, as mudanças são mais discretas, concentradas principalmente em detalhes de acabamento e na assinatura visual. Informações divulgadas anteriormente apontavam que a reestilização seria mais profunda na parte dianteira, enquanto a traseira permaneceria próxima ao modelo atual.
Teto solar panorâmico atende a uma antiga cobrança
Uma das novidades mais aguardadas é a chegada do teto solar panorâmico. O equipamento era frequentemente citado como uma ausência importante no Song Pro vendido atualmente, especialmente porque já aparece em diversos concorrentes posicionados na faixa dos R$ 200 mil.
No modelo renovado, o teto panorâmico deverá contar com abertura elétrica e cortina interna. Além de ampliar a sensação de espaço na cabine, o item pode fortalecer a percepção de sofisticação do SUV.
O teto panorâmico e as saídas de ar independentes para os passageiros traseiros já haviam sido apontados como duas das principais melhorias previstas para a linha 2027.
Interior do Song Pro 2027 ficou mais moderno
A cabine também passou por uma reformulação ampla. O antigo console central dá lugar a uma estrutura mais limpa, elevada e integrada, com porta-copos reposicionados, apoio de braço ampliado e carregador de celular por indução.
A alavanca de seleção das marchas deixa o console e passa para a coluna de direção, seguindo uma solução já adotada em outros modelos da BYD. Com isso, a região entre os bancos fica mais livre para comandos rápidos e porta-objetos.
O painel de instrumentos também foi redesenhado. A pequena tela independente da versão anterior é substituída por um conjunto mais integrado ao acabamento horizontal do painel. Os difusores de ar passam a fazer parte dessa estrutura, criando uma aparência mais ampla e sofisticada.
A central multimídia deve manter o formato característico da BYD, mas poderá receber novos recursos de conectividade, mapas e integração com serviços digitais. Bancos, portas e revestimentos também ganham novos desenhos e acabamento predominantemente escuro, mais próximo da preferência de parte dos consumidores brasileiros.
Motor híbrido passa a aceitar gasolina e etanol
A principal mudança mecânica está na adoção do sistema híbrido plug-in flex. O motor a combustão poderá trabalhar com gasolina, etanol ou qualquer mistura entre os dois combustíveis, em conjunto com o propulsor elétrico.
A tecnologia preserva a proposta do sistema DM-i: o motor elétrico assume grande parte da movimentação do veículo, enquanto o motor a combustão atua principalmente como gerador de energia e auxilia na tração em determinadas condições.
O conjunto flex foi desenvolvido para atender às características do mercado brasileiro e deverá ser produzido no complexo industrial da BYD em Camaçari. A empresa já utiliza oficialmente a denominação “Super DM-i Flex” em outro modelo híbrido plug-in oferecido no país.
A potência, a capacidade da bateria e a autonomia oficial do Song Pro 2027 ainda dependem da ficha técnica definitiva da versão brasileira. Por isso, números divulgados antes da apresentação devem ser tratados como preliminares.
Recarga rápida pode continuar ausente
Apesar das melhorias, o modelo mostrado nas imagens preliminares aparentemente continua utilizando apenas recarga em corrente alternada. Isso significa que o Song Pro poderá permanecer sem entrada para carregadores rápidos em corrente contínua.
Para quem utiliza o SUV principalmente na cidade e pode recarregá-lo em casa, essa limitação tende a causar pouco impacto. A situação muda para motoristas que percorrem longas distâncias e pretendem utilizar eletropostos rápidos em rodovias.
A ausência da recarga rápida pode se tornar uma desvantagem diante de novos híbridos plug-in que já oferecem essa possibilidade. A confirmação, contudo, depende da divulgação oficial das especificações brasileiras.
Quanto custará o novo BYD Song Pro 2027?
O Song Pro GS atualmente aparece no configurador oficial da BYD por R$ 199.990. A expectativa é que a nova linha permaneça próxima desse valor, ao menos durante o lançamento, mas a fabricante ainda não confirmou oficialmente a tabela do modelo flex atualizado.
A chegada da nova versão também pode provocar descontos maiores nas unidades anteriores. Em julho de 2026, a linha então disponível recebeu ofertas que reduziram em até R$ 30 mil o preço de determinadas configurações. O Song Pro já acumulava mais de 17 mil emplacamentos no ano, segundo levantamento publicado pelo Auto+.
Consumidores interessados no modelo anterior poderão encontrar boas condições de negociação, mas devem considerar que a reestilização tende a aumentar a diferença de valor entre veículos novos e seminovos.
Vale a pena comprar o Song Pro 2027 flex?
O novo BYD Song Pro 2027 tende a ser mais interessante para quem busca um SUV híbrido plug-in atualizado, com possibilidade de abastecimento com etanol, cabine mais sofisticada e equipamentos que não estavam presentes na linha anterior.
Teto panorâmico, novo painel, console redesenhado e visual dianteiro mais moderno corrigem algumas das principais críticas feitas ao modelo. A produção nacional também poderá facilitar a oferta de unidades e peças no médio prazo.
Por outro lado, a decisão de compra deve considerar o preço definitivo, a autonomia homologada, a potência do conjunto flex e a confirmação sobre a recarga rápida. Quem encontrar a versão atual com desconto elevado poderá obter uma relação custo-benefício interessante, desde que aceite o desenho anterior, a ausência do teto panorâmico e a futura desvalorização provocada pela nova geração.
Para quem não tem urgência, o caminho mais prudente é aguardar a apresentação oficial e comparar as duas versões com base no preço real oferecido pelas concessionárias.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






