O nome QQ está prestes a ganhar um significado completamente diferente no mercado brasileiro. O antigo compacto conhecido pelo baixo preço deve retornar como um hatch 100% elétrico, maior, mais equipado e comercializado pela Omoda.
O modelo já foi flagrado rodando em São Paulo e aparece praticamente sem camuflagem, sinal de que os testes locais avançaram. A expectativa divulgada por veículos especializados é de lançamento em janeiro de 2027, embora a Omoda ainda precise detalhar oficialmente versões, preços e especificações definitivas para o Brasil.
A configuração apontada para o mercado nacional combina motor elétrico traseiro de aproximadamente 123 cv, bateria próxima de 43 kWh e tração traseira. O conjunto coloca o futuro Omoda QQ diretamente na disputa com BYD Dolphin, Geely EX2, GAC Aion UT e outros elétricos compactos.
Omoda QQ abandona proposta do antigo compacto
Apesar de recuperar um nome conhecido, o novo QQ pouco tem em comum com o automóvel vendido no Brasil na década passada.
A nova geração mede aproximadamente 4,19 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 2,70 metros de distância entre os eixos. O entre-eixos relativamente longo para o porte favorece o aproveitamento interno e ajuda a explicar o piso traseiro praticamente plano.
| Especificação | Omoda QQ esperado para o Brasil |
|---|---|
| Motorização | 100% elétrica |
| Potência | Cerca de 123 cv |
| Tração | Traseira |
| Bateria | Aproximadamente 43 kWh |
| Autonomia chinesa | Até cerca de 420 km |
| Comprimento | 4,19 m |
| Largura | 1,81 m |
| Entre-eixos | 2,70 m |
| Estreia prevista | Janeiro de 2027 |
Na configuração de maior capacidade oferecida na China, a autonomia declarada chega a aproximadamente 420 km pelo ciclo CLTC. Esse número não deve ser comparado diretamente com a autonomia homologada pelo Inmetro, já que os protocolos são diferentes.
Estimativas publicadas para a futura configuração brasileira ficam próximas ou pouco acima dos 300 km, mas o alcance definitivo só poderá ser tratado como oficial depois da homologação nacional.
Motor traseiro de 123 cv muda a proposta do QQ
A arquitetura também ajuda a distanciar o modelo do antigo QQ. O motor elétrico fica instalado no eixo traseiro, criando uma configuração de tração traseira.
A versão de maior desempenho oferecida no exterior desenvolve cerca de 90 kW, equivalentes a 122 ou 123 cv, dependendo do arredondamento utilizado. A configuração é justamente a apontada para o mercado brasileiro.
O material disponível também indica bateria próxima de 43 kWh e transmissão de relação única, característica comum aos elétricos.
O visual segue a linguagem dos elétricos chineses mais recentes. A frente praticamente fechada recebe grandes conjuntos ópticos em LED, enquanto a entrada de ar fica concentrada na parte inferior do para-choque.
Nas laterais aparecem caixas de roda com proteção plástica, maçanetas integradas à carroceria e rodas próximas às extremidades. A traseira adota lanternas separadas, em vez da barra luminosa que se tornou comum entre os elétricos atuais.
Interior terá tela grande e pacote tecnológico

A transformação fica ainda mais evidente dentro da cabine. Informações divulgadas sobre a versão chinesa apontam central multimídia de 15,6 polegadas, painel digital e proposta minimalista.
O conjunto de equipamentos visto nos carros que circulam em testes inclui câmeras para visão 360 graus, sensores de estacionamento e recursos de assistência ao motorista. Também são esperados alerta de ponto cego, assistente de permanência em faixa, sensor de chuva e faróis automáticos.
O piso traseiro plano e os 2,70 metros de entre-eixos devem ser dois dos principais argumentos para oferecer espaço a cinco ocupantes, enquanto a versão chinesa ainda dispõe de porta-malas de aproximadamente 375 litros e compartimento dianteiro adicional.
Preço será decisivo na disputa com Dolphin e EX2

A posição comercial do Omoda QQ será determinante para definir seus rivais mais próximos.
Reportagens recentes apontam uma faixa estimada ao redor de R$ 125 mil, enquanto outras projeções colocam o veículo mais próximo de R$ 150 mil. Até agora, porém, não existe preço oficial anunciado pela Omoda para o Brasil.
Essa diferença é importante. Em um segmento no qual poucos milhares de reais podem aproximar ou afastar modelos como BYD Dolphin, Dolphin Mini e Geely EX2, bateria, autonomia homologada, equipamentos de série e política comercial serão tão relevantes quanto potência e dimensões.
O novo posicionamento também permitirá à Omoda ter um elétrico de entrada abaixo de modelos maiores de sua gama. Se o cronograma apontado se confirmar, janeiro de 2027 marcará não apenas a volta do nome QQ ao país, mas sua transformação definitiva de subcompacto econômico em hatch elétrico de nova geração.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias da A Revista no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






